segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Filme sobre Facebook ressalta fenômeno cultural

Um em cada dois norte-americanos já são usuários do Facebook, que, se fosse um país, hoje teria população inferior apenas às da China e da Índia, e cujo valor estimado supera os 30 bilhões de dólares -- maior que o do Starbucks.

Qual poderia ser o próximo avanço para esse site criado em uma residência universitária de Harvard, seis anos atrás? Que tal um filme de Hollywood, "A Rede Social", que estreou nos EUA na sexta-feira e já está motivando discussões sobre possíveis Oscar?

Muitos dos detalhes do filme são contestados. Mas a própria noção de que o público mediano possa ir assistir a um filme sobre a história de uma empresa de tecnologia ressalta até que ponto o Facebook já virou parte do cenário cultural geral.

"O Facebook é mais que apenas um fenômeno 'geek'. É uma coisa do grande público", disse Dave McClure, ex-executivo da empresa de pagamentos online PayPal e hoje investidor em empresas de tecnologia recém-fundadas.

Maior rede social do mundo, o Facebook possibilita a seus usuários entrarem em contato online com seus amigos e conhecidos do mundo real e fazer de tudo com eles, desde compartilhar fotos de bebês e notícias pessoais até jogar versões eletrônicas de Palavras Cruzadas.

Avós, políticos e roqueiros estão entre os mais de 500 milhões de usuários do serviço em todo o mundo, que ajudaram o Facebook a ultrapassar o Google como o site no qual os norte-americanos passam mais tempo todos os meses.

O Facebook atende à necessidade básica que as pessoas têm de se comunicar, disse David Weinberger, pesquisador do Centro Berkman de Internet e Sociedade da Universidade Harvard.

"Os humanos somos uma espécie naturalmente sociável", disse Weinberger. "Nós nos reunimos em sites de relacionamento social como se isso fosse natural, porque é natural."

Sob a direção de Mark Zuckerberg, o co-fundador de 26 anos do Facebook, a empresa passou de serviço disponível apenas a estudantes universitários a uma grande empresa na Internet, tendo superado uma série de questões complexas de privacidade ao longo de sua trajetória.

Analistas da Internet dizem que ela se tornou tão grande e tão popular que já representa uma ameaça financeira a empresas consolidadas na Internet, como Google e Yahoo.

Paul Thiel, membro do conselho de direção do Facebook, disse que a empresa, que ainda é uma companhia limitada, não vai começar a vender ações ao público antes de 2012. Mas já existe um mercado dinâmico de ações particulares do Facebook, e a empresa é avaliada em mais de 30 bilhões de dólares, segundo negociações recentes no Sharespost, um mercado secundário desse tipo.

Thiel acha que o novo filme - que ele afirma conter "muitas imprecisões e pequenas mentiras e distorções" - vai, mesmo assim, intensificar a influência do Facebook.

"O filme vai incentivar americanos jovens a se mudarem para o Vale do Silício e tentarem criar novas empresas. Portanto, acho que vai fazer mais bem do que mal", disse ele.

HP e novo presidente preparam-se para aquisições em software

A escolha da Hewlett-Packard para o posto de presidente-executivo pode estimular uma onda de transações no setor de software, ao reforçar uma das partes menos desenvolvidas dos negócios da empresa e permitir que ela concorra com Oracle e IBM.

Leo Apotheker, antigo presidente da gigante alemã de software corporativo SAP e selecionado como presidente-executivo da maior empresa mundial de tecnologia, enfatizou que software é a "cola" que mantém as demais porções dos negócios da HP unidas.

Alguns analistas preveem, por isso, que a HP tomará o caminho das aquisições. Software responde por apenas 3 por cento do faturamento do grupo, ante mais de 20 por cento na IBM, e Brian Marshall, analista da Gleacher & Co., define esse segmento como "o calcanhar de Aquiles" da HP.

Agora, a crescente popularidade da computação em nuvem, que permite acesso a software via Internet pelos usuários, significa que as empresas quase certamente adquirirão menos servidores e outros computadores no futuro, o que representa ameaça para a HP, cuja atividade central é a produção de hardware.

"Considerando que servidores, notebooks e computadores de mesa responderam por cerca de 40 por cento do faturamento total da HP em 2009, é justo presumir que a empresa terá alguns problemas a enfrentar no futuro não muito distante", disse Marshall.

Mas os alvos disponíveis estão se tornando mais escassos, à medida que as empresas de tecnologia dotadas de boas reservas de caixa buscam aquisições em termos favoráveis após a crise financeira internacional.

Nos últimos meses, a HP tomou o controle da ArcSight, produtora de software de segurança, por 1,5 bilhão de dólares; a Intel desembolsou 7,7 bilhões de dólares pela McAfee; a IBM adquiriu a Netezza por 1,7 bilhão de dólares; e a Symantec adquiriu a divisão de autenticação de pagamentos da Verisign por cerca de 1,3 bilhão de dólares.

E uma vez que IBM, Oracle e outros fornecedores de tecnologia já adquiriram ativos de software em anos recentes para se expandir além do hardware, a HP pode não ter muita escolha.

"Há 10 anos, eles seriam como uma criança em uma loja de doces. Mas isso já não vale mais", disse Louis Miscioscia, analista da Collins Stewart.

Globo quer conteúdo em 3D em 2011

No começo desse ano, durante o Fórum de Tecnologia da Rede Globo, Raymundo Barros, diretor de engenharia da emissora em São Paulo, havia dito que não acreditava em transmissões abertas em 3D, devido a uma série de barreiras para o seu sucesso, como a necessidade de todos os moradores de uma residência utilizarem os óculos especiais para verem determinado programa.

No mesmo evento, Barros afirmou que esse tipo de solução seria mais eficiente em transmissões fechadas, com conteúdos exclusivos e desejados pelos assinantes.

Essa semana foi a vez de Pedro Garcia, diretor dos canais Premiere e SporTV, afirmar que a Globosat planeja fornecer conteúdo em três dimensões a partir do primeiro semestre do ano que vem. A declaração foi dada durante o 10º Congresso Latino-Americano de Satélites, na semana passada. Segundo o diretor é prematuro imaginar um canal com programação em 3D por 24h, mas transmissões eventuais para experimentar a tecnologia e testar a receptividade do público serão feitas.

O executivo acredita que cinema e esporte são os gêneros em que a tecnologia funcione melhor e acredita na demanda por conteúdo adulto em 3D. Por fim, Garcia deixou claro que a Globosat não pretende oferecer em 3D conteúdo que tenha sido originalmente captado em 2D.

"Gran Turismo 5" chega em 02/11 por R$ 199; Sony não confirma português como idioma

A divisão brasileira da Sony já iniciou as pré-vendas de "Gran Turismo 5", simulador de corridas exclusivo para o PlayStation 3.

O jogo chega ao mercado brasileiro no dia 2 de novembro e tem preço de R$ 199,00, mas até agora a empresa não confirmou se o título terá português do Brasil como opção de idioma, conforme sugerido anteriormente.

Realismo a toda prova

Entre muitas atrações, "Gran Turismo 5" prevê 20 pistas, com 60 configurações de trajeto, além de multiplayer online, álbum de fotos e de replays, inclusive uma opção para publicar os vídeos diretamente no site Youtube.

O modo de fotografia permite captar imagens durante a corrida, como antes, mas também há um ambiente específico para isso. O Gran Turismo TV também está de volta, e agora permite ver os vídeos no PSP.

Samsung vai montar painéis de LED em Manaus

A Samsung planeja iniciar a montagem de painéis de LED para televisores no Brasil a partir do final de outubro ou no início de novembro. O objetivo prioritário seria o próprio abastecimento de sua linha de aparelhos. O investimento inicial será de US$ 3 milhões a US$ 4 milhões, mas a cifra pode chegar a US$ 200 milhões em 2 anos, caso a unidade avance como o esperado.

Segundo o vice-presidente de Novos Negócios da Samsung no Brasil, Benjamin Sicsu, a produção planejada para a Zona Franca de Manaus engloba inicialmente apenas a montagem básica de painéis de LED. Ele afirma que o ciclo completo de produção ainda está em estudo e pode ser viabilizado apenas a partir de 2012.

“Não vamos produzir, vamos montar”, disse o executivo. “Quando você fala num ciclo completo de produção é coisa de US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões (de investimento). Existe possibilidade de evoluir para a segunda fase de montagem, a difusão do vidro, com um investimento de US$ 200 milhões, mas são números aproximados.”

Sicsu comentou ainda que ainda não há uma definição sobre o número de telas que serão montadas no país. "É complicado falar em números exatos porque há um certo barulho sobre a questão tributária, algumas questões sobre os impostos de importações e tem uma consulta em nível de Mercosul a ser definida. Esperamos que isso fique claro até novembro para iniciarmos a produção", concluiu.

A iniciativa da Samsung, que é a maior fabricante mundial de televisores de tela plana, deve impulsionar ainda mais a venda de TVs no Brasil e na América Latina. Na semana passada, um executivo da Samsung na Coreia do Sul disse à agência Reuters que a empresa pretende aumentar as vendas mundiais de TVs em mais de 33% no próximo ano.

Segundo esse executivo, que pediu anonimato, a meta de vendas da empresa para 2011 em TVs de LCD e plasmas é de mais de 60 milhões de unidades. Em julho, a companhia afirmou que projetava venda de 45 milhões de telas planas este ano. O executivo falou durante um evento na universidade de Hanyang em Seul.

Foco de "The Witcher 2" será a história, diz produtor

Tomasz Gop, o produtor do RPG de ação "The Witcher 2: Assassins of Kings", revelou mais alguns detalhes sobre o título, mostrando uma fuga de prisão e um enorme "campo de batalha amaldiçoado" com centenas de soldados fantasmas na tela ao mesmo tempo. A apresentação foi durante o evento Eurogamer Expo 2010, realizado neste fim de semana.

O produtor fez questão de lembrar que a história do jogo não é linear. "Se você gosta do primeiro jogo, gostaríamos apenas de lhe assegurar que os princípios que nos fizeram fazer o primeiro 'Witcher' ainda são importantes para nós", disse Gop.

"Foi um jogo com história conduzida, e o segundo é um jogo de condução da história também. É a principal característica do game. A história é o recurso final", diz. Em "The Witcher 2" você joga com Geralt, um guerreiro de cabelos compridos cheio de cicatrizes pelo corpo, porém o produtor não deu mais detalhes.

O jogo utiliza um novo motor gráfico, que promete visuais bem trabalhados. "Contar uma história não-linear foi o principal motivo para nós de reescrever o motor. O motor que temos é nosso. Fizemos por nós mesmos a partir do zero. Nós reforçamos praticamente tudo no jogo, do tamanho dos cenários aos encontros enormes."

Depois de sair da prisão, Gop desbloqueou a câmera e visualizou o imenso mundo de fantasia.

"Todos esses lugares, até mesmo o mais distante, serão exploráveis no jogo. Isto é onde você vai estar jogando." A empresa pensa em futuramente licenciar o seu motor gráfico para outras empresas usarem.

Há quase uma centena de pessoas trabalhando em "The Witcher 2", revelou o produtor. Trabalhos nos idiomas polonês e inglês estão sendo feitos paralelamente, então as discrepâncias tão criticadas do primeiro jogo serão evitadas, de acordo com ele.

Há "20 ou 30" ângulos de câmera, tudo ajustado automaticamente para determinadas situações de combate, exploração e corte de cenas. O jogador não vai escolher o ângulo da câmera como podiam fazer antes.

Ferramentas de modificações estarão disponíveis, mas apenas após o lançamento do jogo. A empresa também promete um jogo maior que o original, que tinha entre 40 e 80 horas.

"The Witcher 2: Assassins of Kings" está previsto para sair em 2011 para PC. As versões para Xbox 360 e PlayStation 3 já foram confirmadas, mas não há datas divulgadas.

"The Witcher" foi uma das surpresas de 2007 para PC. Usando o motor Aurora da BioWare, o mesmo de RPGs como "Star Wars: Knights of the Old Republic" e "Jade Empire", o título da CD Projekt trouxe no pacote gráficos avançados, uma história rica com três finais diferentes, dependendo das escolhas feitas pelo jogador, e uma duração média de 40 horas.

Sites extremistas crescem e são difíceis de se policiar

As autoridades ocidentais afirmam que o número de sites extremistas está disparando, mas que continua difícil tomar medidas para removê-los. Segundo o diretor de uma unidade especial da polícia britânica, além de repressão, também é preciso aproximação.

Nos últimos anos, políticos e agências policiais de todo o mundo vêm expressando seus temores quanto ao uso da Internet por grupos militantes para radicalizar e recrutar pessoas para suas causas.

O atentado a bomba frustrado contra um jato de passageiros norte-americano, no Natal de 2009, e o caso do major do exército dos Estados Unidos que matou 13 pessoas em Fort Hood, Texas, também no ano passado, foram ambos vinculados a um líder religioso muçulmano que usa a Web para difundir suas visões favoráveis à Al Qaeda.

"Em medida considerável nos vemos envolvidos em uma corrida armamentista tecnológica contra os terroristas", disse Pauline Neville-Jones, ministra da Segurança britânica, em discurso em julho.

"A revolução nas comunicações facilitou aos grupos terroristas a aproximação a indivíduos vulneráveis com sua ideologia e propaganda extremista eviolenta", afirmou.

Na semana passada, Ronald Noble, secretário geral da agência policial internacional Interpol, declarou em conferência entre líderes policiais, em Paris, que o número de sites extremistas estava "disparando", passando de 12 em 1998 a 4,5 mil em 2006.

"A ameaça é mundial; é virtual; e está à nossa porta", afirmou.

E como os países vêm reagindo?

Uma resposta do Reino Unido, um dos país onde os apelos por ação são mais intensos, especialmente desde os mortíferos atentados de julho de 2005 em Londres, foi a criação de uma unidade especial, a Counter Terrorism Internet Referral Unit (CTIRU).

Lançada em caráter experimental no começo do ano, a unidade de sete pessoas depende do público e outras agências policiais para que lhe denunciem sites sobre os quais se preocupam.

Eles são avaliados e, caso necessário, medidas podem ser tomadas, sob as leis de combate ao terrorismo, para forçá-los a remover conteúdo ou para processar os responsáveis.

"LittleBigPlanet 2" terá dez estágios com suporte ao PlayStation Move

Agora que o controle com sensor de movimentos PlayStation Move já é uma realidade, cada vez mais empresas tendem a adicionar a opção de suporte ao periférico em seus jogos. A próxima a entrar na lista é a Media Molecule, que já anunciou novidades para "LittleBigPlanet 2".

De acordo com James Spafford, gerente de comunidade da produtora, o jogo terá dez estágios que mostram como o novo controle pode funcionar em "LittleBigPlanet 2". A Media Molecule ainda não definiu como eles vão ser distribuídos, mas não descarta a possibilidade de acrescentar mais uma mídia ao game caso o conteúdo não caiba no disco com o título completo.

O gerente de comunidade aproveitou a ocasião para dizer que a produtora pretende lançar um extra para download contendo apenas conteúdo voltado para o PlayStation Move, bem como a presença de uma câmera para cada jogador na modalidade multiplayer em detrimento da visão única que travava todos os participantes na mesma tela.

Sackboy em novas aventuras

"LittleBigPlanet 2" conta com um enredo mais desenvolvido, narrando a saga do pequeno Sackboy ao ser sugado por um aspirador interdimensional e parar em um local escuro e sinistro. Lá ele é salvo por Larry Da Vinci, líder de um grupo chamado A Aliança, que combate uma entidade conhecida como O Sugador.

O título é conhecido por ser uma ferramenta de criação de games, e este conceito foi expandido nesta segunda edição. Agora é possível fazer games de gêneros como corrida e "navinha", não se limitando aos de plataforma como no primeiro jogo.

"LittleBigPlanet 2" é exclusivo para PlayStation 3 e está agendado para 18 de janeiro de 2011.

LG abandona plano para tablet com Android 2.2

A LG Electronics anunciou nesta segunda-feira o abandono do plano de lançar um computador tablet acionado pelo sistema operacional Google Android 2.2, conhecido como Froyo. A decisão poderá adiar a chegada ao mercado do primeiro aparelho da companhia para o segmento.

A decisão pode representar novo revés para a companhia sul-coreana, que está tentando reanimar sua deficitária divisão de celulares por meio de modelos novos e atraentes, já que seu tablet chegará tarde a um mercado congestionado, liderado pelo iPad, da Apple.

"Planejamos lançar um tablet acionado pela versão mais confiável do Android. Estamos negociando com o Google para decidir sobre a versão mais adequada para o nosso aparelho, e não é o Froyo 2.2", disse um representante da LG.

O funcionário pediu que seu nome não fosse mencionado, afirmando que a LG ainda não havia decidido sobre a data de lançamento do tablet.

A Research in Motion, fabricante do BlackBerry, revelou o tablet PlayBook na semana passada, ingressando em um mercado crescente que atraiu concorrentes do porte da Samsung Electronics e Dell.

A LG, terceira maior fabricante mundial de celulares, lançou o smartphone Optimus One na Coreia do Sul esta semana, antes de iniciar vendas mundiais do aparelho por meio de 120 operadoras, com meta de vendas de 10 milhões de unidades.

Os celulares inteligentes da companhia ainda não atingiram a marca de 1 milhão de unidades vendidas e a LG está apostando na forte demanda por celulares inteligentes com o sistema Android para ajudar a colocá-la firmemente no caminho da recuperação.

A empresa substituiu seu presidente-executivo no mês passado, por um membro da família fundadora, e apontou novos chefes para as divisões de celulares e televisão, na semana passada, reorganizando radicalmente suas operações centrais.

Samsung Electronics vê fraca demanda por LCD no 4o tri

A Samsung Electronics alertou nesta segunda-feira que a demanda global e os preços de painéis de LCD devem continuar fracos no quarto trimestre.

Os preços de LCD recuaram no terceiro trimestre e, desde então, as quedas têm se intensificado com a desaceleração da demanda europeia e global por TVs e computadores, principais destinos das telas de LCD.

"O mercado está no limite de baixa e continuará assim no quarto trimestre", disse à Reuters Chang Wonkie, diretor para negócios de LCD da Samsung, durante seminário.

Em relatório recente, o Citigroup afirmou esperar que os negócios de LCD da Samsung passem ao vermelho no quarto trimestre, afetados por solicitações de fabricantes de TVs por preços menores para elevar as vendas.

Vendas mundiais de chips sobem 1,8% em agosto sobre julho--SIA

As vendas globais de microprocessadores cresceram 1,8 por cento em agosto ante o mês anterior, somando 25,7 bilhões de dólares, impulsionadas pela demanda por computadores e dispositivos sem fio, informou nesta segunda-feira a Associação da Indústria de Semicondutores (SIA).

A expansão de infraestrutura em mercados emergentes, especialmente na China e na Índia, elevaram os gastos, segundo a associação.

"Preocupações com as condições econômicas nos Estados Unidos e na Europa, aliadas a variações sazonais, merecem acompanhamento. Seguimos confiantes na previsão de vendas de 290,5 bilhões de dólares em 2010, o que significaria uma alta anual de 28,4 por cento", disse o presidente da SIA, Brian Toohey.

As maiores fabricantes de chips incluem Intel, Texas Instruments, Advanced Micro Devices, National Semiconductor, Nvidia, Qualcomm, STMicroelectronics, Samsung Electronics e Hynix Semiconductor.

"Game Party: In Motion" é coletânea de minigames para o Kinect

A Warner Bros. Interactive anuncia uma nova coletânea de minigames para jogar com o Kinect. "Game Party: In Motion" segue os passos de jogos como Wii Play, para Wii, e oferece diversos jogos com foco no divertimento familiar para o acessório do Xbox 360.

Entre os jogos, destaque para as competições simples, como partida de bilhar, hóquei de mesa e lançamento de dardos. Além deles, há também alguns mais complexos, como o "Quarterback in Motion", uma mini competição de futebol americano em que o jogador se coloca no lugar do quarterback, uma especie de arremessador responsável pelas jogadas de ataque no futebol americano. Há também os jogos bizarros, caso de "Root Beer Tapper", em que os jogadores precisam pegar o máximo de copos de cerveja em uma esteira.

"Game Party: In Motion" tem previsão de lançamento para novembro de 2010, e necessita do Kinect, a câmera especial do Xbox 360 que detecta os movimentos do jogador e dispensa o uso de controles.

Certificado digital: Mercado reage devagar à evolução das normas de segurança

Ao decidir adiar, para janeiro de 2012, a obrigatoriedade de homologação de equipamentos e programas relacionados aos certificados digitais, o comitê gestor do ICP-Brasil rendeu-se à evidência de que as normas caminharam mais rápidas que o mercado. A principal constatação é de que faltam equipamentos que atendam as especificações mais atualizadas.

“A ICP-Brasil paga um preço pela sua atualidade. Nós hoje já estamos com quatro raízes implementadas, sendo que a V2 e a V3 estão no top, no estado da arte da tecnologia. Nossa expectativa era que tivéssemos resposta de produtos e serviços já com essa atualização. Mas não só o mercado brasileiro, como o internacional, ainda está se ressentindo de fornecimento de produtos”, admite o diretor de Auditoria, Fiscalização e Normalização do ITI, Pedro Paulo Lemos Machado.

Segundo o Instituto de Tecnologia da Informação, o número de equipamentos homologados no único Laboratório de Ensaios e Auditoria (LEA) do país ainda é pouco expressivo. Por isso, a conclusão do comitê gestor da ICP-Brasil foi de que a obrigatoriedade poderia gerar impedimento para a administração pública contratar.

O próprio modelo de homologação está sendo modificado. Até aqui, a atividade foi subsidiada pelo governo. Agora, laboratórios serão credenciados pelo ITI e vão se relacionar diretamente com o mercado. O Instituto apenas confirmará as homologações com base nas análises apresentadas.

“A filosofia dos LEAs era que sempre tivesse múltiplos deles, mas nesse período que nós trabalhamos teve um só. Vamos privilegiar principalmente laboratórios que estejam credenciados dentro do Sinmetro. O que esperamos é que alguns laboratórios já em funcionamento no Brasil possam se interessar. Com nove anos de funcionamento, começa a ficar atrativo o mercado de certificação digital no país”, avalia o diretor do ITI.