domingo, 15 de agosto de 2010

Cuide bem da construção e imagem de sua marca

No campo da gestão da comunicação, ainda há uma infinidade de marcas em redes sociais que projetam imagens sem identidade e sem uma clara definição sobre quem são.


No início do ano, estive no #soumaisweb organizado pelo @ninocarvalho, no Rio de Janeiro, e ouvi alguns excelentes profissionais falarem sobre e-branding. De fato, os assuntos que compõem o universo de marcas são variados e possuem inúmeras vertentes, como o posicionamento enquanto negócio e seu devido comportamento no ambiente digital.

Aprofundando-se mais na questão sobre perceber e ser percebido, há uma notada possibilidade ou mesmo necessidade de adequação e devido aproveitamento dos princípios sociais para uma positiva fluidez e convívio nesses meios.

Ainda existem marcas e pessoas que não têm uma clara definição sobre quem ou o que são. Para que seja possível um melhor entendimento sobre a proposta de uma identidade única, mas com desmembramentos variados, vamos voltar um pouco no tempo.

Sabemos que os processos de identificação do indivíduo em seu meio social são de extrema amplitude em forma, interpretação e ação. Desde os primórdios do Homem como um comunicador, os formatos de divulgação de determinadas mensagens e respectivo entendimento foram influenciados por fatores regionais e culturais.

Partindo desse princípio, antigas tribos, com o objetivo de estabelecer relacionamento e relação através de comunicação, expressavam seus pensamentos e ideias com desenhos em pedras, verbalizando de alguma forma e marcando-se com diversos símbolos.

Cada povo ou pessoa, em geral, possuia alguma marca que o identificava como único e pertencente a um grupo, fosse guerreiro, mulher ou mesmo crianças. Saindo dos tempos das cavernas e avançando um pouco, temos, como exemplo, a Heráldica e seus estudos sobre os brasões criados para homenagem e distinção de determinadas pessoas. Para cada situação ímpar, como bravura e conquistas, ou mesmo segmentação de famílias, um escudo era projetado. Se pensarmos a partir de uma perspectiva da semiótica, a escolha de cada elemento para composição tem relação direta com sua forma e significado, fazendo um paralelo com as questões de posicionamento e percepção.

Nesse contexto, podemos pensar na definição da essência para uma marca, assim como a apropriação de elementos para composição de um universo semântico ímpar.

Da mesma forma que um formato de escudo é escolhido de acordo com o significado, as cores e associações são determinadas para que o posicionamento seja identificado, gere correta percepção e distinção. Por mais que haja uma unicidade, há a necessidade de adequação ao ambiente onde é inserida.

Vejamos o nobre guerreiro enaltecido pelo brasão. Esse bravo, possivelmente, tem discursos e comportamentos diferentes em determinados locais e situações. Em casa, um bom pai, cuidadoso e educador, já na guerra, um bom líder, carismático e disciplinador. Percebam que, independente do meio, há uma semelhança de atitudes que referenciam à “espinha dorsal” desse cidadão. Sua imagem dentro e fora de casa, aparentemente, é percebida de forma alinhada e coerente.

Trazendo para o campo da gestão, há uma infinidade de marcas e pessoas com perfis dos mais variados nas redes sociais, tendo algum tipo de interação. Seja nula, moderada ou mesmo extremamente ativa, é possível notar que, por vezes, o que encontramos ou percebemos nas gôndolas dos PDVs não é o mesmo que o achado no ambiente digital.

Certamente, a correta consciência e devido alinhamento nas questões que envolvem posicionamento e identidade da marca são fatores que influenciam na manutenção do relacionamento com stakeholders e, consequentemente, boa rentabilidade do negócio. Nesse ponto, podemos dizer que um arroba no Twitter não deveria ser tão diferente de uma fan page no Facebook, respeitando, é claro, as especificidades de cada canal.

É preciso ter atenção e cuidado na construção e gerenciamento de imagem, principalmente nos meios digitais, pois, neles, “alteregos” podem aparecer de forma incorreta e em momentos indesejados com facilidade maior. Existem coisas que nem Freud explica.

"StarCraft II" já vendeu mais de 721 mil cópias nos Estados Unidos

Segundo a empresa NPD, que acompanha as operações de vendas do setor de entretenimento eletrônico, "StarCraft II: Wings of Liberty" já vendeu mais de 721 mil cópias comente nos Estados Unidos.

Apesar de o lançamento mundial do jogo ter acontecido em 27 de julho, ou seja, três dias antes do final do mês, a analista do NPD Anita Frazier explica que o jogo de estratégia da Blizzard ajudou o varejo de jogos para PC aumentarem cerca de 103% em julho. "Enquanto os jogos para computador apresentavam um leve declínio em julho, temos que considerar o sucesso de "StarCraft II" neste mês, o que fez com que a categoria respirasse com essa margem. No geral, as vendas dos jogos de PC e videogames juntas tiveram um aumento de 4% em sua receita, se comparado ao mesmo mês no ano passado", explica.

E a sequência de "StarCraft" não para de quebrar recordes. Já em sua semana de lançamento, se tornou o jogo de estratégia mais vendido em sua primeira semana, alem de vender mais do que qualquer jogo de PC no ano em apenas 24hs.

Apesar de a Blizzard não dar novas informações sobre as vendas no Brasil, sabe-se que o jogo teve boa recepção em seu primeiro dia nas lojas. Ao todo foram comercializadas 4,5 mil cópias em 24 horas, incluindo lojas físicas e virtuais.

Estratégia espacial

"StarCraft II" é a sequência de um dos mais bem sucedidos jogos de estratégia em tempo real já lançados pela Blizzard no PC. A saga do game é dividida em três títulos, a serem lançados em épocas diferentes. A primeira campanha, "Terrans: Wings of Liberty", conta com a trama principal dos Terranos e uma minimissão dos Protoss; a segunda, "Zerg: Heart of the Swarm", terá elementos de RPG; a última, "Protoss: Legacy of the Void", contará com elementos de diplomacia.

Por dentro da "Battle.Net" de "StarCraft II"

Confira os testes dos serviços de internet 3G separados por operadora

Conexão da Vivo é estável, mas fica mais lenta no fim de semana

O plano da Vivo tem franquia de 4 Gbytes e usa o modem ZTE MF110. A média de velocidade de download durante os dias útes foi de 462 Kbps; no fim de semana, 306 Kbps. A média total foi de 384 Kbps e a média de upload, 211 Kbps. O plano custa R$ 119,90. Site oficial: Vivo.

A conexão da maior operadora de telefonia móvel do país é a mais estável das quatro testadas --foi a única que não apresentou queda de serviço durante todo o período testado.
Apenas uma vez foi necessário mais de uma tentativa para que a conexão com a internet fosse realizada.

O serviço foi o segundo mais rápido nos dias úteis, embora tenha atingido cerca de 50% da velocidade contratada.

O ponto negativo é o fim de semana. Em todas as outras operadoras, houve melhora na velocidade de navegação e download, enquanto o serviço da Vivo despencou e puxou a média geral da operadora para baixo.

No fim de semana do dia 30 de julho ao dia 1º de agosto, a velocidade caiu para cerca de 300 Kbps, ou seja, 30% da velocidade contratada, num período em que todas as outras operadoras tiveram uma melhora em relação aos dias úteis.

No resultado de upload (envio de informações), a operadora cravou o melhor resultado.

TIM tem melhor média, mas é lenta nos dias úteis

O plano da TIM tem franquia de 120 horas e usa o modem Onda MSA52HS. A média de velocidade de download durante os dias útes foi de 444 Kbps; no fim de semana, 735 Kbps. A média total foi de 589 Kbps e a média de upload, 194 Kbps. O plano custa R$ 99,90. Site oficial: TIM.

A TIM tem o discador mais veloz --reconhece o modem e faz a conexão mais rapidamente que os outros serviços.

Informações como quantidade de dados trafegados, que aparecem no próprio programinha de conexão, também ajudam o usuário a ter um controle maior da navegação e aprender a vincular os Kbytes e Mbytes com o uso que faz da rede.

A operadora teve a maior média registrada entre as testadas. Mas, durante a semana, o resultado da TIM foi o mais fraco de todos; a liderança na média geral foi puxada pelo bom resultado no fim de semana.

A conexão foi estável quando usada em movimento de carro e metrô. Mas, durante os testes no prédio da Folha, no centro de São Paulo, o serviço demorou alguns minutos para alcançar a conexão e caiu uma vez.

O atual sistema da operadora, de acesso à internet por horas e não por velocidade, pode ser mais fácil de entender, mas a velocidade contratada continua sendo de 1 Mbps, segundo o contrato.

3G da Oi tem segunda melhor média, mas é instável

O plano da Oi tem franquia de 10 Gbytes e usa o modem Huawei E156. A média de velocidade de download durante os dias útes foi de 478 Kbps; no fim de semana, 681 Kbps. A média total foi de 579 Kbps e a média de upload, 109 Kbps. O plano custa R$ 119,90. Site oficial: Oi.

Instabilidade foi um problema para o serviço 3G da Oi --às vezes a conexão se mostrava muito veloz para abrir sites e também chegava à velocidade máxima de download para a banda contratada, cerca de 1 Mbps.

Mas os valores não eram mantidos. Poucos minutos depois, o download oscilava para até menos de 10% da velocidade para o mesmo servidor e arquivo.

Mesmo sites leves como o Google demoravam longos segundos para abrir.

O reconhecimento do modem é um problema. O discador do serviço Oi Velox 3G é bem simples e fácil de usar, mas várias vezes ele não reconhecia o modem. Era preciso remover o dispositivo e espetá-lo de novo para forçar a reinicialização do sistema.

Nos sites de download como RapidShare e Megaupload, outro ponto negativo: baixar arquivos era impossível, pois uma mensagem indicava que o IP da máquina já estava em uso nos sites, realizando um download --informação que não era verdadeira.

Claro é a mais rápida ao longo dos dias úteis, mas atende mal

O plano da Claro tem franquia de 5 Gbytes e usa o modem ZTE MF100. A média de velocidade de download durante os dias útes foi de 469 Kbps; no fim de semana, 688 Kbps. A média total foi de 578 Kbps e a média de upload, 179 Kbps. O plano custa R$ 119,90. Site oficial: Claro.

Apesar de ter caído algumas vezes durante o uso e exigir mais do que uma tentativa de conexão em três oportunidades, o serviço da Claro teve a maior velocidade durante os dias úteis. Na média geral, porém, a operadora ficou com o segundo lugar em velocidade.

Ponto fraco das operadoras, o serviço de atendimento ao cliente merece destaque negativo na Claro.

Foram necessárias várias tentativas para receber informações sobre o serviço, e, mesmo assim, dados conflitantes foram repassados por atendentes diferentes.

Uma funcionária chegou a dizer que o modem era "igual para todas as operadoras", o que não é verdade.

A reclamação é confirmada por usuários do reclameaqui.com.br --o call center da Claro é quase sempre de difícil acesso.

Nos computadores testados, os serviços da Claro e da Vivo entraram em conflito; não era possível instalar os dois na mesma máquina.

No contrato, a operadora diz garantir apenas 10% da velocidade contratada.

Serviço da internet 3G vai melhorar, dizem operadoras

Claro, Oi, TIM e Vivo adotam diferentes estratégias para diminuir o número de reclamações e melhorar a qualidade do serviço de banda larga móvel.

Algumas operadoras tentam desvincular os planos de velocidades e atrelá-los a tempo e tráfego de dados --embora a velocidade de referência continue existindo sempre e seja de 1 Mbps.

CLARO

A Claro aposta na troca gradual da transmissão por micro-ondas pela transmissão por fibra para turbinar o serviço de internet 3G. "Estamos fazendo investimentos bilionários em fibra. Isso vai melhorar bastante a nossa capacidade de transmissão e aumentar a qualidade do serviço" diz Fiamma Zarife, diretora de serviços de valor agregado da Claro.
A empresa também parou de vender planos baseados em velocidade.

TIM

A TIM se aproxima do conhecido sistema das LAN houses para tornar os planos mais amigáveis. Desde 16 de julho, a compra agora é feita por quantidade de horas.
"Fizemos uma remodelagem. Vamos vender um pacote de horas. O usuário usufrui, durante o tempo contratado, da velocidade disponível naquele momento, que varia conforme os fatores externos como volume de tráfego na rede e obstáculos naturais ao sinal", diz Rafael Marquez, responsável por ofertas convergentes da TIM.

VIVO

Para a Vivo, estabilidade é mais importante que velocidade. "São muitas as variáveis que influenciam no serviço. A nossa preocupação é a experiência de uso com estabilidade" diz o Hugo Janeba, vice-presidente de marketing e inovação da Vivo.
"O ponto da velocidade máxima possível é irrelevante se o cliente tiver uma oscilação grande na experiência de uso. Às vezes é mais importante 400 ou 500 Kbps de velocidade estável do que atingir 1,2 Mbps e minutos depois cair para 200 Kbps", afirma Janeba.

OI

A Oi entrou em contato por meio de sua assessoria de imprensa, que enviou uma nota via e-mail, na qual diz: "A Oi informa que o serviço 3G dispõe de capacidade suficiente para suportar o crescimento do tráfego e do número de usuários, sem prejuízo para seus serviços de voz. A Oi entende que o serviço 3G deve ser complementar à banda larga fixa e não substituto e investe constantemente na ampliação da rede e na infraestrutura de sua plataforma de dados no Brasil."

Operadoras devem obedecer código do consumidor

Ainda não existem regras específicas para a banda larga móvel, mas isso não significa que quem contratar o serviço estará desprotegido. As operadoras têm que cumprir o Código de Defesa do Consumidor, lei máxima para proteção de quem compra qualquer produto ou serviço no Brasil.

As empresas que disponibilizam o serviço de internet 3G estão obrigadas a dar informações claras e explicar quaisquer limitações dos planos oferecidos.

"O consumidor tem que entender o contrato. Se assinou mas não recebeu explicação suficiente da operadora para compreender tudo o que está escrito, ele pode reclamar com a Anatel, com o Procon e requerer o cancelamento do plano sem multa, se desejar", diz Marta Aur, técnica de proteção e defesa do consumidor do Procon-SP.

As empresas são obrigadas a disponibilizar protocolos de atendimento para cada solicitação. Além de anotar, o cliente também deve receber o número por torpedo, via celular.

As principais reclamações no Procon são sobre baixa velocidade, falta de informação sobre o funcionamento do serviço, limite mensal de Gbytes --algo nem sempre esclarecido pelas operadoras-- e instabilidade na conexão.

De todas as reclamações sobre a internet móvel enviadas à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), quase a metade era de casos de usuários que simplesmente não conseguiram se conectar à rede.

Dos que se conectaram, três em cada dez reclamaram das baixas velocidades de navegação.

Confira como os testes 3G foram feitos

Os testes foram feitos com serviços equivalentes das quatro operadoras em atividade no Brasil: Claro, Oi, TIM e Vivo.

Os planos adquiridos foram de 1 Mbps para todas elas, e as medições de velocidade foram sempre realizadas simultaneamente com todos os modens.

O período de uso foi de quarta-feira, 28 de julho, a sexta-feira, 6 de agosto, em horários variados, inclusive no final de semana. Testamos os serviços nas zonas sul, oeste, leste e centro de São Paulo.

O programa Iperf, desenvolvido pela Universidade de Illinois e indicado como um software confiável pelo gerente de projetos de rede computacional do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP, foi utilizado para medir a velocidade de upload e download, separadamente.

Além disso, os serviços também foram testados com a realização de algumas das atividades mais comuns, como assistir a vídeos e ler e-mails e navegar por sites a fim de avaliar a estabilidade e a qualidade.

Os planos de acesso à internet utilizam o Mbps (Mbit por segundo) ou Kbps (Kbit por segundo).

Mas a medida usada por navegadores, clientes de torrents e outros programas usam o Kb/s (Kbyte por segundo). Neste caso, é preciso fazer a proporção para ter a velocidade correta: 1 byte é igual a 8 bits.

Se sua conexão com a internet for de 500 Kbps e você fizer um download, a velocidade máxima que você irá alcançar é 62,5 Kb/s (500 dividido por 8).

Rede 3G é mais lenta durante os dias úteis

Imagine comprar um sanduíche inteiro e só ter o direito de dar algumas mordidas. Ou pagar uma entrada de cinema e só conseguir assistir a 15 minutos do filme.

Parece absurdo? Pois quem navega por serviços de banda larga móvel no país sabe bem o que é isso --as operadoras não se comprometem a entregar toda a velocidade contratada. Alguns contratos se comprometem a oferecer, de forma garantida, apenas 10% do total.

Nos testes realizados pela Folha, a média de velocidade de download nos dias úteis ficou em menos da metade da velocidade contratada para os serviços da Claro, da Oi, da TIM e da Vivo.

"Pense na rede 3G como uma avenida. Se você quisesse uma pista da avenida apenas para você, isso teria um custo mais alto, além de ser complicado", diz Eduardo Levy, presidente do SindiTele (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal). "No trânsito você tem uma velocidade máxima permitida pela via, mas disputa o tempo inteiro espaço com outros veículos. Na banda larga móvel também é assim", afirma.

Apesar de os resultados atingirem a meta mínima de velocidade proposta pela Anatel (de 30% em horários de pico e 50% no restante do tempo), os valores variam muito. Quando e se entrar em vigor, a lei obrigará as operadoras a garantir os percentuais para todos os assinantes.

Dagoberto Carvalho Júnior, gerente de projetos de rede computacional do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP (Universidade de São Paulo), analisa: "Será muito complicado para as operadoras garantirem os percentuais".

"A legislação prevê que, depois de um ano, os percentuais aumentem para 50% nos horários de pico e 70% no restante. Isso irá complicar bastante a vida de todas as operadoras" comenta Frederico Pandolfo, 25, analista de sistemas.

Usuários de 3G sofrem com instabilidade

Mudanças bruscas na velocidade e queda de conexão da banda larga móvel são problemas constantes no Brasil, relatados por internautas em fóruns, blogs, redes sociais e confirmados pelos testes da Folha.

Mas o problema está além da falta de regulamentação específica para o setor de banda larga móvel.

A tecnologia limitada e uso da internet 3G em substituição à internet fixa são outras duas causas da instabilidade do serviço no Brasil, dizem especialistas. Poucos serviços sofrem tantas influências externas quanto o de banda larga móvel.

Número de prédios próximos ao lugar de uso, distância do cliente em relação a antenas das operadoras e até mesmo condições climáticas influenciam o sinal.

"Quando o usuário está com o rádio FM ligado e entra num túnel, já sabe que ele ficará mudo, porque não existem antenas dentro desses locais. O problema é semelhante com a internet móvel: o sinal tem dificuldade de penetrar em determinados locais", diz Eduardo Levy, presidente do SindiTele (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal).

Um executivo de uma operadora, que preferiu não se identificar, disse que existem muitas pessoas utilizando a internet 3G que têm um perfil de uso mais próximo da banda larga fixa. Isso pode sobrecarregar as antenas de transmissão e inchar a rede com dados excessivos.

"Aqui no Brasil ,as pessoas contratam o serviço para usar em casa, em substituição à banda larga fixa _o que não acontece na Europa, por exemplo. O foco na internet 3G é mobilidade, tem um perfil complementar. A rede não é tão robusta, não suporta usuários fazendo tráfego pesado de dados", disse.

"As operadoras, que ofereceram o produto como substitutivo, com certeza têm uma parcela de culpa nisso. Mas elas se surpreenderam com a rejeição ao serviço e estão reposicionando as ofertas."

Clipping da Biblioteca do Senado ficará disponível para consulta na Internet

A Biblioteca do Senado se prepara para pôr a disposição da população, via Internet, um acervo de três milhões de recortes de jornais sobre os mais variados assuntos – aproximadamente cinco mil temas -, coletados pela Biblioteca do Senado desde 1974. Eles vão se juntar aos cerca de 34 mil textos já digitalizados e acessíveis na rede sobre a Assembléia Constituinte _ projeto iniciado em 1987.

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O processo de digitalização dos recortes será realizado pela Secretaria Especial de Editoração e Publicações (Gráfica do Senado) que, com esse trabalho, inicia uma nova modalidade de prestação de serviço. A conclusão da primeira etapa está prevista para o final deste ano. São cerca de 160 mil recortes de jornais sobre eleição, partido político e legislação eleitoral.

Atualmente, nove jornais de circulação nacional são arquivados diariamente pela Biblioteca do Senado, em sua versão completa: O Globo, O Dia, Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo, Folha de São Paulo, Jornal da Tarde, Correio Braziliense, Jornal de Brasília e Valor Econômico. Dessas mesmas publicações, são feitos os recortes guardados em papel. Mesmo com o processo de digitalização desse material, a versão integral dos periódicos continuará sendo arquivada.

Desde 2004, a Biblioteca do Senado também faz a clipagem eletrônica de alguns jornais, reunindo em um banco de notícias o conteúdo disponível diariamente na internet. Esse banco já conta com quase 132 mil notícias, que podem ser recuperadas por título, autor, assunto e data.

O endereço da Bobioteca do Senado é www2.senado.gov.br/bdsf/.

Jogo online do filme "Carros" busca criar espaço seguro para crianças

Na última quarta-feira (11) a Disney-Pixar lançou o site de "World of Cars Online", jogo online para múltiplos jogadores simultâneos baseado no universo e personagens do longa-metragem em computação gráfica "Carros".

Voltado especialmente a crianças e ao passatempo familiar, o jogo funciona em ambiente on-line e não necessita instalação no computador, rodando diretamente no navegador conectado à Internet. Curiosamente, para evitar queixas dos pais, os produtores resolveram eliminar a utilização número 69 do modo edição de carros, que possibilita ao jogador dar um número ao seu carrinho no mundo do jogo. Apesar de haver opções com nove no final, como 59 ou 79, o sugestivo número ficou de fora da brincadeira.

A mecânica é simples. O jogador deve criar o carro que será utilizado no ambiente on-line, como circular pelas auto-estradas, enfrentar outros competidores nas corridas e ajudar alguns famosos personagens da trama estrelada por Relâmpago McQueen. A visão do jogo é superior e o carro é totalmente controlado pelo mouse, exceto nas provas de corrida, quando os direcionais do teclado podem ser utilizados para facilitar nas curvas.

Além da restrição ao número 69, outras medidas foram criadas pela Disney para manter o ambiente adequado para a jogatina infantil. Uma delas é a inclusão de um bate-papo rápido através de um painel localizado no canto inferior da tela. A conversa, porém, acontece somente através da escolha de palavras e frases pré-determinadas pelo sistema, não permitindo a liberdade de expressão entre os pequenos.

"World of Cars Online" está disponível no site oficial e pode ser jogado gratuitamente. Há também a possibilidade de assinatura mensal, que custa US$ 5,95 e oferece benefícios como partes e acessórios para a edição dos carros, acesso a pistas exclusivas e eventos especiais, além da modalidade de carreira profissional, que possibilita a chance de ganhar a famosa Copa Pistão, retratada no filme.

"Carros" nos videogames

O filme também chegou aos videogames em formato de jogo de corrida. A mecânica simples também visa agradar o público infantil.

"Cars" no Wii também é divertido

Embale seus destroços. O caminhão de lixo espacial vem aí

Empresa americana afirma que, se tudo der certo, teremos em breve uma frota de naves que coletarão os quase 2,5 mil detritos que orbitam a Terra.

Esqueça a realidade por um minuto e tente enxergar uma solução elegante para o problema do lixo espacial. Imagine que cada pedaço de lixo que flutua no espaço é como uma borboleta que pode ser suavemente caçada com uma rede, evitando colisões.

O fato é que tal cenário está bem perto da realidade. Esse é o conceito por trás do Eliminador Eletrodinâmico de Escombros (EDDE, na sigla em inglês), um veículo espacial em desenvolvimento pela Star Inc, com financiamento da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada em Defesa (Darpa).

Jerome Pearson, presidente da Star Inc, apresentou a ideia do que define como “um caminhão de lixo espacial” na sexta-feira (13/8), durante a conferência anual Space Elevator, em Redmond (EUA). Pearson foi um dos primeiros a propor a ideia da construção de um elevador espacial: foi um artigo escrito por ele em 1975 que inspirou o elevador espacial descrito por Arthur C. Clarke em seu livro “The Fountains of Paradise”. A publicação ajudou a popularizar a ideia.

Acontece que o lixo espacial é um dos maiores obstáculos à construção de um elevador espacial.

O veículo EDDE proposto por Pearson virá equipado com cerca de 200 redes, semelhantes às de caçar borboletas, que se estenderão para coletar resíduos em baixa órbita terrestre (Low Earth Orbit, ou LEO). Em sete anos, 12 veículos EDDE poderiam capturar todos os 2.465 objetos com mais de 2 kg que já foram identificados e flutuam na LEO, afirma Pearson.

Depois que capturar o objeto, o EDDE poderá fazer diversas coisas com ele. O caminhão poderia despejar o resíduo sobre o Pacífico Sul, onde haveria pouca probabilidade de se chocar com algo importante.

O EDDE também poderia largar o objeto numa órbita mais próxima da Terra, para que ficasse fora do caminho e, com o tempo, caísse.

Reciclagem no espaço
Melhor ainda: ele poderia ser reutilizado no espaço para construir diversas estruturas úteis, propôs Pearson. “Você estaria minerando alumínio em órbita”, disse. Quatro EDDEs poderiam coletar metal e outros materiais suficientes para construir uma estrutura do tamanho de um galpão, que poderia ser usado para abrigar tripulação ou armazenar equipamentos, disse.

Pearson reconhece que há inúmeros desafios para colocar o EDDE em operação. Por exemplo, com 12 EDDEs ou mais zanzando pelos céus, “nós precisaremos de um controle de tráfego espacial”, ponderou. Tal como a FAA, a agência que administra a aviação nos Estados Unidos e que já começou a pesquisar as formas com que poderia monitorar o espaço, exigindo veículos como os EDDEs para registrar planos de voo, afirmou.

Outra questão possivelmente relevante é que, embora Pearson proponha o uso de EDDEs para coletar lixo, eles poderiam ser usados potencialmente para propósitos mais sinistros, e que já deixa a China em alerta. Por exemplo, um EDDE poderia ser usado por propósitos militares para remover um satélite de órbita.

Por causa dessas preocupações, a Space Inc. vem tentando transferir o projeto para a Nasa no lugar da Darpa, que faz parte do Departamento de Defesa dos EUA, disse Pearson.

Nações Unidas
Ele vislumbra uma época em que EDDEs poderão operar sob o controle das Nações Unidas, que por sua vez poderia cobrar taxas de empresas e países que lançam objetos ao espaço para cobrir os custos da coleta de resíduos espaciais.

A Star Inc. tem feito alguns testes e espera fazer um voo experimental em 2013. Se tudo correr de acordo com o planejado, uma missão completa de remoção de lixo poderia ocorrer em 2017, acredita.

Cerca de 30 pessoas participaram da conferência Space Elevator na sexta-feira. Entre elas estavam Yuri Artsutanov, um engenheiro russo nascido em 1929 que publicou um artigo pioneiro sobre elevador espacial em 1960, mas que não teve divulgação fora da então União Soviética.

Um elevador espacial poderia ser uma longa corda feita de nanomateriais, esticada desde a Terra até um contrapeso em altitude geossíncrona, cerca de 35.400 quilômetros acima da superfície. Ônibus, como cabines de elevador, viajariam para cima e para baixo, levando pessoas e objetos para o espaço.

Dois anos atrás, um palestrante da conferência causou alvoroço quando apontou para o grande problema representado pelo lixo espacial, afirmando que em algum momento todo pedaço de lixo e todo satélite colidiria com o elevador. “Todos, sem exceção”, disse Ivan Bekey, um ex-cientista da Nasa que agora dirige a empresa Bekey Designs.

Velocidade da internet 3G não atinge 60% do contratado

A Folha testou os serviços de banda larga móvel das quatro maiores operadoras do país (Claro, Oi, TIM e Vivo) e constatou o que reclamações de usuários do serviço já indicavam: a velocidade real de conexão fica bem abaixo da vendida. Nos testes, o download (recebimento de dados) não ultrapassou 60% da velocidade contratada.

Em dias úteis, isso fica pior, com velocidade média inferior à metade da contratada. No domingo, a situação melhora, mas em nenhum dos testes a conexão chegou à velocidade do plano comprado, de 1 Mbps (veja arte).

No caso de upload --dados que você manda para a rede, como e-mails ou vídeos para o YouTube--, a velocidade ficou sempre abaixo de 30% do tal 1 Mbps. É preciso considerar, porém, que a velocidade de upload é sempre menor que a de download, mesmo em serviços internacionais de altíssima qualidade.

Além da velocidade, outro problema percebido nos testes, já constatado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e por órgãos de defesa do consumidor, é o da instabilidade do serviço.

É enorme a variação da velocidade, e a qualidade do serviço muda rapidamente. Uma página que apareceu em segundos, minutos depois fica parada sem razão aparente. Quedas de conexão também são frequentes.

Parte da culpa é da natureza da tecnologia 3G, sensível a inúmeros fatores, como condições climáticas, quantidade de pessoas conectadas numa mesma região e posição geográfica.

Os contratos afirmam isso, procurando isentar as operadoras de responsabilidade por garantir a integralidade da velocidade contratada. Em geral, as empresas garantem um mínimo de 10% da velocidade estabelecida.

Tais contratos têm gerado debates em órgãos de defesa do consumidor, e a Anatel está procurando estabelecer uma regulamentação geral para o setor.

As operadoras, porém, são obrigadas a cumprir o Código de Defesa do Consumidor, afirma o Procon.

Claro, Oi, TIM e Vivo adotam diferentes estratégias para tentar diminuir o número de reclamações e melhorar a qualidade do serviço de banda larga móvel.

Desde o final do mês passado, algumas passaram a vender planos desvinculados de promessa de velocidade, passando a comercializar o serviço por tempo. Mesmo assim, a velocidade de referência, como nos testes feitos pela Folha, é a de 1 Mbps.

Análise: o novo Droid contra o 'velho'

O que o Motorola Droid 2, recém lançado nos EUA, tem de diferente em relação ao Droid original?

Sucessor direto do popular Motorola Droid, primeiro smartphone Android 2.0 a chegar ao mercado, o Motorola Droid 2 chegou às lojas nos EUA, no dia 12 de agosto pela operadora Verizon. Mas o que o novo telefone tem de diferente em relação ao seu antecessor? Bastante coisa, na verdade.

Na aparência o Motorola Droid 2 tem uma borda prateada que se estende até a parte de baixo do aparelho, enquanto o Droid original (conhecido aqui no Brasil como Motorola Milestone) tinha uma borda preta com um “buraco” de quase meio centímetro na mesma área. Já a traseira do Droid 2 tem um tom azulado, em contraste ao preto sólido do modelo anterior. E se não for o suficiente, saiba que haverá uma edição limitada do Droid 2, com pintura similar à do simpático “droid” R2-D2 de Star Wars.

Mas as diferenças mais importantes não estão no visual, e sim nos recursos. O Droid 2 tem um teclado completamente redesenhado com teclas maiores, em relevo (ótima notícia para quem detestava o teclado plano e emborrachado do Droid original) e sem um direcional. O aparelho é equipado com um processador de 1 GHz e 512 MB de RAM, o que lhe dá muito mais poder de fogo do que o processador de 500 Mhz e 256 MB de RAM do modelo original.

Em termos de armazenamento, o Droid 2 tem 8 GB de espaço interno, enquanto o Droid era limitado a apenas 256 MB, embora suplementados por um generoso cartão micro SD de 8 GB incluso com a embalagem.

O Droid 2 chega às lojas com o sistema operacional Android 2.2 e suporte ao plugin Adobe Flash. O Droid original receberá sua atualização para o sistema 2.2 em breve, mas ainda será necessário mais algum tempo depois disto para que o suporte a Flash seja habilitado.

Mas mesmo rodando o Froyo (codinome do Android 2.2), os telefones tem um “jeitão” diferente. O Droid 2 tem a mesma interface customizada que o Motorola Droid X: essencialmente uma versão “aguada” do Motoblur usado em aparelhos como o DEXT, Quench e Flipout. Ela é menos confusa e intrusiva, mas seus recursos básicos - widgets para redes sociais e uma barra de navegação especial - ainda estão presentes. Já o Motorola Droid roda uma versão praticamente não modificada do Android.

Mas em toda a discussão antes do lançamento do Droid 2, uma coisa sobre a qual não ouvimos nada foi a autonomia de bateria. De acordo com a Motorola, esta é uma das áreas onde houve uma melhoria dramática: a empresa cita um tempo de conversação de 9.6 horas e 13.1 dias em espera, contra 6.4 horas de conversação e 11.3 dias em espera no Droid.

Por fim o Droid 2 - assim como o Droid X - pode funcionar como um hotspot Wi-Fi, compartilhando a conexão 3G com aparelhos ao seu redor. Nos EUA, quem quiser utilizar este recurso terá de pagar US$ 20 extras por mês, além do valor do plano de telefonia e dados na Verizon. O primeiro Droid não tem, ao menos oficialmente, este recurso, embora usuários com aparelhos “desbloqueados” e rodando versões personalizadas do sistema operacional tenham esta opção.

Esta é a história de dois Droids, aparelhos bastante diferentes mais com muitas semelhanças. Só esperamos que ela não termine com uma briga entre irmãos.

Tudo o que você precisa saber sobre as TVs 3D

Respondemos todas as suas dúvidas sobre a tecnologia que promete ser o próximo grande lance no mundo do entretenimento doméstico.

Dos filmes de ficção-científica aos esportes, de documentários a filmes infantis, 3D será o próximo grande lance do mundo do entretenimento doméstico. Uma HDTV pode deixar sua imagem sensacional, mas apenas o 3D promete explosões que te fazem se encolher e paisagens que parecem estar saindo da sua TV.

Se você é um aficionado por home-theater e o primeiro a adotar novas tecnologias, provavelmente se lembra da dor de não ter nada para assistir em sua maravilhosa HDTV – e você pode ter passado pela horrível sensação de descobrir que seu caro player de HD-DVD estava tornando-se obsoleto. Não cometa esses erros com uma TV 3D: leia a matéria a seguir e você terá toda a informação necessária antes de comprar sua diversão em terceira dimensão (ou decidir esperar mais um pouco por isso).

Como funciona uma TV 3D?

Todas as telas 3D funcionam ao mostrar para cada olho uma imagem levemente diferente, o que cria a ilusão de que você está vendo algo de mais de um ângulo. Por exemplo, os clássicos óculos anáglifos azuis e vermelhos atingem esse efeito usando lentes coloridas para filtrar a luz vermelha para um olho e a luz azul para o outro.

O ponto negativo desse método, obviamente, é que ele praticamente elimina a cor da imagem. Em vez de usar um filtro de luz, as TVs 3D atuais funcionam ao combinar um par de óculos especiais (chamados de óculos “active shutter") com uma televisão que possui um emissor infravermelho. Quando a TV exibe um vídeo 3D, ela alterna a exibição entre uma imagem para o olho esquerdo e a outra para o direito; seu emissor infravermelho instrui quando seus óculos devem escurecer a lente esquerda e quando escurecer a lente direita, em sincronia com a TV, para criar a ilusão de 3D.

Esse método é significativamente diferente do que é utilizado nos cinemas. A maioria dos filmes 3D usam óculos que são polarizados (parecidos com óculos de sol) de maneira diferente nas lentes esquerda e direita; um filtro especial ajustado ao projetor do filme permite que ele mude rapidamente entre imagens para o seu olho esquerdo e direito. A princípio é um sistema similar ao 3D anáglifo, com a exceção de que ele mantém as cores intactas, apesar da polarização escurecer um pouco a imagem.

De qualquer maneira, se você se esqueceu de devolver os óculos após assistir a “Avatar” no cinema não poderá usá-los com uma TV 3D, já que ela utiliza uma tecnologia de exibição completamente diferente

De que tipo de equipamento eu preciso para assistir a conteúdo 3D em casa?

Você vai precisar de uma HDTV capacitada para 3D, um par de óculos 3D, e (se você quer assistir a filmes Blu-ray em 3D) de um tocador especial de Blu-ray; infelizmente seu Blu-ray player existente não vai prestar para isso. Para os donos de PlayStation 3, a Sony lançou em junho um upgrade de firmware para suportar games 3D, e a companhia está prometendo fornecer um upgrade similar com suporte a Blu-ray 3D no próximo mês de setembro.

Por enquanto, não parece que você vai precisar de novos cabos HDMI ou qualquer coisa desse tipo.

Como posso saber se a minha TV pode exibir imagens 3D?

Até o momento, apenas um punhado de TVs dos grandes fabricantes pode exibir imagens 3D: a Samsung possui algumas TVs, como LCDs mais completas com iluminação LED (séries 7000/8000/9000), plasmas (7000/8000), e TVs de LCD (750) que conseguem lidar com 3D; outros sets que se qualificam para isso incluem a Sony Bravia série XBR-LX900, as TVs LX6500 e LX9500 da LG, e a linha Viera VT25 da Panasonic.

Em outras palavras, é muito improvável que você tenha comprado uma HDTV capacitada para 3D sem perceber que o fez. Se você ainda está na dúvida se a sua TV pode exibir imagens 3D, visite o site do fabricante do aparelho para verificar isso.

Por enquanto LG, Panasonic, Samsung e Sony são as únicas fabricantes de renome de TV que já entraram na arena 3D, apesar de que modelos da Philips e Toshiba devem chegar ao mercado no próximo ano ou por aí.

Minha HDTV diz que é “3D-Ready”. O que isso quer dizer?

Alguns fabricantes venderam TVs etiquetadas como “3D-ready” (algo como “Pronta para 3D”). Muitos modelos da linha DLP HDTV da Mitsubishi carregam essa designação, por exemplo, assim como um punhado das TVs Sony Brava.

Apesar da definição “3D-Ready” variar entre os fabricantes, o termo normalmente significa que o aparelho pode exibir conteúdo 3D, mas não possui o emissor infravermelho necessário para sincronizar a imagem da TV com os óculos – então você vai precisar comprá-lo separadamente. Além disso, como as técnicas 3D encontradas em TVs DLP sacrificam os detalhes pela imagem 3D, se a sua fonte de mídia está em 1080p (“Full HD”) a TV irá mostrar as imagens em 3D com metade dessa resolução.

Quanto custa uma TV 3D?

O custo total de uma TV 3D depende de fatores como o tamanho da tela e outros recursos. De maneira geral, no entanto, o custo mínimo é de cerca de 5,5 mil reais pelo televisor, mais cerca de 1 mil reais pelo tocador Blu-ray 3D. Sem falar nos óculos extras: a maioria das TVs vem com um ou dois pares, e você precisará de pares extras para os outros membros da família. Um kit com 2 óculos extras para TVs Samsung mais um filme em Blu-ray 3D, por exemplo, custa em média 400 Reais.

Que tipo de conteúdo eu posso assistir em 3D?

Após gastar um monte de dinheiro em um sistema 3D, você provavelmente irá descobrir não há quase nada em 3D para assistir. Até o momento existem poucos títulos em Blu-ray 3D: lojas como a Livraria Cultura e a FNAC listam poucas opções, como shows musicais de bandas como Jonas Brothers e Hannah Montana, além de filmes como o terror “Dia dos Namorados Macabro”, entre outros, que custam mais caro do que um disco de Blu-ray normal.

Nos Estados Unidos, alguns canais exibem conteúdo em 3D, mas apenas para eventos específicos (por enquanto). Até o final do ano é possível que alguns canais comecem a exibir programação 3D durante o dia todo. No Brasil não possuímos canais que exibem eventos em 3D, salvo situações específicas. Mas a situação pode mudar, uma vez que a operadora NET tem planos de até o final deste ano iniciar a exibição de eventos em 3D com maior regularidade.

Games em 3D também são uma opção. Além do PS3, mencionado anteriormente, jogos de PC suportam 3D há cerca de um ano e meio por meio de kits como o nVidia GeForce 3D Vision, que você pode usar junto com um monitor 3D para vários jogos 3D. Para saber se os seus jogos favoritos vão funcionar em 3D, veja a lista de games recomendados para 3D pela nVidia. (Os jogos em 3D ainda não chegaram ao Mac.)

Qualquer pessoa pode ver imagens 3D?

Infelizmente, nem todas as pessoas podem enxergar 3D; entre 4% e 10% da população simplesmente não consegue enxergar imagens 3D, apesar de que aparentemente o tipo de visão estereoscópica exigido pode ser “aprendido”. Os avisos colados nas TVs e cinemas 3D são muito interessantes: segundo eles TV e filmes em 3D não são indicados para crianças, bêbados, idosos e grávidas, e assistir a conteúdo 3D pode realmente causar desorientação. Por isso, você talvez queira esperar mais um pouco até que seus efeitos exatos sejam descobertos.

Eu posso assistir a conteúdo 2D em uma TV 3D?

Sim, você pode assistir a programas normais 2D em uma televisão 3D.

Alguns aplicativos e aparelhos 3D oferecem a opção para converter uma fonte 2D para 3D. A mais recente versão do Cyberlink Power DVD pode realizar a conversão para 3D com resultados passáveis. Os modos de conversão provavelmente não vão fazer você rever toda sua coleção de discos Blu-ray, mas é um início promissor.

Eu preciso usar aqueles óculos estranhos?

Sim – por enquanto, pelo menos. Algumas companhias estão trabalhando em TVs 3D que não precisam de óculos, as chamadas “telas auto estereoscópicas”. Muitas delas usam um sistema de películas lenticulares que exibe uma imagem diferente dependendo de onde você esteja sentado em relação à tela (se você já viu uma capa de DVD que mudava à medida que você a movia, é a mesma ideia). Mas por enquanto esta é uma opção muito cara: uma empresa chinesa chamada TCL vende uma tela de 42 polegadas por 20 mil dólares. A Samsung também está trabalhando em um sistema lenticular, mas para uso comercial.

Um misterioso anúncio na loja virtual Amazon.com de uma tela 3D sem necessidade de óculos (por 6.000 dólares, com disco rígido embutido de 500GB e tocador de Blu-ray) fez barulho alguns meses atrás, mas até que surjam imagens e um site oficial da chamada StreamTV, não se anime muito.

Além disso, deve ser lançado no início do ano que vem o console portátil Nintendo 3DS, que promete permitir que os usuários joguem seus games favoritos em 3D sem precisar usar óculos especiais. As primeiras impressões sobre a tecnologia, desenvolvida em parceria com a Sharp, são muito positivas.

Meus óculos 3D vão se encaixar sobre meus óculos corretivos?

Sim. Todos os óculos 3D são desenvolvidos para se encaixarem confortavelmente sobre óculos corretivos, apesar de que é indicado você realizar um teste antes de comprá-los. Infelizmente, ainda não há nada no mercado que evite o inconveniente de se precisar usar óculos sobre os seus óculos. A não ser, claro, substituir as lentes corretivas por lentes de contato.

Meus óculos vão funcionar em todas as TVs 3D?

Não exatamente. Na correria para entrar no mercado com telas 3D, os fabricantes nunca pararam para definir um design padrão para os óculos especiais, o que significa que seus óculos da Panasonic não funcionarão na TV Sony do seu amigo, por exemplo. Algumas soluções podem estar a caminho, no entanto. A XpanD oferece óculos 3D universais que podem determinar o tipo de TV que você está usando baseado em seu sinal infravermelho e se adaptando de acordo com isso. Nós não pudemos testá-los, mas a companhia afirma que eles funcionam com a maioria das TVs 3D no mercado atual.

Enquanto isso, você pode usar seus óculos Samsung para assistir a TVs 3D da Panasonic (e vice-versa) – mas apenas se usá-los de ponta-cabeça, segundo reportagem do site Tech Radar.

iPads falsos com Android estão à venda na Internet

Com nomes como Apad e ePad, os tablets custam dez vezes menos, mas são muito inferiores; saiba o que eles oferecem


Tablets de baixo custo com Android imitando o famoso iPad estão à venda em sites de compras online como o eBay com preços que variam entre 50 e 125 dólares, embora especialistas digam que eles podem ser uma dor de cabeça, já que não há suporte ou hardware de qualidade. Esses tablets baratos estão disponíveis em diferentes modelos, que têm muitas semenlhanças com o iPad. Os dispositivos possuem tela de 7 polegadas, menor que as 9,7 polegadas do original, e utilizam versões antigas do Android.

Os aparelhos são vendidos com nomes como Apad e ePad, e a maioria dos fornecedores é chinesa. Um dos vendedores do eBay, com nome de usuário Goodstore-2010, vende a imitação ePad por 99 dólares com frete grátis de Hong Kong. A média de confiança dos clientes está em 98,9% e já foram vendidas 105 cópias do aparelho. A mesma empresa está vendendo Apads por 40 dólares, mas como a taxa de importação é cara (46 dólares), o preço total fica em 94 dólares.

Outro vendedor, Ego-2010, oferece alguns tablets de 7 polegadas por 80 dólares com taxa de 26 dólares para os EUA. O vendedor tem avaliações de confiança em 98.9% e o representante da companhia garante que o dispositivo é real. “ O vendedor inclusive vende o aparelho com Android via website da Buy Eletronic Store, que custa 114 dólares.

Ainda no eBay, o usuário Hao00686 vendeu um aPad por 96 dólares em um leilão. O vendedor tem avaliação de satisfação de 99.4% e chegou a comercializar quase 100 aparelhos. A maioria dos varejistas não oferece garantia e há um limite no período de retorno de até duas semanas. O suporte técnico, inclusive, é limitado após a venda.

O aparelho também está disponível no Brasil, a partir do site Mercado Livre. Alguns produtos, com título "clone do iPad", chegam a ser vendidos por preços que variam entre 449 e 699 reais. No modelo mais caro, a vendedora do aPad no Rio de Janeiro não aceita trocas e oferece uma garantia de 30 dias, caso não seja constatado mau uso do aparelho.

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Reprodução da página do Mercado Livre

Em um fórum, o Androidtablets, um comprador com nome de Gridwalker afirma que o ePad que ele havia comprado da Goodstor-2010 no eBay veio com defeito, e que todas as questões técnicas enviadas ao vendedor foram ignoradas O varejista, entretanto, ofereceu um reembolso; o usuário, que tinha conhecimentos técnicos, conseguiu resolver o problema.

Assim como o iPad, os vendedores oferecem o tablet para tarefas básicas, como jogos e acesso à internet. A maioria dos aparelhos tem chips de baixo custo feitos pela Via Technology, e são baseados em modelos de processador Arm que rodam entre 500MHz e 600 MHz. Os dispositivos possuem câmera digital e acesso à rede Wi-Fi.

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Cópia do iPad roda Android antigo

Analistas dizem que esses aparelhos são tablets reais e que podem ser úteis para tarefas específicas não muito pesadas, como acesso à web. Entretanto, os lojistas estão vendendo produtos com poucas vantagens, e não há incentivo para os clientes obterem suporte do produto após a compra.

“Esses aparelhos com certeza existem, no entanto, se é um mau negócio, isso já é uma questão mais subjetiva”, afirma Aaron Vronko, fundador da Rapid Repair, empresa especializada em conserto de eletrônicos e computadores. “Em muitos aspectos haverá uma carência daquilo que é procurado para uma experiência agradável no uso do tablet. Mesmo que o dispositivo seja entregue e de fato funcione, há uma grande chance do usuário colocá-lo na gaveta, onde vai ficar por um bom tempo”, completou Vronko.

Os tablets de baixo custo são grandes demais e “porta-retratos digitais altamente inteligentes” com capacidades touch, afirma Dean McCarron, princiapal analista na Mercury Research. No entanto, sem o software e o suporte, a fama desses tablets de baixo custo deve ser limitada, afirma McCarron. O iPad da Apple não só tem um hardware superior, mas oferece aos consumidores a possibilidade de comprar aplicativos e outros conteúdos, além do suporte para certificar que o dispositivo continue a funcionar.

Após analisar as especificações de hardware dos aparelhos, Vronko afirma que é como fazer a “tecnologia voltar três anos ou mais”. “Estimo que o custo total de produção esteja em torno de 50 dólares, mas, infelizmente, eles nem valem tanto assim”, afirma o especialista.

A capacidade de 2G para armazenamento em memória flash é menor do que a do iPod Nano, quando foi lançado há cinco anos, lembraVronko. O processador é baseado na família ARM9, que apareceu faz 10 anos e foi usado nos consoles Nintendo DS e DSi. Os componentes internos podem ser partes usadas e o acabamento pode ser de plástico.

Como a tecnologia se desenvolve em um curso muito rápido e os produtos podem rapidamente se tornar obsoletos, os fabricantes precisam se livrar dos itens mais antigos, vendendo-os a preços baixos.

China anuncia criação de seu próprio site de buscas

O governo chinês anunciou que desenvolverá seu próprio site de buscas, iniciativa que representa uma nova etapa nas relações entre a China e o Google, que após meses de discórdia renovou, em julho, sua licença para operar no país.

A agência oficial de notícias "Xinhua" e a China Mobile Communications, a operadora de telecomunicações líder em número de usuários, assinaram um acordo para conduzir o projeto, informou a própria agência.

Segundo o vice-presidente da "Xinhua", Zhou Xisheng, a empresa criará o buscador "sob o nome de Search Engine New Media International Communications".

Zhou disse que a companhia "também trabalhará no desenvolvimento de negócios nos setores de internet, meios impressos e publicidade".

De acordo com o presidente da "Xinhua", o projeto é um esforço da China para proteger sua segurança na informática e impulsionar um desenvolvimento ordenado dos novos meios de comunicação.

Zhou não deixou de lembrar que "os buscadores desempenham um papel cada dia mais importante na difusão da informação e seu impacto na opinião pública".

Sha Yuejia, vice-presidente da China Mobile, declarou que "a nova empresa aproveitará as vantagens das duas partes para oferecer produtos e serviços atrativos e competitivos".

Por enquanto, nenhuma das duas partes quis dar detalhes sobre quando a companhia começará a funcionar e quanto capital será investido.

No final de junho, a China contava 420 milhões de internautas, o maior contingente de usuários no mundo, graças ao aumento de conexões por meio de telefones celulares.

A China superou os Estados Unidos como maior mercado da internet do mundo em fevereiro de 2008, quando chegou a 221 milhões de internautas.