domingo, 24 de outubro de 2010

Planejar o futuro é mais fácil do que prever o hoje?

Podemos também no presente utilizar os indicadores que usamos para minimizar os riscos de um futuro baseado no caos e estruturados em uma árvore de decisão.


Esse artigo surgiu baseado em uma provocação ocorrida meses atrás, ao estudarmos análise qualitativa.

Estávamos com problemas altamente complexos, que envolviam dezenas de restrições e sempre com a missão de simular o maior retorno possível sobre um determinado mix de produtos considerando uma economia pós keynesiana com eventos sazonais e cíclicos.

Eis que surge o dilema de prever um cenário econômico que contemplasse uma visão otimista e uma pessimista de uma determinada indústria. E em meio ao caos surgiu a seguinte frase:

“É mais fácil fazer um plano de negócios (1) e prever o que vai acontecer daqui há cinco anos do que saber o que acontece hoje na minha fábrica. Se o presidente da empresa me pedisse a previsão de vendas para este mês, ela erraria mais do que se fosse fosse fazer uma previsão para daqui cinco anos!”.

Diante dessa provocação comecei a refletir porque isso acontece na maioria das organizações.

Por que é tão dificil saber o que se passa no presente? Prever as vendas do dia é mais difícil do que as vendas do mês inteiro. Mais fácil planejar a venda do ano do que a do mês.

Charles Darwin, em a “A origem das espécies” (2), um dos livros mais importantes da história da ciência, apresenta a teoria da evolução, a base da biologia moderna. Nesta proposta, Darwin propõe que as espécies se originam por processos inteiramente naturais e contradiz a crença religiosa da criação divina, tal como é apresentada na Bíblia, no livro de Génesis.

Quem sobrevive não é o mais forte ou o mais inteligente e sim quem melhor se adapta as mudanças.
Charles Darwin

Freud (3), atráves da psicanálise, baseada no inconsciente (4), inicialmente interpreta os sonhos de seus pacientes e posteriormente os seus próprios. Constrói uma ponte teórica entre o ser humano e a civilização e identifica uma forte relação causal entre o sofrimento neurótico do ser humano e o próprio processo civilizatório em que está imerso.

O que nos remete à teoria proposta por Edward Lorenz (5), posteriormente base para a teoria do caos (6). Seguindo a mesma linha de raciocínio, temos Galileo, Newton e Laplace.

Galileo introduziu algumas das bases da metodologia científica presas à simplicidade. Isaac Newton, com a Mecânica Determinística Clássica e suas equações diferenciais lineares e não-lineares. Laplace com a teoria das probabilidades e posteriormente, em 1880, Henri Poincaré (7) com os sistemas dinâmicos não lineares explica mais claramente o que vem a ser o caos, objeto de nosso exemplo.

Imagine uma situação hipotética em um cenário onde prevaleça o caos e em meio esse caos a vida humana esteja em risco.

Se adotarmos a linha de pensamento de Freud e Darwin, onde a teoria da evolução possa acontecer baseado não somente no indivíduo mais forte, mas também no que tenha maior poder de adaptação e consiga abstrair de seu consciente o verdadeiro eu.

Em outras palavras, sobreviverá por mais tempo o indíviduo que conseguir se adaptar aos meios físicos.

Uma outra visão poderia ser justamente o contrário – sobreviverá por mais tempo quem possuir o maior controle da mente.

Digamos nesse caso o indivíduo que ainda conseguir sonhar com o futuro. Um pintor que não tenha desenhado a sua obra prima, um músico que não ainda não teve condições de compor sua sinfonia, um amor que ainda não tenha sido encontrado… Em outras palavras uma pessoa que ainda não conseguiu cumprir toda sua missão, mesmo que esta seja em função de viver um dia a mais.

Seria o caso de pessoas dentro de um campo de concentração… mesmo sabendo que iriam morrer em breve, poderiam falecer muito antes do prazo final, simplesmente por estarem muito mais abatidas e sem uma perspectiva de sonhos futuros.

Foi esta ideia que desencadeou uma provocação no modo de analisar os fatos. Principalmente na fase inicial de planejamento, sendo ele de curto ou longo prazo, na verdade as ferramentas qualitativas (8) nos permeiam um norte estratégico. Não necessariamente que seja a melhor opção, mas um caminho que pode ser seguido, baseado em uma taxa de risco (9) esperada, sem muitas surpresas.

Tal solução nos remete a pensar em estratégias baseadas simplesmente em previsões permeadas por alguns indicadores. Se podemos usar indicadores para minimizar os riscos de um futuro baseado no caos e estruturados em uma árvore de decisão (10), podemos também aplicar tais conceitos ao presente.

Cada item que puder ser mensurado e posteriormente ser colocado de modo linear (11), então pode ser comparado em uma regressão linear (12) e consequentemente otimizado. O único problema dessa minha teoria é que devido a própria ação ocorrer em tempo real, exige-se um processamento constante em função do tempo.

Em tempos de cloud computing (13) fica tudo muito mais fácil para área de tecnologia, sendo processamento não mais um fator de gargalo e sim um objeto estratégico ao qual permite cada vez mais otimizar processos e reduzir custos inerentes ao risco.

Um exemplo é a constante otimização do processo de fabricação, antes baseado apenas nos moldes de Taylor (14) e hoje com um viés muito mais especialista com menos falhas, maior produção e menor custo. É a antiga restrição tripla (15) cada vez mais sendo quebrada por paradigmas que contém inovações voltadas para a pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias e novos produtos que permitem fazer mais com menos. [Webinsider]

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1. Plano de negócios (do inglês Business Plan), também chamado “plano empresarial”, é um documento que especifica, em linguagem escrita, um negócio que se quer iniciar ou que já está iniciado.

2. Nesta obra Darwin basicamente começa falando da importância de sua viagem ao redor do mundo a bordo do navio HMS Beagle, principalmente suas observações sobre a distribuição das espécies na América do Sul e as relações geoléogicas dos habitantes atuais e passados desse continente. Darwin também menciona a importante contribuição de Alfred Russel Wallace, co- descobridor do mecanismo da seleção natural, e a apresentação conjunta desse mecanismo na Sociedade Lineana de Londres por Charles Lyell e Joseph D. Hooker em 1858. Darwin critica o livro Vestiges of the Natural History of Creation, um best-seller publicado anonimamente em 1844, que falava da transformação das espécies, mas que não apresentava uma explicação para tais mudanças.

3. Sigmund Freud (nascido Sigismund Schlomo Freud; 6 de maio de 1856 — 23 de setembro de 1939) foi um médico neurologista austríaco e judeu, fundador da psicanálise. Freud nasceu em Freiberg, Morávia, na época pertencente ao Império Austríaco; atualmente a região é denomimada Příbor, na República Tcheca.

4. Freud procurou uma explicação à forma de operar do inconsciente, propondo uma estrutura particular. No primeiro tópico recorre à imagem do iceberg em que o consciente corresponde à parte visível, e o inconsciente corresponde à parte não visível, ou seja, a parte submersa do iceberg. De sua teoria ele estava preocupado em estudar o que levava à formação dos sintomas psicossomáticos (principalmente a histeria, por isso apenas os conceitos de inconsciente, pré-consciente e consciente eram suficientes). Quando sua preocupação se virou para a forma como se dava o processo da repressão, passou a adotar os conceitos de id, ego e superego.

5. Edward Norton Lorenz (West Haven, 23 de Maio de 1917 — Cambridge, 16 de abril de 2008) foi um meteorologista, matemático e filósofo estadunidense.

6. Teoria do caos, para a física e a matemática, é a teoria que explica o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos.

7. Jules Henri Poincaré (Nancy, 29 de abril de 1854 — Paris, 17 de julho de 1912) foi um matemático, físico e filósofo da ciência francês.

8. Pesquisa qualitativa é um método usado em diferentes disciplinas acadêmicas, tradicionalmente nas ciências sociais, mas também em pesquisas de mercado e outros contextos. Pesquisadores qualitativos procuram obter uma compreensão mais profunda do comportamento humano e das razões que governam tal comportamento.

9. Cálculo de risco pode ser definido como a tentativa de se medir o grau de incerteza na obtenção do retorno esperado em uma determinada aplicação financeira ou investimento realizado.

10. Uma árvore de decisão é uma representação de uma tabela de decisão sob a forma de uma árvore. Tem a mesma utilidade da tabela de decisão. Trata-se de uma maneira alternativa de expressar as mesmas regras que são obtidas quando se constrói a tabela.

11. 12. Uma equação linear é uma equação envolvendo apenas somas ou produtos de constantes e variáveis do primeiro grau. Em estatística ou Econometria, regressão linear é um método para se estimar a condicional (valor esperado) de uma variável y, dados os valores de algumas outras variáveis x.

13. O conceito de computação em nuvem (em inglês, cloud computing) refere-se à utilização da memória e das capacidades de armazenamento e cálculo decomputadores e servidores compartilhados e interligados por meio da Internet, seguindo o princípio
da computação em grade.

14. Frederick Winslow Taylor (Filadélfia, 20 de Março de 1856 — Filadélfia, 21 de Março de 1915) mais conhecido por F. W. Taylor, foi um engenheiro mecânico estadunidense, inicialmente técnico em mecânica e operário, formou-se engenheiro mecânico estudando à noite. É considerado o “Pai da Administração Científica” por propor a utilização de métodos científicos cartesianos na administração de empresas. Seu foco era a eficiência e eficácia operacional na administração industrial.

15. A restrição tripla envolve tradeoffs entre escopo, tempo e custo para um projeto.

Na divergência, para onde vai a nossa criatividade?

Nos últimos dois meses, o Brasil se transformou numa Festa de Parintins em versão bizarra e distorcida. Corremos o risco de estar pensando como bois. A consequência é sermos conduzidos como gado.


A discussão política que tomou conta do país, inflamada pela ocorrência do segundo turno das eleições presidenciais, demonstra claramente que, quando a emoção aflora de forma descontrolada, uma das nossas mais obscuras faces também vem à reboque: a intolerância.

Entre o posicionamento e a defesa das nossas ideias e convicções e o rótulo que colamos naqueles dos quais divergimos, existe um grande espaço a ser preenchido de forma inteligente e madura, e que precisa ser reconhecido.

Uma das maiores – e mais utópicas, concordo – buscas da civilidade é a da convivência inteligente entre as ideias. Ideias são e precisam ser plurais, assegurando a diversidade positiva e fortalecendo convicções construtivas. O choque entre elas, as ideias, será sempre inevitável e necessário. É justamente nesse choque que elas se lapidam, se aprimoram, se completam. Quando evoluem, passam até mesmo a compartilhar intersecções criativas, que as potencializam mutuamente.

A tendência tão discutida da co-criação, dos ambientes colaborativos, do pensamento inovador, que é divergente por natureza, tende a se neutralizar quando o oxigênio da tolerância acaba, seja em família, num grupo de amigos, numa empresa e, em escala ampliada, num país.

Nesse panorama, uma bolinha de papel ou uma bexiga cheia de água, arremessados contra aqueles de quem discordamos, é algo menos simples do que muitos gostariam de supor. E mais perigoso e retrógrado do podemos imaginar. Isso significa acreditar que um pensamento divergente do nosso é, automaticamente, um pensamento burro. É uma visão de mundo através das lentes de binóculos invertidos: ao invés de aproximar, afasta e desagrega.

Todos nós temos crenças, que transformamos em filtros pelos quais processamos a realidade. Esse processamento devolvemos na forma de comportamentos e ações. Quando apenas a visão apaixonada prevalece, sem um mínimo componente de racionalidade e de tolerância ao pensamento divergente, temos aí a assombrosa gênese das práticas que sempre nos envergonharam como humanidade, anulando qualquer senso de moral, legalidade e ética.

Nos últimos dois meses, o Brasil se transformou numa briga de torcida. Ou, melhor dizendo, numa Festa de Parintins em versão bizarra e distorcida. De acreditar-se que só existe o vermelho do Garantido ou o azul do Caprichoso, corremos o risco de estar pensando como… bois. A consequência? Sermos conduzidos como gado, por quem quer que empunhe o berrante.

THQ anuncia "Fantastic Pets" para o Kinect

A THQ revelou o jogo "Fantastic Pets", no mesmo estilo de "Kinectimals" para o acessório de movimentos Kinect, do Xbox 360, com previsão de lançamento para março de 2011.

Mas ao contrário de "Kinectimals", o título em produção pela Blitz Games Studios, mistura a realidade com a fantasia. Os jogadores começam com quatro animais domésticos - cão, gato, cavalo e lagarto - que após os cuidados do dono, podem se transformar em criaturas míticas, como unicórnios e dragões.

O jogo utilizará a tecnologia do Kinect para permitir a interação dos jogadores com os animais virtuais, com movimentos do corpo e comandos de voz. A empresa revelou que haverá minigames e um Show de Talentos, em que os jogadores podem ensinar truques aos seus animais. Itens e atividades podem ser destravados, além da opção de se tirar fotos do jogo para compartilhar com outros jogadores.

Xbox 360 em movimento

O Kinect é um acessório para o Xbox 360 que permite aos jogadores interagirem com o videogame sem a necessidade do controle. O sistema funciona com uma câmera de aproximadamente 23 cm de comprimento horizontal, que permite o alcance de até 2,7 metros de altura e 4 metros de profundidade. O reconhecimento de objetos e o destaque das pessoas serão ajustáveis através de um software.

Com preço confirmado de US$ 149,99, o Kinect chega aos Estados unidos em 4 de novembro, e na Europa no dia 10 do mesmo mês.

Fã de Sonic cria belo jogo em alta definição

Os jogadores podem nunca ter ouvido falar do jogo "Sonic Fan Remix", pois como o próprio nome revela, é um game feito por fãs, distribuído gratuitamente para PC sem qualquer envolvimento da Sega, mas quem já jogou garante que é bom. A versão demo do jogo já se encontra disponível para download para ser testada pelos fãs do ouriço azul da Sega.

A demonstração, que possui cerca de 100 Mb, conta com uma reedição em alta definição das três primeiras fases de "Sonic 2", Emerald Hill Zone. O jogo foi desenvolvido pelos usuários conhecidos como Pelikan 13, Mercury e Blake Robinson.

Recentemente a Sega lançou "Sonic the Hedgehog 4: Episode 1" via distribuição digital, que busca retomar a mecânica clássica bidimensional da franquia, misturando alguns elementos 3D para dar um tom moderno à empreitada.

UOL Jogos testou a demo e pode afirmar que "Sonic Fan Remix" possui gráficos e visuais muito bem trabalhados, ricos em animações e no uso das cores. A mecânica do jogo mantém a mesma fórmula dos clássicos 2D do 16 Bits da Sega, com ação rápida e dinâmica, revelando ser um título que vai agradar aos fãs dos jogos clássicos do personagem. Infelizmente possui apenas três fases.

Blizzard processa ciberpiratas de "StarCraft II"

Após a suspensão de mais de cinco mil contas de usuários de "StarCraft II: Wings of Liberty" por usarem trapaças e hacks, a Blizzard entrou com um processo em Los Angeles contra três pessoas responsáveis pelos hacks.

Segundo a empresa, os atos dessas pessoas violam os direitos autorais, causando danos "enormes e irreparáveis". A Blizzard diz que os acusados levaram, indiretamente, outras pessoas a violarem os termos de uso do jogo e está pedindo indenização e reembolso de quaisquer lucros obtidos pelo hack.

"Ao distribuir os hacks para o público, os réus causaram sérios danos no valor de 'StarCraft II'. Entre outras coisas, os réus prejudicaram irremediavelmente a possibilidade de os clientes legítimos da Blizzard de apreciar e participar na experiência competitiva online. Isso, por sua vez, faz com que a insatisfação dos usuários com o game cresça, perdendo o interesse no jogo, e comunicando essa insatisfação, resultando em perda de vendas do jogo ou em seus pacotes de expansões", disse a empresa em comunicado.

A Blizzard já moveu um processo semelhante em 2008, quando levou para a corte um ciberpirata que criou um "bot" (programa que joga pela pessoa) para "World of Warcraft", ganhando US$ 6 milhões por prejuízos.

Neste novo processo, os réus são conhecidos como Permaphrost e Cranix, residentes no Canadá e o terceiro, Linuxawesome, do Peru. Além do dinheiro recebido pelo hack, os acusados se condenados, terão que pagar uma indenização para a Blizzard. O valor não foi divulgado.

Deixe seu iPhone com cara de Game Boy

Por 15 dólares, é possível deixar o celular da Apple parecido com o famoso portátil da Nintendo.

Há uma grande variedade de acessórios no mercado que incrementam ou personalizam os dispositivos móveis da Apple. Entre os mais famosos, estão os skins, adesivos que são colados no aparelho para protegê-lo contra riscos, e que adicionam mais estilo ao gadget.

O site Infectious possui uma variedade desses skins para aqueles que querem dar um toque retrô ao dispositivo. O Monochrome, por exemplo, deixa o iPhone ou iPad com a cara do Game Boy classic, primeiro console portátil da Nintendo.

Disponível tanto para as versões 3G e 3GS quanto para o iPhone 4, o skin sai por 15 dólares, e contém o adesivo tanto para a frente quanto para as costas do aparelho. Já para iPad, o preço sobe para 20 dólares. Os pedidos podem ser feitos no próprio site da empresa e o chegam ao Brasil em até 10 dias úteis, segundo o site.

Segredo: Conheça o novo Macbook Air por dentro

Site iFix desmontou o novo notebook da Apple; equipamento vem "blindado" com parafusos de segurança.

Lançado esta semana, o MacBook Air de 11 polegadas já foi completamente desmonstado pelo pessoal do iFixit. E a tarefa não foi fácil. A equipe do site descobriu que a Apple usou parafusos Torx de segurança para acoplar a parte inferior do case – aparentemente, a companhia não quer que as pessoas removam a peça – logo foi preciso limar algumas chaves de fenda para remover os parafusos.

O iFixit confirmou, que a parte interna do MacBook Air é dominada por seis células, que compõem a bateria do laptop – de acordo com a Apple, o modelo de 11 polegadas pode funcionar por cino horas no wireless ou até 30 dias em modo de espera.

Microsoft fecha empresa responsável por publicidade em games

A Microsoft anunciou que a Massive, subsidiária da empresa e responsável por disponibilizar ferramentas para companhias que desejam divulgar propagandas em jogos, será fechada.

"A princípio esse anúncio é a nossa decisão de trabalhar mais próximos à Interactive Entertainment Business na Microsoft para continuar desenvolvendo e expandindo a tecnologia Massive, e encontrando o que é necessário para as nossas principais parceiras de propagandas operarem em meios como a Xbox Live e MSN Games", comentou Rik Van Der Kooi, vice-presidente coorporativo da divisão de propagandas da Microsoft.

Apesar de não ter divulgado a data oficial do fechamento da empresa, a Microsoft ainda deve manter alguns funcionários para cumprir os contratos com alguns clientes que têm propagandas para circular até o final do ano.

Passado histórico

A Massive foi comprada pela Microsoft em 2006 por um valor entre US$ 200 e US$ 400 milhões. Em 2009, várias pessoas foram demitidas de seus cargos, ainda que a empresa tenha declarado que as vendas de espaço para campanhas ultrapassaram as expectativas no primeiro trimestre do ano em questão.

Uma das principais campanhas da Massive foi realizada em 2008, quando o então candidato à presidência dos Estados Unidos Barack Obama teve uma série de anúncios de sua campanha presidencial divulgados em "Burnout Paradise".

Conheça a história do revolucionário console NES, que completa 25 anos

Conhecido no Brasil como Nintendinho, clássico console chegou às lojas dois anos depois do seu "irmão gêmeo", o Famicom, também da Nintendo.

25 anos atrás um lançamento mudaria para sempre o mundo dos videogames. Em outubro de 1985, o NES (Nintendo Entertainment System), conhecido como Nintendinho no Brasil, chegava às lojas nos EUA. Esse último detalhe é importante, pois o console é na verdade uma versão "americanizada" do Famicom (Family Computer), também da Nintendo, lançado dois anos antes no Japão.

Para comemorar essa data especial, preparamos duas galerias para você conhecer melhor estes dois consoles clássicos, iguais por dentro mas diferentes por fora, que revolucionaram o mundo dos games.

» Galeria 25 anos NES (http://migre.me/1HZZj)
» Galeria Especial Famicom (http://migre.me/1HZWt)

Nações se aprontam para guerras cibernéticas

O mundo se está a beira de uma guerra. Mas, em vez de bombas e explosões, o caos virá por meio de apagões no sistema elétrico e colapso nas comunicações. A causa para tudo isso: um potente vírus de computador.

O conceito de guerra cibernética, ataques à infraestrutura do Estado por meio de computadores, soa como script de filme, mas governos, empresas e agências de inteligência demonstram preocupação. "A ameaça é real e digna de atenção", disse na semana passada Iain Lobban, diretor da GCHQ, agência britânica de espionagem eletrônica.

O medo de uma ciberguerra ganhou força com a descoberta do Stuxnet, um malware do tipo worm que infectou milhares de máquinas no Irã, na Indonésia e na Índia.

O que chamou a atenção na praga era que ela tinha como alvo sistemas de controle utilizados em processos industriais, como os de usinas de energia. Ele explorava pelo menos três vulnerabilidades no Windows do tipo "dia zero", aquelas ainda não descobertas por desenvolvedores -número inédito de falhas para a mesma praga. E também tinha duas certificações de segurança, que no mercado negro podem custar US$ 500 mil.

Dada a complexidade da praga, especialistas acreditam que ela tenha sido concebida pelo governo de um país. Empresas que analisaram o código do Stuxnet dizem que ele não visava ganhos financeiros ou roubo de dados. Ele teria sido criado para sabotar e o alvo seria o programa nuclear iraniano.

Teerã já disse ter prendido "espiões" e acusa o Ocidente.

SEM ROSTO

Uma das grandes dificuldades de ataques pela rede é que o inimigo não tem rosto. É possível identificar no código do malware sua origem, mas, diz Roel Schouwenberg, analista da Kaspersky, muitas vezes sinais falsos são plantados com a intenção de confundir. "O mais prudente é ignorá-los", diz ele.

Mesmo pragas potentes, como o Stuxnet, porém, dependem de formas simples para atingir o alvo com sucesso. Segundo os especialistas ouvidos pela Folha, pen drives e laptops contaminados são mais perigosos do que ataques feitos pela rede.

Em 2008, a maior falha da história na rede militar dos EUA foi causada por um pen drive. O vice-secretário de defesa do país, William J. Lynn III, disse que o malware queria roubar informações.

POTÊNCIAS

Fundado em 20 de fevereiro de 2009, o CCOMGEX (Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro) é o orgão que zela pelo Brasil na ciberguerra. Ele é chefiado pelo general Antonino dos Santos Guerra Neto, que falou com a Folha sobre o assunto e sobre o contrato que o Exército fez com a empresa de segurança Panda, que vendeu 37,5 mil licenças à instituição.

Folha - É verdade que algumas redes do Exército já operaram sem antivírus?
Santos Guerra Neto - São centenas as organizações militares do Exército espalhadas pelo Brasil. Eventualmente alguma instalação militar pode ficar temporariamente sem solução de segurança de antivírus, devido ao fluxo do orçamento para as aquisições legais de proteção. Essas instalações ou redes não trabalham com dados que afetem minimamente a segurança do Exército.

Quais os cuidados que o Exército toma com pen drives e laptops pessoais?
Para cada tipo de rede, conforme o nível de segurança necessário, há o remédio adequado. Há redes em que o usuário não tem nenhuma possibilidade de inserir ou retirar dados, apenas um único administrador da rede o faz. Há redes em que a monitoração é por programas de gerenciamento, que registram os acessos e a extração de dados por qualquer mídia.

Que tipo de nação mais se beneficia de uma ciberguerra?
Acredito que, nesse estágio inicial, pequenos países, entidades e até mesmo indivíduos podem causar um bom estrago. Em médio prazo, a preponderância, tanto no poder ofensivo quanto na questão da proteção dos sistemas, deve ser das grandes potências.

Por que o Exército optou por soluções de proteção de uma empresa privada?
Não existe uma solução nacional pronta. O desenvolvimento disso não é uma prerrogativa do Exército. Somos clientes do mercado como qualquer outra entidade. A questão da guerra cibernética está dando uma nova dimensão a essa necessidade e possivelmente levará a soluções inovadoras e de maior independência desses produtos de prateleira.