quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Celebridades descobrem o lado ruim do Twitter

Será que a obsessão das celebridades pelo Twitter está começando a acabar?

Quando o cantor John Mayer, um dos mais célebres tuiteiros, com 3,7 milhões de seguidores, fechou sua conta na segunda-feira, engrossou a lista de celebridades que tem abandonado o serviço de microblog.

Alguns astros estão descobrindo que o Twitter pode ser ótimo como ferramenta promocional ou para falar com os fãs, mas que também tem seu lado negativo.

A cantora adolescente Miley Cyrus deletou sua conta há um ano, depois de ser convencida por seu novo namorado, Liam Hemsworth, a ficar em silêncio.

Amanda Bynes, de "Hairspray", cancelou sua conta na semana passada, sem dar satisfação aos fãs. No começo do mês, Demi Lovato, 18 anos, estrela da Disney, anunciou que iria dar "adeus ao Twitter" porque "o acesso que as outras pessoas têm é desconfortável para mim".

"A bênção de tuitar para as celebridades era essa ideia de que você poderia evitar o envio de um press release e ir diretamente àqueles que estão lhe seguindo", disse Robert Thompson, professor de Televisão e Cultura Popular da Universidade Syracuse.

Mas muitas celebridades estão passando constrangimentos por causa do que escrevem.

Bynes, 24 anos, não deu explicações para o fim do seu Twitter, mas aparentemente não se deu muito bem com esse universo. Neste ano, ela usou o serviço para anunciar que iria deixar a carreira de atriz, mas desanunciou a aposentadoria um mês depois.

Ela também brigou com usuários que discordavam das suas tuitadas, inclusive no que diz respeito a suas preferências em relação aos homens.

"Muitas celebridades estão descobrindo o velho ditado de que a familiaridade alimenta o desprezo", disse Thompson à Reuters. "Costumávamos achar que as celebridades eram pessoas distantes, com as quais jamais poderíamos nos comunicar. O Twitter reverteu isso, e algumas celebridades estão ficando cansadas."

Basta perguntar à cantora country LeAnn Rimes, que era uma usuária ativa do Twitter na época em que seu casamento acabou, depois de ela trair seu marido com o ator casado Eddie Cibrian.

Depois de Rimes e Cibrian se divorciarem dos respectivos cônjuges, a dupla foi fotografada se beijando, o que causou indignação. A cantora então começou a ser atacada no Twitter e, quando tentou se defender pelo microblog, foi ainda mais retaliada.

Em julho, Rimes fechou sua conta, declarando ser "insalubre para mim e para a minha família ler comentários negativos". Uma semana depois, no entanto, ela voltou ao microblog, contando que sentia saudade dos fãs e queria que eles soubessem "o quanto eu aprecio vocês".

Twitter reformula site e acrescenta recursos

O Twitter, sensação dos microblogs que hoje registra em média 370 mil novos usuários por dia, está reformulando seu site de maneira a facilitar aos seus milhões de usuários a navegação no serviço e a descoberta de novas informações.

A empresa criada quatro anos atrás, que reportou na véspera ter ultrapassado a marca dos 145 milhões de usuários, anunciou na terça-feira novas melhorias, como a possibilidade de integrar vídeos do YouTube e outras formas de conteúdo, exibidos em um novo layout de aba dupla.

Evan Williams, presidente-executivo do Twitter, anunciou que o twitter.com reformulado oferece uma arquitetura completamente nova, que responde mais aos usuários e facilita seu uso.

"Ele proporciona uma experiência muito mais rica e rápida", disse Williams na entrevista coletiva de anúncio do novo site.

O Twitter permite que seus usuários enviem mensagens de texto de até 140 caracteres -os tweets- a grupos de seguidores. A empresa rapidamente se tornou um dos mais populares serviços de redes sociais da Web, em companhia do Facebook e do LinkedIn.

Williams afirmou que mais de 90 milhões de tweets são enviados a cada dia, em média.

Ele espera que o novo site facilite o processo de descoberta e faça do twitter.com um recurso de informação melhor.

"Você não precisa tuitar. O Twitter pode ser bom também como maneira de obter informações", disse Williams.

O Twitter vem cada vez mais desafiando os gigantes da Web, tais como Yahoo e Google, pela conquista do tempo dos usuários online.

Augie Ray, analista da Forrester, disse que a reformulação do Twitter deve ajudar a melhorar o envolvimento dos usuários.

"A nova funcionalidade do Twitter na Web representa uma evolução significativa que promete atrair mais visitas ao Twitter.com, melhorar a interação dos usuários com o conteúdo e uns com os outros, e facilitar a adoção do serviço por novatos", escreveu Ray em blog.

À partir de terça-feira o novo twitter.com estará disponível apenas para uma pequena porcentagem dos usuários e seu uso será estendido gradualmente em base mundial, ao longo das semanas seguintes.

Twitter de cara nova

Alguns usuários do microblog já podem conferir o novo layout. Novidade estará disponível para todos nos próximos dias


O Twitter acaba de promover a primeira grande alteração no serviço desde sua criação (2006), com mudanças profundas no design das páginas e acesso aos conteúdos. Segundo a empresa, a ideia é prover uma experiência ainda mais fácil, rápida e enriquecedora.

O novo layout irá separar a página em duas seções: de um lado estarão os tweets em uma configuração bastante parecida com a atual, e do outro, os usuários poderão visualizar as imagens e vídeos relacionados com as mensagens. O que isso muda? Bom, os caras foram bastante espertos, pois dessa forma eles garantem maior integração multimídia, pois todo o conteúdo poderá ser acessado pelo próprio site, apenas com um click e sem precisar de links ou outras janelas. Para conseguir todas essas façanhas, o Twitter estabeleceu parcerias valiosas com 16 serviços de vídeo e fotografia, como YouTube, Twitpic, Vimeo, Flickr, DeviantART, Kickstarter e Ustream.

Outra novidade será o sistema de busca pelas redes sociais, que vai permitir que o usuário encontre outros membros sem precisar entrar na área dedicada ao perfil. Além disso, o novo Twitter também contará com teclas de atalho para facilitar ainda mais a navegação. Confira abaixo a lista dos atalhos.

f - favorita um tweet
r- reply um tweet
t - retweet
m- manda direct message
n - escreve um novo tweet
Esc – cancela a janela de um novo tweet ou sai da janela ajuda.

j/k - muda o tweet anterior para o próximo
Enter– detalha ou fecha tweet selecionado
space - desce a página
Shift+space - sobe a página
/ - vai direto para a caixa de pesquisa
. - atualiza e volta ao topo


Orçamento de TI da AL é 22% mais baixo do que média mundial

Para analistas do Gartner, os CIOs brasileiros têm excelentes oportunidades, por conta do próprio cenário de mercado.

A sensação de que os CIOs precisam fazer mais com menos recursos tende a ser mais forte entre os executivos da América Latina. De acordo com um relatório da consultoria Gartner, neste ano, os orçamentos da região estão 22% mais baixos do que o resto do mundo, quando analisado o total do faturamento das organizações destinado à TI.

“E a situação era pior em 2009, quando essa diferença era de 24%”, aponta a vice-presidente do programa executivo da Gartner para América Latina, Ione Coco. “O CIO brasileiro realmente lida com orçamentos menores e o mesmo nível de pressão de seus pares ao redor do mundo”, acrescenta a especialista.

Apesar disso, o território latino-americano aparece como a região com maior índice de crescimento dos orçamentos de TI no mundo em 2010. De acordo com projeções do Gartner, o budget de tecnologia das empresas da América Latina tende a acompanhar um incremento de mais de 6%, enquanto que a média mundial vai girar em torno de 1,1%.

As diferenças entre os gestores de TI brasileiros e internacionais não se restringem apenas ao orçamento. Quando comparado o cenário de negócios, os executivos locais levam algumas vantagens, na visão do vice-presidente global de pesquisa do programa executivo do Gartner, Mark McDonald.

Na prática, McDonald lista três principais cenários que favorecem o CIO no Brasil: o fato de as empresas não terem de lidar com um grande legado tecnológico, o que possibilita investir em tecnologias inovadoras; a profissionalização da gestão das organizações instaladas no País, nos últimos cinco anos; e um cenário econômico favorável, com aumento da demanda dos clientes internos e externos.

“A velocidade de execução e a escala estão ficando maiores, o que cria uma oportunidade”, pontua o especialista, que complementa: “O atual momento é fascinante para quem atua em TI, já que existe uma mudança na forma de usar a tecnologia”.

Carnaval de Salvador terá chip nos abadás

Os foliões provavelmente nem vão perceber, mas quando estiverem pulando o Carnaval nas ruas de Salvador, no próximo ano, estarão carregando um chip em seus abadás capaz de identificar que a vestimenta é mesmo original. O objetivo é evitar fraudes e furtos, comuns por se tratar de uma camiseta que pode custar R$ 1,5 mil e dá direito a acompanhar de perto os principais trios elétricos da festa na Bahia.

“Estamos conversando com o grupo que coordena os blocos porque o índice de falsificações e roubos é muito grande e mesmo as medidas já adotadas, como a criação da central dos abadás, que concentra a entrega num mesmo lugar, não conseguiu evitar os problemas. Afinal, um abadá pode custar R$ 1,5 mil, mas um turista estrangeiro é capaz de pagar US$ 1,5 mil para conseguir um no dia do Carnaval”, diz Yan Medeiros, gerente da área de microeletrônica e eletrônica embarcada do Senai/Cimatec (Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia) da Bahia.

O Cimatec é um dos líderes no país em pesquisa e desenvolvimento da tecnologia RFID (sigla em inglês para Identificação por Rádio Frequência). Originalmente essa tecnologia seria o passo seguinte da leitura por código de barras, com a grande vantagem de não precisar que cada peça, produto, caixa, etc, seja conferida individualmente - uma vez que o sinal pode ser captado de todo um grupo de etiquetas com RFID simultaneamente a até oito metros de distância. O caso dos abadás, no entanto, ilustra a versatilidade do recurso.

A clientela principal é constituída por indústrias ou grandes empresas. As Casas Bahia, por exemplo, adotaram o RDIF como instrumento capa de monitorar online todo o estoque. A HP embute a tecnologia em cada peça dos produtos vendidos e, com isso, sabe até se houve substituição de algum componente original. É, ainda, o mesmo sistema do pedágio Sem Parar, de São Paulo. A aposta é tanta que o Senai decidiu expandir o laboratório de RFID da Bahia, replicando a experiência em sete outros estados - Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Espírito Santo e Pernambuco.

O uso mais comum é como uma etiqueta, com chip e antena, capaz de armazenar algumas informações. Por isso, funciona como uma ferramenta de rastreabilidade e logística. E apesar da instalação de sete novos laboratórios de RFID servir como indicador de que há demanda pela tecnologia, Yan Medeiros, do Cimatec, sustenta que ainda há resistência.

“Acabamos de realizar um evento para discutir a tecnologia RFID. Todas as empresas gostariam de utilizar, afinal é um instrumento que pode reduzir custos, reduzir o número de fiscais. Mas fora das grandes, há ainda uma resisência, especialmente pelo temor do investimento. Só que é justamente o uso mais intensivo que pode reduzir esses custos”, diz ele. Uma etiqueta com RFID para uso em caixas de papelão, por exemplo, tem custo unitário de R$ 0,50; enquanto uma que possa ser colada em um contêiner de metal e tenha capacidade de armazenar até 2 M de dados pode sair por US$ 50.

Estudo quantifica ganhos por redução da pirataria de software

Uma redução de 10 pontos percentuais na pirataria de software no Brasil no prazo de quatro anos implicaria em adição de 3,9 bilhões de dólares ao Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com estudo divulgado nesta quarta-feira.

Levantamento realizado em parceria da Business Software Alliance (BSA) com a consultoria IDC mostra que uma diminuição da pirataria nessa ordem e em tal prazo implicaria na geração de 12,3 mil empregos no país relacionados ao setor de software e um aumento na arrecadação de impostos em 888 milhões de dólares.

Para comparação, o setor de tecnologia da informação emprega atualmente 600 mil pessoas no Brasil e em 2009 a área de software faturou 15,3 bilhões de dólares, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), um crescimento de 2,4 por cento sobre o ano anterior.

Atualmente, o índice de pirataria de software no país é de 56 por cento, contra média mundial de pouco mais de 40 por cento, segundo a BSA.

De acordo com BSA e IDC, quanto mais rápido é o combate à pirataria, maiores são seus benefícios. Caso o percentual de software ilegal no Brasil caísse 10 pontos em dois anos, ao invés de quatro, o PIB agregado seria de 5,2 bilhões de dólares, representando impostos adicionais de 1,2 bilhão de dólares.

"O Brasil está no caminho certo, reduziu sua pirataria de software nos últimos quatro anos consecutivos em um total de 8 pontos percentuais", afirmou o diretor da BSA no Brasil, Frank Caramuru.

"Os combates têm sido extremamentes positivos aqui. Os outros países conseguiram avanços maiores contra a pirataria porque eles partiram de um nível maior", disse Caramuru, citando como exemplo a Rússia, que partiu de um nível de 83 por cento para 67 por cento no últimos quatro anos.

Globalmente, o estudo mostra que a redução da pirataria em 10 pontos percentuais em quatro anos geraria uma impacto positivo de 142 bilhões de dólares para a economia, criando quase 500 mil novos empregos.

Segundo Caramuru, em 2009 a pirataria causou perdas na ordem de 51 bilhões de dólares no mundo, sendo que somente no Brasil essa cifra chegou a 2,25 bilhões de dólares.

Vitória do Bing sobre o Yahoo pode ser um marco para o mercado de buscas

Mecanismo de pesquisa da Microsoft, o segundo mais utilizado pelos americanos, vê o Google mais próximo após ultrapassar o Yahoo.

A vitória do Bing sobre o Yahoo nos Estados Unidos não deve ser surpresa para quem vem acompanhando o mercado de buscas. No entanto, a marca é simbólica para um mecanismo de pesquisa que tem pouco tempo de vida e cujo maior objetivo é conquistar uma parte do bolo publicitário que o Google controla.

Agora, com o Yahoo fora do caminho, de acordo com o último estudo da Nielsen – segundo comScore e Hitwise ele ainda é o segundo colocado - o plano da Microsoft de fazer com que seu serviço chegue, ao menos, próximo do Google parece um pouco mais realista. O Bing, junto ao MSN e o Windows Live, foi o responsável por 13,9% das buscas feitas no mês de agosto pelos americanos, um crescimento de 30% em um ano. O Yahoo teve 13,1% - queda de 18% em relação a 2009 – e o Google manteve praticamente estático seu domínio, com 65,1% de participação.

Ultimamente, no entanto, a competição só tem se tornado mais interessante à medida que inspira os rivais a criarem novos recursos e serviços. A batalha, na verdade, ocorre em três campos:

Pesquisa convencional
O novo recurso do Google, sua busca em tempo real, que mostra os resultados ao mesmo tempo que se digita os termos, é um ótimo exemplo de como as empresas pretendem diferenciar seus serviços. Atualmente, devemos admitir que, se desconsiderarmos a interface, os mecanismos de pesquisa são muito semelhantes. Há um ano, um programador independente desenvolveu uma solução para o Bing que faz o mesmo que a novidade do Google; será que a Microsoft pretende incorporar algo parecido ao seu produto, ou pensa que não vale pena imitar seu rival?

Pesquisa em dispositivos móveis
A companhia de Mountain View tem uma boa vantagem nessa área por ser o mecanismo de pesquisa padrão tanto no iPhone quanto, como não poderia deixar de ser, no Android. A Microsoft vem tentando equilibrar o jogo ao oferecer aplicativos do Bing para essas plataformas, mas sabe que o que poderá ajudá-la, de fato, é o lançamento do Windows Phone 7. Enquanto isso não ocorre, tenta contornar a situação com, por exemplo, a parceria com a Verizon, que tornará o Bing o buscador principal do novo celular da Samsung, o Facinate, que, ironicamente, porta o sistema operacional da Google.

Recursos
Usar diferentes mecanismos para os diversos serviços que interessem ao usuário pode ser sofrível. Por isso, tanto o Bing como o Google dispõem de recursos paralelos, como mapas, imagens e outras buscas personalizadas. No último mês, a companhia de Mountain View incluiu em seus resultados a movimentação de redes sociais como Twitter e Facebook, enquanto que a Microsoft renovou seu sistema de mapas. Em junho, inclusive, o Bing passou a oferecer músicas e vídeos em streaming em seu portal.

iPhone 4 pré-pago custa R$ 1.799

Esse é o preço cobrado pela TIM; para usar a Internet, usuário paga R$ 0,50 pelo acesso diário, com tempo de uso ilimitado

Apesar do valor mais alto cobrado pelo minuto, muita gente prefere utilizar o serviço pré-pago de celular, que pode servir às necessidades de quem liga pouco, mas recebe muitas chamadas. Quem quiser adquirir um iPhone 4 de 16 GB na TIM com esse modalidade de compra e serviço vai gastar 1.799 reais, valor que pode ser parcelado em até três vezes sem juros.

Mas como ter um smartphone e não acessar dados, para funções como navegação na Internet, não faz muito sentido, a operadora oferece o plano Infinity Web, que permite acesso à Internet gratuito no celular sem limite por 30 dias. Depois disso, os usuários pagam R$ 0,50 pelo acesso diário, também ilimitado.

Quanto aos minutos de ligação telefônica, de TIM para TIM, o usuário paga R$ 0,25 pelo primeiro minuto de ligação e os outros são gratuitos. Já para outra operadora, cada minuto sai por R$ 1,39.

Quem quiser adquirir um plano pós-pago e trouxer o número de outra operadora para a TIM, pagará R$ 189 mensais por um ano pelo iPhone 4 de 16GB, valor que já inclui a franquia do plano Liberty, com chamadas ilimitadas para qualquer TIM, local ou DDD. O cliente também leva seis meses de Internet ilimitada gratuita no iPhone 4. Não é necessário contrato de fidelização. Depois de quitado o aparelho, o plano passa a custar R$ 99.

O novo smarthone da Apple será lançado no primeiro minuto do dia 17/9, em nove lojas da TIM espalhadas pelo Brasil. O iPhone 4 foi lançado nos Estados Unidos em 24/6 e vendeu 1,7 milhão de unidades em apenas três dias. Entre seus novos recursos estão câmera para ligações com vídeo (FaceTime) via Wi-Fi, tela com 3,5 polegadas com resolução de 960x640 pixels e recursos de multitarefa, incorporados com o novo sistema operacional iOS 4. Nos Estados Unidos, ele tem preços a partir de 199 dólares.

Panasonic aposta em LED com moldura colorida

Panasonic apostando em LCD com backlight de LED? Sim, a empresa não esconde de ninguém a sua predileção pela tecnologia plasma para TVs, até por isso faz seus principais lançamentos nessa área, mas também não é por isso que vai deixar o segmento que mais cresce no mundo em total esquecimento. Prova disso é a recém lançada linha de LCD-LED, chamada de Viera Pure TV, que ainda contam com três opções de cores para as molduras: branca, prata e roxa (purple, como a da foto).

São quatro modelos, de 19(!), 22, 32 e 37 polegadas, todas trazem o recurso Viera Cast, que permite acessar conteúdo da internet direto na TV, incluindo o comunicador Skype, e as duas telas menores ainda trazem um dock para iPod/iPhone. O lançamento inicial é na Europa e os preços, embora não tenha sido divulgados oficialmente, começam na casa dos 600 dólares.

Brasil lidera inovação tecnológica na América Latina, diz BID

Por outro lado, País ainda sofre com a burocracia e a falta de articulação com os empresários.

Um relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) coloca o Brasil como líder em inovação tecnológica na América Latina, sendo responsável por 60% todos investimentos em pesquisa e desenvolvimento realizados na região, em 2007. Além disso, é o único País do continente que destina mais de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) para a inovação.

Segundo o BID, um dos pontos fortes do Brasil é dispor de mecanismos de fomento à pesquisa tecnológica. No entanto, o País ainda sofre com a burocracia e a falta de articulação com os empresários, fatores que impedem o crescimento da inovação brasileira e uma melhora de sua posição no ranking mundial.

“Em termo de disponibilidade de instrumentos para fomento da inovação, o Brasil, provavelmente, tem mais instrumentos do que qualquer outro país da América Latina”, afirmou Flora Painter, chefe de Divisão de Ciência e Tecnologia do BID. “No entanto, quando fui aos estados e conversei com o setor empresarial, escutei queixas de que os mecanismos são burocráticos, lentos e não tem informação suficiente”.

Um dos mecanismos governamentais para estimular a inovação empresarial é a chamada subvenção econômica – recursos liberados em edital por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia. De acordo com o ministério, desde 2006, foram liberados mais de R$ 1,7 bilhão. No entanto, as empresas reclamam que a liberação em forma de edital não acompanha o fluxo industrial.

Outro problema detectado pelo banco é que os empresários não apontam como os instrumentos de apoio podem atender suas demandas. “Os empresários também não apresentam conhecimento necessário para expressar quais são suas necessidades e formular projetos".

De acordo com o estudo do banco, a participação da iniciativa privada é pequena na América Latina e no Caribe no montante de recursos para inovação. Enquanto no Brasil e no restante dos países latino-americanos e caribenhos, 60% dos recursos são provenientes dos governos, nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a contrapartida pública é de 36%.

Para Flora Painter, o aporte menor de recursos por parte das empresas brasileiras pode estar relacionado a uma insegurança jurídica e econômica. “Para qualquer empresa, o investimento tem que se dar em um ambiente cômodo e estável. O Brasil teve avanços na estabilidade econômica e de políticas. No entanto, o país tem grandes problemas de financiamento com uma taxa de juros razoável para as empresas”, explicou.

A opinião é compartilhada pelo diretor de operações da CNI, Rafael Lucchesi. Segundo ele, as multinacionais, por exemplo, temem em investir no Brasil e, depois, terem de pagar grande volume de impostos por conta desses investimentos.

Ruby: relações e interações entre classes e objetos

No artigo anterior, escrevi sobre algumas peculiaridades da orientação a objetos no Ruby. Agora será importante compreendermos como as classes e os objetos se interagem e relacionam entre si.

Inicialmente podemos dizer que um objeto Ruby possui:

  1. Conjunto de flags: Cada objeto possui um conjunto de flags compondo algumas informações (metadados). Essas informações podem "dizer algo" sobre o objeto. Por exemplo, existe um flag chamado Freeze que indica se o respectivo objeto está "congelado" ou não. Estar congelado significa que o objeto não pode ser alterado.
  2. Variáveis de instância: Um objeto é capaz de armazenar variáveis de instâncias. Internamente, o objeto possui uma tabela de hash contendo essas variáveis a fim de representar o atual estado do objeto.
  3. Referência para sua classe: Um objeto Ruby possui uma referência interna chamada "klass" (com k). Essa é uma referência que podemos considerar como um ponteiro. É importante destacar que essa referência não é para a superclasse do objeto.

Os objetos precisam de ter essa referência klass, pois eles necessitam de um local para armazenar seus métodos de instância, tendo em vista que o objeto não os armazena em si.

Logo, klass é uma referência para a classe associada ao objeto.

Veja abaixo as estruturas em C de um objeto Ruby e observe iv_tbl (ponteiro para as variáveis de instância), klass, flags e basic:

struct RBasic {

unsigned long flags;

VALUE klass
;

};


struct RObject {

struct RBasic basic;

struct st_table *iv_tbl;

};

Vamos analisar agora como são as classes do Ruby. Se você não lembra que uma classe em Ruby é um objeto da classe Class, leia o artigo anterior, chamado "Ruby Orientação a Objetos em Detalhes".

Eventualmente, klass pode referenciar a dois tipos de classes. Uma pode ser a própria classe na qual ele foi instanciado. A outra pode ser sua singleton class (também conhecida como eigenclasses ou virtual class). Porém, a singleton class irá existir somente se necessitarmos adicionar um comportamento particular a um objeto.

Vamos realizar um comparativo com o mundo real a fim de compreendermos de forma mais clara.

Imaginemos que todos nós somos instâncias da classe pessoa. A classe pessoa define nosso comportamento. Com isso temos comportamentos comuns a todas as pessoas.

Em contrapartida, também somos indivíduos com personalidades próprias, e temos nossos próprios comportamentos.

Logo, podemos imaginar que os comportamentos comuns a todas as pessoas estão armazenados na classe pessoa (classe de onde o objeto foi instanciado). E os nossos comportamentos individuais são armazenados em "nossa singleton class", ou seja, em uma classe que somente nós temos acesso e não compartilhamos com as demais pessoas.

Com esses conceitos definidos, podemos destacar que uma classe Ruby possui os seguintes itens/referências:

  1. Conjunto de flags: Como a classe também é um objeto, ela também tem alguns flags como explicado acima.
  2. Variáveis de instância: Também como explicado acima, um objeto é capaz de armazenar variáveis de instância.
  3. Métodos: As classes armazenam os métodos (para os objetos, estes são os métodos de instância).
  4. Referência para superclass: A referência para superclass "aponta" para a classe "pai" do objeto. Ou seja, é uma relação de herança.
  5. Referência para sua classe: Novamente, como a própria classe é um objeto, ela também tem uma referência klass.

Veja abaixo a estrutura em C de uma classe Ruby:

struct RClass {

struct RBasic basic;

struct st_table *iv_tbl;

struct st_table *m_tbl;

VALUE
super;

};

Vamos agora verificar um trecho de código para identificarmos todas essas relações. O código abaixo ilustra a singleton class em uma classe:

 class Humano

def falar

puts
"falando..."

end

end


class Humano

def Humano.especie

puts
"Homo sapiens"

end

end


objeto_humano
= Humano.new


h
.falar #falando...


puts
Humano.especie #Homo sapiens

No exemplo acima, "falar" é um método de instância. Isso significa que instâncias da classe Humano responderão ao método "falar".

Logo abaixo, definimos o método "especies" na classe Humano. Nesse caso, o método foi definido na singleton class do objeto, já que a classe Humano é um objeto da classe Class.

Como em Ruby as classes são objetos, quando definimos um método em uma classe (como no exemplo acima), devemos acessá-lo explicitamente referenciando o nome da classe, pois o método somente existe no objeto em questão.

Com isso concluímos que em Ruby não existem métodos de classe.

Vejamos abaixo um diagrama que ilustra essas relações:

  1. No diagrama acima, object_humano possui uma referência(klass) para a classe que o define.
  2. Como definimos o método especie na classe Humano, precisamos de uma singleton class para armazená-lo.
  3. A singleton class que foi criada também precisa de uma superclass, que no caso também é "virtual".

Vejamos agora um código que ilustra os singleton methods:

class Humano

def falar

puts
"falando..."

end

end


humano_normal
= Humano.new

humano_normal
.falar #falando...


humano_bravo
= Humano.new

def humano_bravo.gritar

puts
"gritando..."

end


humano_bravo
.gritar #gritando...


puts humano_normal
.respond_to?("gritar") #false


puts humano_bravo
.respond_to?("gritar") #true

O código é bem simples. Inicialmente definimos uma classe chamada Humano que possui um método(falar). Esse será o método de instância dos objetos da classe Humano.

Em seguida criamos um objeto da classe Humano. Para recebermos o retorno "falando..." enviamos a mensagem "falar" ao objeto humano_normal.

Na sequência criamos um outro objeto chamado humano_bravo para em seguida definirmos o método gritar.

Para finalizar, enviamos a mensagem "gritar" ao objeto humano_bravo, e nas duas últimas linhas observamos que embora os objetos (humano_normal e humano_bravo) sejam ambos da classe Humano, apenas o objeto humano_bravo responde à mensagem "gritar".

Você pode estar se perguntando: como é possível dois objetos da mesma classe responderem a métodos diferentes?

Isso acontece pois ao definirmos o método "gritar" no objeto "humano_bravo", esse método é definido na singleton classe do objeto.

O método gritar também pode ser chamado de singleton method.

Como foi citado acima, todo objeto tem uma referência "para sua classe", e esta classe é o que chamamos de singleton class.

Por esse motivo é que somente o objeto humano_bravo responde ao método "gritar."

Para finalizar, vejamos este diagrama:

Na primeira situação do humano_normal:

  1. O objeto humano_normal possui a classe Humano relacionada a ele. Isso fica claro na referência klass.
  2. Como a classe Humano herda da classe Object, a referência super aponta para Object.

Na segunda situação do humano_bravo:

  1. Como o objeto humano_bravo possui um comportamento particular (um novo método), a singleton class aparece como uma classe intermediária na sequência dos relacionamentos.
  2. A referência klass de humano_bravo aponta diretamente para a singleton class.
  3. A singleton class herda da classe Humano.

Abraços a todos!

É um tablet ou um netbook? É os dois ao mesmo tempo

O tablet vai matar os netbooks? Compro um tablet ou compro um netbook? Compartilhando essa dúvida que afeta milhões de pessoas, a Dell criou um híbrido entre os dois: o Inspiron Duo.

Uma espécie de "notebook conversível", ele permite que você gire a tela de 10 polegadas para usá-lo como se fosse um iPad (ligeiramente mais pesado). Por enquanto, o Duo foi apresentado mais como uma possibilidade de produto, e não temos preço ou data de lançamento.

A configuração, que não foi divulgada em detalhes, inclui o processador dual core Intel Atom N550 e Windows 7 Premium. O Engadget publicou mais imagens e vídeos da apresentação do produto durante o Intel Development Forum (IDF 2010), em San Francisco.

Quer fazer parte da equipe Google?

São mais de 1000 vagas abertas no momento, mas não pense que é fácil garantir uma delas! Conheça todo o processo.

O processo de seleção da Google foi criado para contratar os profissionais mais talentosos, criativos e articulados do mercado. A cultura da Google é diferente e isso dá para perceber no momento em que se pisa no escritório da empresa. Existe muito mistério e informações erradas a respeito do processo de contratação, por isso que Don Dodge, Developer Advocate da empresa, resolveu dar a sua perspectiva de como as coisas funcionam por ali.

O império Google recebe mais de 1 milhão de currículos e contrata de 1 a 4 mil novos funcionários todos os anos, dependendo das condições da economia. A realidade nos números é uma só: menos de 1% das pessoas são contratadas. O que se pode fazer? Torcer para que este império cresça ainda mais e possa aumentar o número de vagas o quanto antes.

Como funciona o processo de seleção? As vagas disponíveis podem ser vistas aqui, basta achar um trabalho que se encaixe com o seu perfil e mandar seu currículo. Todos os dados recebidos online serão avaliados.

O começo de tudo

No primeiro passo do recrutamento, deve-se colocar todas as informações pedidas, como escolaridade, experiência, cursos e qualquer coisa que faça a Google ter certeza de que o candidato se encaixa no perfil. Caso ele não seja um funcionário em potencial para a vaga, receberá um educado recado avisando que não foi desta vez. O bom é que o currículo vai continuar no banco de dados da empresa e assim que surgir algo com a cara do candidato, eles irão chamá-lo para uma vídeo-conferência. Isso não é conversa mole, a Google realmente procura currículos já cadastrados.

Etapa seguinte: a vídeo-conferência

Se o currículo for selecionado, uma pessoa vai entrar em contato para explicar todo o processo. O recrutador pode perguntar sobre notas mesmo que o candidato tenha se graduado, ou pós-graduado, há 20 anos. A vídeo-conferência é feita por um colaborador da Google que tenha o cargo parecido com o pretendido e normalmente dura 30 minutos. O objetivo da entrevista é descobrir as habilidades técnicas, experiências anteriores e motivação do entrevistado.

A segunda entrevista

A segunda entrevista é feita com quatro a cinco pessoas e, pasmem, cada uma delas tem cerca de 45 minutos de conversa com o entrevistado. O bate-papo inclui o gerente e outros funcionários do departamento da vaga pretendida. Eles vão fundo nas habilidades e conhecimento do candidato, e se a posição for para uma vaga técnica, pedem para que o candidato resolva alguns problemas em tempo real. Já se a vaga for para Marketing ou Relações Públicas, há a possibilidade de ter que escrever textos ou achar soluções para assuntos delicados envolvendo a imprensa. Essa parte pode ser bastante tensa para uma pessoa despreparada, portanto, trate de ficar em forma antes da entrevista. O ideal é se divertir com os testes proporcionados e não perder o rebolado.

Próxima fase: o feedback

Todas as entrevistas geram um feedback com números e rankings. O próprio recrutador faz a avaliação e compara a performance do entrevistado com a dos outros candidatos para a vaga, ou vagas similares. A Google geralmente faz uma busca dos currículos dos pretendentes e funcionários e os compara, além de pedir a opinião dos colaboradores envolvidos no recrutamento. Se há um consenso entre todos, eles passam a pessoa para o comitê de contratação, que irá avaliar se vale a pena fazer uma oferta de trabalho.

Hora da verdade: o comitê de contratação

Existem comitês para todas as vagas mais importantes da empresa. Eles são formados por gerentes seniores, diretores e funcionários bastante experientes, que avaliam todos os potenciais colaboradores, revisam cada parte do formulário de feedback e analisam o currículo e experiências do candidato. Caso todos, eu disse, todos, concordarem em fazer a oferta, o felizardo segue para a próxima fase.

Análise do alto escalão

As pessoas com o mais alto cargo do departamento fazem uma nova análise da oferta. Se a revisão do executivo for favorável, o candidato vai para o aguardado comitê de remuneração.

Mais um comitê

Como é de se esperar, este comitê é quem determina qual será a remuneração adequada para o novo funcionário. Eles analisam todas as propostas já feitas pela Google, assim como os salários de outras empresas, para poder ter uma ideia do que seria justo.

A última revisão

Pode parecer brincadeira, mas é verdade. O principal executivo do Google analisa todas as ofertas da empresa antes de serem fechadas.

Finalmente, a remuneração!

O recrutador entra em contato com o candidato para lhe fazer a oferta e explicar todos os detalhes. Os benefícios da Google são completos e porque não dizer, generosos. A Google quer que o funcionário seja feliz, motivado e totalmente focado em seu trabalho, isso significa que todas as remunerações são altas e fogem dos padrões.

Mas, porque é assim?

A Google leva muito a sério as contratações, como deu para perceber. Apesar do processo ser um pouco lento e burocrático, Don garante que a empresa se esforça para que, durante o processo de contratação, os candidatos sejam informados de tudo o que está acontecendo.

Para manter essa fórmula mágica de contratações "perfeitas", quase todos os funcionários da Google já recrutaram, entrevistaram ou contrataram, pois isso faz parte de suas responsabilidades. Além de ser parte do trabalho, é medido. Os colaboradores recebem bônus cada vez que indicam um candidato que é aprovado. A maioria faz diversas entrevistas no mês e é obrigada a fazer um feedback por escrito.

Todos são orientados em como fazer entrevistas e como opinar de maneira mais esclarecedora. Fora isso, o sistema mantém o controle de todas as entrevistas, feedbacks e avaliações do candidato, e são analisadas pelo comitê de contratação. Isso mesmo, os feedbacks sobre candidatos geram feedbacks para os funcionários.

Claro que ao longo do tempo eles conseguem identificar quem são as pessoas mais indicadas para fazer as entrevistas, mas tudo isso deixa ainda mais claro como a contratação de novos funcionários é importante para a Google.

Existem muitas vagas abertas na Google e podem permanecer assim por um bom tempo. A empresa prefere deixar espaços do que contratar funcionários que não sejam perfeitos para eles. Os comitês de contratação jamais poderão escolher alguém rapidamente só porque o gerente do departamento está com pressa.

Tudo no Google é diferente, inclusive a definição de metas e objetivos. Lá eles estabelecem metas e medem o progresso a cada trimestre, e mesmo quando não alcançam os objetivos, os resultados ainda assim são impressionantes para o mercado. Para eles, atingir 60% do impossível é melhor do que 100% do normal, e é por isso que conseguir entrar nessa equipe de vencedores é difícil. No final das contas o grande segredo da Google é o seu povo.

Para tirar uma casquinha e saber como é fazer parte dessa equipe, confira o vídeo abaixo e, se rolou interesse, corra pro site da Google e cadastre seu currículo. Boa sorte!


Samsung lança mais dois Blu-ray players 3D

Com os dois players de Blu-ray 3D que a Samsung coloca nas lojas neste mês, já são três os modelos desse tipo que a empresa mantém em linha atualmente. Os modelos BD-C6800 (preço sugerido R$ 999) e BD-C5900 (R$ 799) são capazes de reproduzir discos Blu-ray gravados com conteúdos em terceira dimensão, que só podem ser visualizados por uma TV compatível.

Por conta disso, os novos aparelhos contam com conexão HDMI versão 1.4, para o tráfego dos sinais de vídeo Full-HD em 3D. Oferecem o internet@TV, que inclui aplicativos (ou widgets) para acesso rápido a sites como YouTube, Facebook, Twitter, Picasa e sites de notícia. Tem ainda a função All Share pela qual é possível reproduzir arquivos de áudio, vídeo (DivXHD e MKV, por exemplo) e fotos contidos em um computador, por meio de conectividade DLNA.

Mais sofisticado, o BD-C6800 possibilita o acesso a web e aos arquivos guardados no PC através da rede wireless, graças a um adaptador USB-Wi-Fi incluso na embalagem. Possui também memória interna de 1GB para uso junto à função BD-Live. Ambos os modelos reproduzem trilhas de áudio Dolby TrueHD e DTS-HD, sendo que o BD-C6800 decodifica esses sinais, disponibilizando-os pelas saídas analógicas 7.1 (leia mais sobre esse assunto).

Menos testes de usabilidade e mais pesquisa em cognição

Nas últimas semanas, dedicamos um tempo considerável discutindo a relação entre usabilidade e cognição nos projetos de iniciação científica do Núcleo de Interfaces Computacionais da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo). Embora as conexões entre Ergonomia e Ergonomia Cognitiva sejam claras para a maioria dos projetistas, nossas últimas pesquisas evidenciam uma abordagem superficial da segunda área pelos designers, provavelmente em decorrência da complexidade dos temas que se apresentam na psicologia cognitiva e neurociências.

Não estou sugerindo que os trabalhos e as obras nacionais que articulam design, ergonomia, interação humano-computador e usabilidade sejam deficientes - basta verificar as reedições brasileiras sucessivas dos bestsellers da área, listados no fim deste artigo -, mas que normalmente o espaço dedicado aos fundamentos cognitivos da ergonomia nessas referências é resumido ou apresentado na forma de apêndices. Para avançar na discussão, preciso recuperar a definição das duas áreas:

  • Ergonomia: a ciência que investiga e projeta ambientes de trabalho adaptadas às necessidades das pessoas, normalmente dividida em ergonomia física, cognitiva e organizacional.
  • Ergonomia Cognitiva: uma das sub-áreas da ergonomia que investiga e procura otimizar esses ambientes ou sistemas de trabalho conforme as propriedades da cognição humana.

Os autores que abordam a temática da Ergonomia Cognitiva concentram seus esforços em descrever as funções superiores (mentais) relativas às operações de percepção, memória e atenção, que segundo o modelo mais popular da psicologia cognitiva, estariam diretamente ligadas ao processamento de informação e a seus desdobramentos na carga de trabalho, tomada de decisão, interação humano-computador, entre outros temas.

No entanto, a cognição não se restringe apenas ao processamento da informação no sentido computacional do termo, embora a origem da noção seja amplamente influenciada pela inteligência artificial, cibernética e pelos modelos computacionais da mente. Cognição significa saber, conhecer, ­reconhecer, e por que não, aprender. As teorias psicogenéticas, por exemplo, investigam a gênese dos processos cognitivos para compreender como os seres humanos aprendem e se desenvolvem ou como se desenvolvem e aprendem - a própria ordem desses acontecimentos é um debate amplo que escapa aos objetivos deste artigo.

Retomando a conexão entre Ergonomia e Ergonomia Cognitiva, podemos entender que se a primeira está interessada na interação macro entre os indivíduos e o ambiente (físico ou das interfaces computacionais ou das organizações), a segunda estaria focada nos processos mentais que permitiram que os indivíduos conheçam e reconheçam as formas de interação com esse ambiente: não apenas linguagens, modelos mentais, fluxos e seqüências de operação, mas também desejos, expectativas e emoções correlacionadas.

Nossa abordagem, no NIC, baseia-se na hipótese de que conhecer é um processo de aprendizagem por excelência, e o ser humano-usuário-consumidor é um aprendiz exigente e muitas vezes impaciente: só aprende o que lhe interessa, quando e como quiser. Nesse cenário, as questões centrais da usabilidade - ser eficiente e satisfatório no uso, além de fácil de aprender - estão subordinadas a um processo amplo de aprendizagem e desenvolvimento. Isso significa não apenas repensar como investigar eficiência e satisfação no contexto de algo que precisa ser aprendido, mas considerar que a aprendizagem em si é um processo complexo que emerge a partir de interações muito simples e que ainda assim não pode ser explicado pela soma delas.

A educação [para o uso de algum artefato próprio da nossa cultura], na perspectiva dos principais autores de referência das nossas pesquisas atuais - Jean Piaget, Lev Vygotsky, Alexis Leontiev, Yrjö Engeström, Seymour Papert, Humberto Maturana & Francisco Varela e mais recentemente Sugata Mitra - "é um sistema auto-organizado onde a aprendizagem é um fenômeno emergente". Nesse sentido, nos interessam as iniciativas metodológicas que buscam compreender como os seres humanos aprendem nas mais diversas condições, com o mínimo ou sem nenhuma de supervisão, e como se desenvolvem a partir desse aprendizado, tornando-se aptos a realizar coisas cada vez mais interessantes (para eles mesmos).

Sugiro um exemplo final, para ilustrar as diferenças de abordagem. Uma investigação ergonômico-cognitiva de um player de mídias digitais poderia seguir dois rumos bem distintos:

  1. A abordagem do processamento da informação, na perspectiva da aplicação direta das teorias cognitivas relativas aos processos de percepção, atenção e memória e suas implicações para o projeto de uma interface mais fácil de aprender a usar, mais eficiente e mais satisfatória - menor número de operações para se atingir um objetivo, fluxos claros, metáforas consistentes, redução da carga de trabalho, uso de linguagem conhecida do usuário, respeito às normas, padronizações e convenções pré-existentes e às questões antropométricas típicas da população-alvo e do objeto em questão. A avaliação da performance é baseada na medição do desempenho do usuário na realização de tarefas diversas. O objetivo é o acerto.
  1. A abordagem da aprendizagem, que apesar de considerar todas as questões típicas da vertente do processamento da informação, não pode ser explicada por elas. Essa abordagem tem como objetivo último auxiliar o indivíduo a aprender ouvir ou assistir seus arquivos de mídia, independentemente do seu domínio dos recursos e operações encontrados no dispositivo. A avaliação do processo é baseada exclusivamente a partir dos anseios do usuário em relação a ouvir músicas ou a assistir a vídeos: o que ele deseja fazer e consegue atingir por conta própria ou com o mínimo de supervisão. O objetivo é aprender, mesmo que seja por meio do erro.

Uma comparação simples e bastante realizada entre as interfaces desenvolvidas pela Apple e as de outros fabricantes pode explicitar as diferenças de foco: não há distinção entre o que o usuário deseja fazer e a interface que media essa operação.

Cinco questões essenciais sobre cloud computing

Os profissionais que atuam com computação em nuvem enfrentam dificuldade em alcançar o consenso sobre temas fundamentais.

Cloud computing (computação em nuvem) tornou-se um dos conceitos mais discutidos no mundo de TI. Apesar disso, quem trabalha com tecnologia pode ter dificuldades em alcançar um consenso sobre conceitos que são importantes para o sucesso de projetos na área.

Eis cinco ideias importantes –e que talvez sejam as principais causadoras de mal-entendidos – que deveriam ser amplamente compreendidas por aqueles que buscam atuar em cloud computing.

1::Cloud computing não é virtualização.
Parece haver aqui uma confusão eterna, por isso vale dizer: servidores virtualizados não formam uma nuvem. Cloud computing significa autoatendimento (auto provisioning), contabilidade com base em uso e recursos avançados de multitenancy (capacidade de atender a várias empresas usuárias com uma única instância de software). O que compreende aptidões que vão além da maioria das soluções de virtualização.

2::Cloud computing requer APIs.
Aqueles que criam sites web e os chamam de “sites de nuvem” precisam entender que parte do valor da cloud computing vem do acesso via API aos serviços na nuvem. Isso vale tanto para nuvens públicas quanto privativas. Sem uma API, dificilmente será uma nuvem.

3::Migrar para a nuvem não será a cura para práticas ruins.
Não há remédio de alívio imediato para má arquitetura ou um mau projeto de aplicação dentro da cloud computing. Essas questões precisam ser resolvidas antes da migração.

4::Segurança é o que você faz dela, na nuvem ou fora.
Embora muitos resistam à cloud computing por causa de preocupações com segurança, a nuvem é, de fato, tão ou melhor segura do que a maioria dos sistemas instalados dentro da empresa.

Os requisitos de segurança dos sistemas precisam ser definidos pelo usuário, assim como as questões de dados e de aplicação.

5::Não há soluções de “nuvem instantânea”.
Embora muitas empresas vendam soluções que chamam de “cloud-in-a-box” (nuvem na caixa), poucas opções de caixinha vão atender às necessidades específicas de cada organização, sem exigir uma boa dose de ajuste e integração.

CEO da Google diz que Google Me não será uma rede social

Planejada para chegar nos próximos meses, plataforma será uma integradora dos vários serviços da companhia.

Durante o Zeitgeist, evento promovido pelo Google para um seleto grupo de 400 CEOs, Eric Schmidt , presidente da empresa, esfriou os ânimos de quem especulava sobre uma suposta rede social da marca. O suposto Google ME não será uma rede social, assim como conhecemos, mas deverá agir como um hub entre todos os serviços que já existem da companhia.

“O que estamos fazendo é adicionar elementos de redes sociais aos produtos que já temos”, declarou o CEO. Schmidt ressalta ainda, que faz todo sentido as pessoas com quem você se relaciona saberem mais sobre você e seu círculo de amigos. “Assim podemos providenciar cada vez mais informações relevantes o que melhoraria, inclusive, a qualidade dos resultados em buscas na web”. O executivo informa que quem espera por grandes revoluções no Google nas próximas semana está enganado.

Existem diversas especulações sobre que elementos seriam esses. O The Wall Street Journal acredita que o YouTube pode ser um dos canais a contar com características de rede social. Seria possível, por exemplo, ver quantos de seus “amigos” assistiram a determinado conteúdo postado. Mas, para tal, é necessário, primeiro, reunir os seus contatos em um banco de dados integrado.

Outros canais do Google, como Maps e o iGoogle (interface personalizada da página do buscador), sem falar no Gmail e o Gtalk têm nuances de social media.

De olho no banco de dados de usuários do Facebook, o Schmidt diz ainda que a melhor coisa seria o Facebook dar acesso às informações que tem dos membros de sua rede social. “Mesmo que não o façam, existem outras maneiras de chegar a estes dados”, diz..

Convergência tecnológica agrega serviços de roteirização e traz benefícios para setor de logística e transporte

Tendência é que mais funcionalidades migrem para mesma plataforma

A convergência tecnológica há muito deixou de ser ficção. Os equipamentos eletrônicos estão se tornando verdadeiros canivetes suíços, de onde sai uma ferramenta aparecem mais de cinco. Esse artefato, criado em 1891, já deu a primeira dica do que viria mais tarde.

Com o intuito de facilitar a vida de quem trabalha nas ruas, os equipamentos eletrônicos estão agregando várias funcionalidades, uma das características da convergência tecnológica, que a partir dos impulsos econômicos, sociais, e até mesmo políticos, tomam contornos, especialmente no Brasil.


Um exemplo é o computador móvel Pidion Bip 1300, que reúne impressora térmica, leitor de código de barras, câmera fotográfica, Bluetooth, Wi-Fi, pode ser usado como telefone e também possui um GPS, além de outras ferramentas.

Segundo Marcelo Nadal, gerente comercial da Prime Tecnhologies, desenvolvedora do computador móvel, há uma tendência de algumas funções distintas acabarem migrando para uma mesma plataforma, principalmente aquelas que beneficiem o setor de transporte e logística.

“Com um equipamento que reúne várias funções o usuário pode, como por exemplo no setor de entregas, fazer a rota, com o GPS, otimizar o tempo e ainda pegar a assinatura eletrônica do cliente e avisar a central que a entrega foi realizada com sucesso”, diz o gerente, e completa “isso será útil principalmente para a cidade de São Paulo”.

Segundo Nadal há um vários campos em que se pode aplicar esse tipo de aparelho, desde fiscalização de trânsito até serviços de pronta-entrega.

Smartphones

Outro exemplo que está mais acessível no mercado são os smartphones. Desde que surgiram, há pouco menos de 10 anos, os celulares inteligentes já vinham com um diferencial, o de não ser apenas um aparelho para chamadas telefônicas.

Depois de poderem conectar-se à internet foram criadas plataformas, nesses aparelhos, que suportam serviços de GPS, e agora aplicativos de localização.

A integração com redes sociais, (Facebook, Foursquare, Twitter, entre outras) também facilitou a convergência de funcionalidades, dando destaque também para os serviços baseados em localização.

Câmera 'de orelha': gravando a vida em clipes de 30 segundos

Parece um fone de ouvido combinado com fone bluetooth e um pendrive na ponta, mas não é exatamente isso. A Looxcie é uma câmera de vídeo que fica presa à orelha do usuário com a promessa de não deixar passar nenhum momento interessante.

Como ela fica na altura dos olhos, tudo o que você olhar estará, teoricamente, no enquadramento da câmera. Se viu uma cena interessante, acione o botão da Looxcie e ela transforma os últimos 30 segundos em um vídeo. A câmera também tem um aplicativo de celular gratuito para edição e compartilhamento dos vídeos, mas ele só é compatível com aparelhos de sistema operacional Android - não todos, mas a maioria deles, segundo o fabricante. Se o celular estiver sincronizado com a Looxcie, você pode enviar os clipes de 30 segundos automaticamente para seus amigos ou compartilhar via Twitter, YouTube e Facebook.

A câmera tem um limite de 4 horas de gravação, e os vídeos são captados na resolução de 480x320. Para ver uma amostra incluindo esportes radicais, confira um vídeo disponível no YouTube.

Mozilla encerra atualizações para versões antigas do Firefox

Segundo a entidade, mesmo com os updates lançados neste ano, edições como a 3.6.3 e a 3.6.8 estarão indisponíveis devido a um bug.

Após a reclamação de internautas, a Fundação Mozilla não fornecerá mais atualizações de segurança para as versões anteriores ao Firefox 3.6.9 e 3.5.12, lançadas em setembro deste ano.

Segundo a entidade, mesmo com os updates lançados neste ano, versões como a 3.6.3 e a 3.6.8 estarão indisponíveis devido a um bug. A falha afetou os PCs de alguns usuários que atualizaram e reiniciaram o navegador.

"Avaliamos os comentários de alguns internautas que consideraram as versões anteriores instáveis. No momento, nós temos disponíveis para uso o Firefox 3.6.9 e 3.5.12”, declarou Michael Shaver, chefe de engenharia da Mozilla.

No entanto, segundo o sistema de rastreamento de bugs Bugzilla, mesmo as versões mais novas do Firefox já receberam reclamações. E elas atingem as três plataformas que suportam o navegador - Windows, Mac OS e Linux. A maioria deles também relata falhas durante a inicialização do browser.

Até o momento, a companhia não se pronunciou sobre uma nova correção.

Os usuários que desejam fazer o upgrade, devem baixar as atualizações pela próprio site da empresa; ou podem optar pelo item "Verificar Atualizações" no navegador ou manualmente, caso tenham uma cópia do software.

Site revela patente de adaptador para jogos e acessórios de PS2 para o PlayStation 3

De acordo com o site japonês Gigazine, a Sony do Japão está tentando a aprovação de uma patente de um aparelho, que supostamente resolveria os problemas de compatibilidade do PS3 com o PS2.

Esse "adaptador" teria o seu próprio processador, codificador e emulador de DVD e processadores de som e gráficos. O aparelho seria ligado ao PS3 que permitiria jogar os games do console anterior. Vale lembrar que isso é apenas uma patente à espera de aprovação e até o momento a Sony não fez nenhum comentário oficial.

Uma das reclamações dos usuários que possuem o modelo mais atual do PlayStation 3 é a respeito da ausência da retrocompatibilidade do aparelho para rodar jogos de PlayStation 2.

Os primeiros modelos do PlayStation 3 tinham em seu interior chips do PlayStation 2, e assim, permitir a compatibilidade. Depois que essa solução se tornou cara, a Sony optou pelo método de emulação por software, mas sem a mesma eficácia. Por fim, nos modelos mais novos a retrocompatibilidade foi completamente abandonada.

Navegação em tempo real no Google Maps é criado por desenvolvedor

Criador do projeto utiliza API do Google Maps e jQuery para criar ferramenta


Um desenvolvedor criou um sistema de busca instantânea para o Google Maps. Michel Hart não trabalha no Google mas desenvolveu o Google Instant Maps.

Hart usou a API do Google Maps e um conjunto de classes, em programação de softwares, denominado de framework, o jQuery, que ajuda os desenvolvedores na lógica dos sistemas de web.

O Google Instant Maps permite fazer buscas em tempo real nas ruas e avenidas do Google Maps, sem a necessidade de apertar o “enter” durante a pesquisa.

Essa não é a primeira vez que pessoas fora de algumas empresas desenvolvem soluções para grandes companhias.

O estudante Feross Aboukhadijeh criou para o Youtube o Instant Youtube, que também permite busca de vídeos em tempo real. O jovem foi contratado pela empresa.

BID aponta Brasil como líder em inovação tecnológica na América Latina

No entanto, país ainda sofre com a burocracia e a falta de articulação com os empresários, fatores que impedem melhoras no setor.

O Brasil é o líder em inovação tecnológica na América Latina, sendo responsável por 60% dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, em 2007, na região. Além disso, é o único país do continente que destina acima de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) para a inovação. As informações foram divulgadas em recente um relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Segundo o BID, um dos pontos fortes do Brasil é dispor de mecanismos de fomento à pesquisa tecnológica. No entanto, o País ainda sofre com a burocracia e a falta de articulação com os empresários, fatores que impedem o crescimento da inovação brasileira e uma melhora na posição do país no ranking mundial.

“Em termo de disponibilidade de instrumentos para fomento da inovação, o Brasil, provavelmente, tem mais instrumentos do que qualquer outro país da América Latina”, afirmou Flora Painter, chefe de Divisão de Ciência e Tecnologia do BID. “No entanto, quando fui aos estados e conversei com o setor empresarial, escutei queixas de que os mecanismos são burocráticos, lentos e não tem informação suficiente”.

Um dos mecanismos governamentais para estimular a inovação empresarial é a chamada subvenção econômica – recursos liberados em edital por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia. De acordo com o ministério, desde 2006, foram liberados mais de R$ 1,7 bilhão. No entanto, as empresas reclamam que a liberação em forma de edital não acompanha o fluxo industrial.

Outro problema detectado pelo banco é que os empresários não apontam como os instrumentos de apoio podem atender suas demandas. “Os empresários também não apresentam conhecimento necessário para expressar quais são suas necessidades e formular projetos".

De acordo com o estudo do banco, a participação da iniciativa privada é pequena na América Latina e no Caribe no montante de recursos para inovação. Enquanto no Brasil e no restante dos países latino-americanos e caribenhos, 60% dos recursos são provenientes dos governos, nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a contrapartida pública é de 36%.

Para Flora Painter, o aporte menor de recursos por parte das empresas brasileiras pode estar relacionado a uma insegurança jurídica e econômica. “Para qualquer empresa, o investimento tem que se dar em um ambiente cômodo e estável. O Brasil teve avanços na estabilidade econômica e de políticas. No entanto, o país tem grandes problemas de financiamento com uma taxa de juros razoável para as empresas”, explicou.

A opinião é compartilhada pelo diretor de operações da CNI, Rafael Lucchesi. Segundo ele, as multinacionais, por exemplo, temem em investir no Brasil e, depois, terem de pagar grande volume de impostos por conta desses investimentos.