segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Vírus incentiva usuário a desinstalar software de segurança do PC

Variedade de trojan abre caixa de diálogo informando que o antivírus não possui certificado e que pode causar problemas no desempenho do computador

A empresa de segurança Symantec anunciou que um novo malware está rondando a internet. Trata-se de um vírus que desativa o software de segurança em funcionamento no computador.

Para que isso seja possível, o malware se disfarça de desinstalador de software e engana os usuários, incentivando-os a remover o antivírus do PC, tornando o computador vulnerável.

O vírus é uma variação do tipo cavalo de tróia, o Trojan.Fake.AV. Quando o trojan é executado, uma caixa de diálogo aparece solicitando que o usuário desinstale o software de segurança, avisando ainda que ele não possui certificado e que pode causar problemas de desempenho à máquina.

Assim, se o usuário clicar em "Ok" na caixa de diálogo, o programa de segurança realmente será removido do computador.

O vírus é capaz de iniciar o desinstalador de softwares de segurança da Symantec, AVG, Microsoft, Spyware Doctor e Zone Labs.

Jovens ignoram Twitter, aponta enquete

Levantamento do CIEE revela que, de cada três estudantes, dois não têm conta no microblog.

Uma enquete promovida pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), ONG de inclusão profissional de jovens estudantes, com pessoas entre 18 e 26 anos revelou que a maioria não acessa o Twitter.

Pelo resultado da enquete, que foi respondida por 3.830 estudantes de todo o País, aproximadamente dois em cada três jovens (68%) disseram não utilizar o microblog.

Os 32% que disseram acessar o Twitter compõem-se da seguinte forma: 10% acessam para manterem-se atualizados; 3%, para trocar opiniões; 2% para manter contatos e conhecer pessoas; 2%, para outras finalidades; e 15% disseram se encaixar em todas as razões citadas.

A enquate foi realizada entre os jovens que acessaram o site do CIEE entre os dias 31 de maio e 13 de junho, e teve como finalidade identificar opiniões e hábitos dos estudantes.

Defensores da reciclagem de eletrônicos querem leis unificadas

Julayna Smith tem um problema. Ao longo dos anos, acumulou oito celulares para tentar se manter em dia com os modelos mais atualizados. Seu namorado também formou uma pequena pilha pessoal de BlackBerrys.

"Não faço ideia de quem devo procurar para reciclar um celular. Nem sei por onde começar," disse.

Smith, 22 anos, de Duluth, Minnesota, não está sozinha.

Estados, cidades e grupos de defesa do consumidor norte-americanos estão cada vez mais em busca de uma solução federal para o problema de como eliminar mais de 2 milhões de toneladas de aparelhos eletrônicos usados a cada ano.

Centenas de milhares deles são produzidos anualmente a fim de atender a demanda pelos mais recentes celulares inteligentes, laptops ou televisores.

As residências norte-americanas, em média, contêm 25 produtos eletrônicos, de acordo com a Consumer Electronics Association. Mas sua reciclagem é regulamentada principalmente pelos governos estaduais e locais, e as regras podem mudar de um lugar para o outro, o que causa confusão tanto para os consumidores quanto para qualquer empresa que fabrique e venda produtos eletrônicos.

Ao reciclar, Smith e pessoas como ela poderiam ajudar a recuperar valiosos recursos, como ouro e platina de uso comum em muitos eletrônicos, e ajudariam a eliminar de maneira apropriada metais tóxicos, como o chumbo e o mercúrio, que também são usados em eletrônicos e podem contaminar o solo caso descartados de maneira imprópria.

"Os Estados estão desenvolvendo seus requerimentos próprios para reciclagem de eletrônicos porque nada foi implementado em nível federal," diz Ken Reisinger, que supervisiona a gestão de resíduos, ar e radiação no departamento de proteção ambiental da Pensilvânia.

A Pensilvânia é um dos 27 Estados norte-americanos que no momento não têm legislação para a reciclagem de eletrônicos, embora possa em breve deixar esse grupo caso aprove um projeto de lei exigindo que os fabricantes paguem uma taxa anual e estabeleçam postos de coleta gratuita.

"Plants vs. Zombies" chega ao Nintendo DS em janeiro de 2011

A produtora PopCap Games revelou que o game de estratégia "Plants vs. Zombies" está em desenvolvimento para Nintendo DS. O jogo tem lançamento previsto para janeiro de 2011 e preço sugerido de US$ 20.

De acordo com a produtora, a versão para o portátil da Nintendo conta com o conteúdo disponibilizado no original, minigames e os modos de jogo Adventure, Survival e Puzzle. Adições inéditas também estão previstas, mas não há detalhes sobre o que será acrescentado em "Plants vs. Zombies" para Nintendo DS.

"Plants vs. Zombies" segue o estilo "Tower Defense" - em que o jogador constrói estruturas para impedir uma invasão - porém de uma maneira única, aliando ação, estratégia e muito carisma. A ideia é defender o gramado de sua casa contra zumbis apenas plantando diversos tipos de vegetais, que vão derrubar as hordas de mortos-vivos com seus ataques.

"Plants vs. Zombies" já está disponível para PC, Mac, iPhone e iPad, e a rede Xbox Live, do Xbox 360, recebe o game em 8 de setembro.

Veja a videoanálise de "Plants vs. Zombies"

Editais da Telebrás serão parâmetro para fixar tarifas do backhaul

O plano de transformar a banda larga em serviço público mira no estabelecimento de tarifas sobre as conexões no atacado – ou seja, no backhaul. Nessa linha, o governo vai usar a Telebrás como parâmetro para a fixação dos preços, ainda que indiretamente.

“Podemos usar os editais da Telebrás, que são públicos. Sendo feitos na modalidade de registro de preços teremos várias empresas listadas e o valor dos componentes. Na prática, teremos um mapa de preços que podem ser utilizados para substituir o modelo de custos e auxiliar na fixação da tarifa do backhaul”, explica um integrante da Casa Civil.

A lógica vale mesmo que a reestruturada estatal adote a política das operadoras privadas e mostre resistências em abrir seus custos à Anatel. Com a obrigatória publicidade das propostas apresentadas aos editais que a Telebrás fará para “acender” a rede pública de fibras óticas, o tal mapa de preços vai aparecer.

A estatal está preparando quatro editais e pretende fazer as licitações, na modalidade de registro de preços, ainda este ano. E, como sugere o governo, esses editais abrangem a estrutura necessária para colocar backbone e backhauls para funcionar.

Eles são para para os equipamentos DWDM (uma das tecnologias para iluminar as fibras óticas), outro para a camada IP da rede – switches, hubs e roteadores, um terceiro para os equipamentos de rádio enlace e o último para torres, antenas e os respectivos serviços de montagem.

“Não temos porque não usar esses preços. Eles serão uma base fundamentada para aplicar uma tarifa que envolva aqueles componentes”, completa o integrante da Casa Civil.

Vestido-celular: levante o braço para receber a ligação

Os vestidos da grife CuteCircuit, com luzes de LED que piscam quando a mulher se movimenta, por exemplo, sempre pareceram obra de ficção científica. Até que, em maio deste ano, a cantora Kate Perry apareceu em público com um desses modelos hi-tech e provou que as maluquices podem não ser tão belas, mas existem e funcionam.

Mas uma outra criação da CuteCircuit vai muito além do que você esperava. Esse vestido preto da imagem acima, que você chamaria de um modelo "básico", funciona como um telefone celular. O chip fica na etiqueta, e para atender uma ligação basta levantar o braço. Como o M-Dress não tem tela nem teclado, só pode fazer ligações para um número específico que tenha sido previamente programado.

Enquanto você faz suas piadas com antena, duração da bateria e "jeito certo de segurar para não perder o sinal", vamos reproduzir uma frase da designer Francesca Rosella em entrevista ao The Star. "Não é algo para vestir todos os dias. É um vestido para aquelas ocasiões especiais em que você não quer ser incomodada carregando todos aqueles portáteis", disse.

A primeira linha comercial da grife será lançada em outubro na cidade de Londres, segundo o The Star. E se você achou o M-Dress discreto demais, procure outras opções no site oficial.

TIVIT fecha parceria com Grupo Educacional Opet para formar novos talentos

Com o objetivo de ampliar a colaboração entre o mundo corporativo e o acadêmico, a TIVIT especializada em serviços integrados de TI e BPO na América Latina, anuncia mais uma iniciativa de formação de jovens talentos. Agora por meio de uma parceria estabelecida com o Grupo Educacional Opet (Faculdades Opet), localizado em Curitiba.

A instituição de ensino, que possui duas de suas três unidades especializada no setor de TI, sediará um curso da linguagem de programação COBOL, que será ministrado por profissionais da TIVIT, com acompanhamento de professores da faculdade. O programa de treinamento será realizado aos sábados, com carga horária de 48 horas, durante 1,5 mês, tendo 20 vagas para os alunos interessados. A primeira turma teve início em 31 de julho de 2010.

Os estudantes passaram por uma seleção prévia, com testes de raciocínio lógico e uma avaliação do interesse do candidato. “A TIVIT procura sempre investir em novos talentos com potencial para ingressar na equipe e trazer valor à companhia. Com a abertura do nosso primeiro pólo de desenvolvimento de software em Curitiba, obtivemos um aumento expressivo na procura por funcionários especializados”, explica Marcello Zappia, diretor de Desenvolvimento Humano e Organizacional da TIVIT.

Com as aulas, os alunos poderão observar na prática as aplicações da linguagem. “Existe um potencial muito grande na programação em COBOL que muitas vezes não é percebida pelos profissionais da área. Isto é comprovado pela grande procura do mercado por esses colaboradores”, relata Zappia. A companhia já analisa a criação de um segundo curso, em linguagem Java, para o próximo semestre.

O executivo ressalta, ainda, que a iniciativa visa estreitar o relacionamento entre o corpo acadêmico e a área de Sistemas, visando troca de conhecimento. Em Curitiba, a empresa possui também uma parceria com a Prefeitura, com o Programa "Lapidando Talentos", que qualifica jovens para o setor. Em São Paulo, a empresa anunciou, recentemente, acordo com a USP para estágio dos alunos de engenharia de software da Escola Politécnica (POLI).

Sistemas Aplicativos

A unidade de negócios de Sistemas Aplicativos da TIVIT tem obtido crescimento cada vez mais expressivo, exemplo disso foi a escolha da empresa para a concepção e implantação do projeto DDA (Débito Direto Autorizado), no ano passado. E para sustentar este avanço, a TIVIT investe também na complementação de sua oferta, como ocorreu recentemente quando a empresa adquiriu o negócio de consultoria da Expertise, o que poderá acelerar o desenvolvimento de soluções integradas de TI, BPO e Sistemas Aplicativos – as três áreas de atuação da TIVIT.

Softtek mostra soluções para Business Intelligence em evento em Goiânia

A Softtek, fornecedora de soluções de Tecnologia da Informação e de Processos de Negócio, realizará no dia 25 evento para apresentar ao mercado goiano sua oferta de Business Intelligence. A previsão é de que a oferta cresça rapidamente na região, que tem atualmente o maior potencial de crescimento para a empresa no país.

Durante o evento serão apresentados casos reais de clientes que adotaram o modelo da Softtek de Business Intelligence. Segundo Marco Cafasso, Diretor Regional da Softtek, a projeção é de que a empresa acrescente à sua carteira 15 novos clientes na região este ano, sendo pelo menos 6 deles na oferta de BI.

Hoje a carteira inclui importantes empresas, entre elas HalexIstar, Grupo Cereal, Cereais Sul, LeitBom, entre outras. "Pretendemos mostrar para o mercado de Goiânia como o BI pode ser eficaz para agilizar o crescimento, conferindo melhoria da inteligência operacional e gerencial e promovendo um aumento do desempenho da empresa", afirma Cafasso, que acaba de assumir o comando da região.

Como estratégia para suportar a previsão de crescimento, a Softtek realizará no dia 25 de agosto um evento gratuito para apresentar a oferta de BI ao mercado da região. A iniciativa vem de encontro com os planos da empresa de aumentar a participação da oferta na região, um mercado promissor para a Softtek. Além de apresentar casos de sucesso e explicar como a solução pode agilizar o crescimento das empresas de forma eficiente, mostrará como BI auxilia em tomada de decisões mais confiáveis e efetivas, guiando a empresa para o desenvolvimento sustentável.

"Durante o evento apresentaremos nossa oferta diferenciada, que acompanha todo o ciclo de vida das aplicações implementadas nos nossos clientes, desde a estratégia para a avaliação de requerimentos, implementação e evolução, até a capacitação dos usuários", afirma Cafasso.

Única a oferecer ao mercado este acompanhamento integral de todo o ciclo de vida das aplicações, a Softtek, criadora do conceito Nearshore, que permite alta eficiência operacional, melhoria constante da qualidade do serviço e redução dos custos, oferecerá aos participantes informações para potencializar o negócio com soluções estratégicas focadas na criação de valor empresarial. "A projeção para este ano é aumentar em até 200% o volume de vendas da oferta em novos clientes", finaliza.

Defensores da reciclagem de eletrônicos querem leis unificadas

Julayna Smith tem um problema. Ao longo dos anos, acumulou oito celulares para tentar se manter em dia com os modelos mais atualizados. Seu namorado também formou uma pequena pilha pessoal de BlackBerrys.

"Não faço ideia de quem devo procurar para reciclar um celular. Nem sei por onde começar," disse.

Smith, 22 anos, de Duluth, Minnesota - EUA, não está sozinha.

Estados, cidades e grupos de defesa do consumidor norte-americanos estão cada vez mais em busca de uma solução federal para o problema de como eliminar mais de 2 milhões de toneladas de aparelhos eletrônicos usados a cada ano.

Centenas de milhares deles são produzidos anualmente a fim de atender a demanda pelos mais recentes celulares inteligentes, laptops ou televisores.

As residências norte-americanas, em média, contêm 25 produtos eletrônicos, de acordo com a Consumer Electronics Association. Mas sua reciclagem é regulamentada principalmente pelos governos estaduais e locais, e as regras podem mudar de um lugar para o outro, o que causa confusão tanto para os consumidores quanto para qualquer empresa que fabrique e venda produtos eletrônicos.

Ao reciclar, Smith e pessoas como ela poderiam ajudar a recuperar valiosos recursos, como ouro e platina de uso comum em muitos eletrônicos, e ajudariam a eliminar de maneira apropriada metais tóxicos, como o chumbo e o mercúrio, que também são usados em eletrônicos e podem contaminar o solo caso descartados de maneira imprópria.

"Os Estados estão desenvolvendo seus requerimentos próprios para reciclagem de eletrônicos porque nada foi implementado em nível federal," diz Ken Reisinger, que supervisiona a gestão de resíduos, ar e radiação no departamento de proteção ambiental da Pensilvânia.

A Pensilvânia é um dos 27 Estados norte-americanos que no momento não têm legislação para a reciclagem de eletrônicos, embora possa em breve deixar esse grupo caso aprove um projeto de lei exigindo que os fabricantes paguem uma taxa anual e estabeleçam postos de coleta gratuita.

TIM deve lançar o iPhone 4 no Brasil em setembro

A informação foi divulgada por funcionários das lojas da operadora em São Paulo; assessoria afirma não ter uma data certa, mas diz que será “em breve”


Homologado pela Anatel, o iPhone 4 está com o caminho aberto para o seu lançamento no Brasil. Pela TIM, a previsão é final de setembro. Pelo menos é o que afirmam funcionários de lojas da operadora ouvidos por nossa reportagem.

Já a assessoria de imprensa da TIM não confirma a data. Consultada por Macworld Brasil, a empresa divulga apenas que o aparelho será lançado “em breve” e que a definição depende da Apple. E a fabricante diz que ainda não tem previsão. Entre as outras operadoras, a Claro anunciou no dia 11/8 que o aparelho estava previsto para o último trimestre de 2010, enquanto que Vivo e Oi ainda não divulgaram previsão.

Leia também:

Especial - Tudo sobre o iPhone 4 (http://migre.me/16P6o)

Galeria - iPhone 4 e novos aplicativos (http://migre.me/16SiL)

O iPhone 4 foi lançado nos Estados Unidos em 24/6 vendeu 1,7 milhão de unidades em apenas três dias. Entre seus novos recursos estão câmera para ligações com vídeo (FaceTime) via Wi-Fi, tela com 3,5 polegadas com resolução de 960x640 pixels e recursos de multitarefa, incorporados com o novo sistema operacional iOS 4. Nos Estados Unidos, ele tem preços a partir de 199 dólares.

Os preços no Brasil ainda não foram definidos. Porém, já é possível encontrar ofertas em sites com o Mercado Livre, com preços que chegam a 3.500 reais.

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iPhone 4: 1,7 milhão de unidades em apenas três dias

Empresa prepara sistema para controlar videogames somente com os olhos

O aparelho da Waterloo Labs poderá ser o primeiro a não necessitar que o usuário se movimente para interagir com jogo.

Com o Sony Plastation Move e o Microsoft Kinect para o Xbox 360 sendo preparados para chegar ao mercado no segundo semestre, a disputa entre os controles para videogame parece cada vez maior.

Mas contrariando estes modelos que exigem que o usuário levante e se movimente para interagir com o jogo, a companhia norte-americana Waterloo Labs está preparando uma forma de controlar games usando apenas os olhos. Inicialmente, o Super Mario Bros 2 para o NES, da Nintendo.

Para realizar este feito, foi utilizada uma técnica de leitura da posição dos olhos, conhecida como eletrooculografia (EOG) e uma placa receptora.

A premissa é realmente muito simples. O olho é polarizado, por causa da alta concentração de neurônios na retina. Assim, o olho humano cria um campo elétrico que se move de acordo a posição. Por isso, eletrodos grudados no rosto podem captar e transmitir os sinais emitidos para uma placa receptora.

Se você acha que soa bastante simples, a empresa detalha todos os equipamentos utilizados e o design no site National Instrument.

A Waterloo Labs é um projeto da empresa de tecnologia National Instruments, localizada em Austin.

Microsoft vai investigar agressivamente o vazamento de "Halo: Reach"

De acordo com o site IGN, o vazamento de "Halo: Reach" por um grupo cyberpirata um mês antes do seu lançamento, vai ter "uma investigação agressiva" por parte da Microsoft.

A empresa emitiu um comunicado para o site dizendo que "estamos cientes das alegações feitas a respeito de uma falha de segurança relacionada com 'Halo: Reach' e estamos investigando agressivamente o assunto", disse um porta-voz.

"Halo: Reach" foi recentemente colocado no Xbox Live Marketplace para que jornalistas pudessem baixá-lo e analisá-lo, porém um grupo foi capaz de romper a segurança da Microsoft para fazer o download d o jogo. O grupo alega, no entanto, que não vai distribuir o título.

"Depois de vários cracks de arquivos .xex, etc, eu e a minha equipe conseguimos, temos 'Halo: Reach'," disse o líder grupo no fórum NeoGaf. "Não será lançado publicamente e não temos qualquer intenção de fazê-lo."

A Bungie, produtora do jogo, ainda não se manifestou oficialmente sobre o "roubo", mas moderadores colocaram um aviso em fóruns da empresa dizendo a todos para não colocarem informações antes do jogo ser lançado. Eles ainda aconselham os fãs que é melhor "desligarem-se dos fóruns da internet até o lançamento do jogo".

Spartans em guerra

A história de "Halo: Reach" se passa antes do primeiro game da série e mostra os acontecimentos descritos no livro "The Fall of Reach". O jogo explica a origem dos supersoldados Spartan, a mesma linhagem pertencente a Master Chief, protagonista original da série.

"Halo: Reach" é um jogo exclusivo para Xbox 360 e tem lançamento nacional marcado para 14 de setembro, dublado e com todos os menus em português do Brasil.

Melhores momentos do beta de "Halo: Reach"

Conheça 20 bons projetores para home theater

Semanalmente, recebo do respeitado site Projector Central, o primeiro a se dedicar exclusivamente a projetores de vídeo, uma lista dos dez melhores modelos com resolução Full-HD (1080p) e HD (720p). O ranking, chamados por eles de “popular home theater projectors”, considerou máquinas de até US$ 3.500 (nos EUA).

Confesso que sou um apaixonado por projetores de vídeo. Sonhava em ter um dia qualquer uma das Ferrari da Vidikron ou um “state of the art” da Barco. O tempo passou, e os gigantes de três tubos deram lugar aos modelos digitais – LCD, DLP e SXRD – bem mais compactos, fáceis de instalar e ajustar, além de serem capazes de se adaptar à maioria dos ambientes.

Ou seja, não é mais preciso ter uma sala imensa e totalmente escura para usufruir de um projetor. Sei que a maioria das pessoas prefere a praticidade de uma TV de tela fina. Mas se algum dia você pretende ter um home theater com tela realmente grande ou uma sala de cinema particular na sua casa, não deixe de conferir o desempenho de um bom projetor de vídeo numa revenda especializada.

Full-HD (1080p)

1 Panasonic AE4000

2 Optoma HD20

3 Epson PowerLite Home Cinema 8100

4 Mitsubishi HC3800

5 Epson PowerLite Home Cinema 8500UB

6 Sony BRAVIA VPL-VW85

7 BenQ W1000

8 Sony BRAVIA VPL-HW15

9 Vivitek H1080FD

10 Mitsubishi HC6800

HD (720p)

1 Acer H5360

2 Optoma HD66

3 Optoma HD65

4 Panasonic AX200

5 BenQ W600

6 Optoma HD600X

7 Panasonic AX200E

8 Epson Europe EH-TW450

9 Epson Europe TW700

10 Epson PowerLite Pro Cinema 810

Lembrando que todas essas marcas possuem distribuição oficial no Brasil.

Efeito iPad: vejam fotos do tablet Toshiba

E já que o fenômeno iPad veio para ficar, olhem só a imagem do tablet Smart Pad, da Toshiba. Não dá para ter certeza se este será mesmo o visual do produto, mas, segundo o Engadget, as fotos parecem reais e batem com as informações anunciadas pelo fabricante.

Reparem que as fotos abaixo mostram uma conexão HDMI e portas USB, que, de fato, já tinham sido prometidas pela Toshiba, juntamente com um leitor de cartão de memória. À direita, ficam quatro botões sensíveis ao toque. O sistema operacional é o Android.

Segundo o site Notebook Italia, o brinquedinho deverá ser apresentado oficialmente durante a IFA, o maior evento de eletrônicos da Europa. Este ano, mais uma vez, nossa equipe fará a cobertura da Feira, que vai acontecer de 3 a 8 de setembro na Alemanha.

Mulher britânica escreve trava-língua de 26 palavras no celular em apenas 25 segundos

Melissa Thompson, 27, conseguiu digitar a mensagem "the razor-toothed piranhas of the genera Serrasalmus and Pygocentrus are the most ferocious freshwater fish in the world. In reality they seldom attack a human" num celular em apenas 25 segundos.

Em português, a frase seria algo como "as piranhas de dentes afiados do gênero Serrasalmus e Pygocentrus são os mais ferozes peixes de água doce no mundo. Na realidade elas raramente atacam um humano".

Com o resultado, Melissa se tornou a nova recordista mundial em digitação de mensagens de texto. A marca anterior era 9 segundos mais lenta para a mesma frase.

Melissa utilizou o novo sistema de escrita do Galaxy S, último lançamento da Samsung. O método, chamado de Swype, permitiu que ela digitasse as palavras apenas deslizando os dedos pelas letras do teclado virtual até formar as palavras desejadas.

Ao jornal "Daily Mail", Melissa disse que costumava mandar cerca de 40 a 50 mensagens para o namorado Chris, mas diminuiu o ritmo desde quando foram morar juntos.

Melissa estava fazendo compras com seu namorado Chris Davies, 23, quando eles visitaram um estande da Samsung e ela foi convidada para tentar a sorte em quebrar o recorde.

"É um verdadeiro choque de descobrir que eu sou a digitadora mais rápida do mundo", disse ao jornal.

Transforme seu iPhone em uma mesa de pinball portátil

Jogar no iPhone é bacana? Pode ser, mas quem cresceu em meio a fliperamas e videogames tradicionais pode ter uma certa resistência à tela sensível ao toque e outras firulas. Uma opção é fazer o portátil da Apple voltar no tempo e funcionar como uma velha máquina de pinball: botões, alavancas, luzes piscando.

Isso é possível com o Magic Pinball, acessório em formato de mesa de pinball vendido por US$ 39,99 (cerca de R$ 70). Ele tem botões laterais e uma alavanca que simula o lançamento das bolas. Essa maravilhosa invenção também reconhece o acelerômetro do iPhone para que você aplique o efeito de "tilt" na mesa quando necessário.

De brinde, você recebe um jogo de pinball via iTunes que só funciona com essa mesa miniatura. Ela também é compatível com iPoud Touch e, pelo menos por enquanto, dispensa o uso de fichas - que talvez sejam necessárias na versão para iPad.

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Ataque insere códigos maliciosos em mais de 1 milhão de sites

De acordo com pesquisadores, ataque de injeção de SQL leva internauta para páginas com malware; partes do site da Apple foram atingidas.

Uma nova série de ataques de injeção de código SQL inseriu links para sites de malware e frames ocultos em mais de 1 milhão de páginas, incluindo partes do site da Apple, que promovem conteúdo para podcasts no iTunes.

Esses ataques de injeção de SQL, como são conhecidos, bombardeiam sites legítimos com comandos que adicionam links ocultos para sites de malware.

Embora esse tipo de ataque não seja raro, os crackers estão usando técnicas sofisticadas de ocultação dos comandos inseridos, dificultando o trabalho de detecção nas páginas.

O ataque foi descoberto pelo pesquisador de segurança Manuel Peláez. Eles baseiam-se em uma série de comandos SQL que tentam injetar iframes ("janelas" no site) com códigos HTML dinâmicos nas páginas. Esses iframes apontam para sites russos com malware, baixados automaticamente para o micro do internauta. Tudo isso acontece sem que o usuário perceba o que está acontecendo, porque os frames não aparecem no navegador.

"Esses ataques estão na ativa há um tempo e estão sempre mudando", disse Mary Landesman, pesquisadora da empresa ScanSafe, ao jornal inglês The Register.

Para se prevenir, a recomendação é manter o sistema operacional e o navegador sempre atualizados, além de usar um bom programa de segurança online, que avisa sobre o acesso a sites contaminados.

"The Sacrifice" é nova campanha para "Left 4 Dead" e "Left 4 Dead 2"

Durante o programa GameTrailers TV, Chet Faliszek, da Valve, revelou que "Left 4 Dead" e "Left 4 Dead 2" vão receber uma nova campanha por download intitulada "The Sacrifice". A data de lançamento não foi revelada, mas já é sabido que os usuários do serviço digital Steam, para PC e Mac, podem baixar o extra gratuitamente.

Em "The Sacrifice" um dos membros do quarteto de "Left 4 Dead" é deixado para trás para morrer. É possível escolher qual deles será sacrificado, e o evento em questão acontece antes do encontro do time do primeiro game com os sobreviventes de "Left 4 Dead 2", conforme mostrado no extra "The Passion", disponível para o segundo jogo.

Não foi dito se há mudanças na história de "The Sacrifice" para a segunda edição. Em decorrência da adição de mais armas e zumbis para "Left 4 Dead 2", o arsenal para os que participarem da campanha extra para esta edição será maior e, consequentemente, mais inimigos estarão no caminho.

Também foi anunciado que o download de "The Sacrifice" para "Left 4 Dead 2" adiciona o modo "No Mercy", disponível para o "Left 4 Dead" original.

Por fim, houve a revelação de que a produtora pretende lançar uma série de histórias em quadrinhos dividida em quatro partes para explicar os eventos de "The Sacrifice".

A volta dos que não foram

"Left 4 Dead" e "Left 4 Dead 2" são jogos de tiro em primeira pessoa para PC, Mac e Xbox 360 que têm como tema a luta pela sobrevivência. Ambos suportam até quatro jogadores, cada um controlando um personagem, e possuem diferenças nas armas e inimigos apresentados.

Veja o ataque dos zumbis em "Left 4 Dead 2"

Governo incentiva Anatel a transformar Banda Larga em serviço público

Está ganhando força na Anatel, com apoio da Casa Civil da Presidência da República, a ideia de incluir a internet nos contratos de concessão da telefonia fixa. A tese de usar a revisão quinquenal dos contratos do STFC para ampliá-los com comunicação de dados é defendida pela Superintendência de Serviços Públicos e ganhou respaldo do governo. O objetivo é transformar a banda larga em serviço público, sujeito a tarifa e metas de universalização.

Ainda em fevereiro, o caminho para a tarifação das conexões no atacado começou a ser explicitado - a Anatel aprovou o regulamento do Plano Geral de Metas de Universalização, chamado no setor de regulamento do backhaul. Nele, prevê que “os valores de comercialização da capacidade do backhaul pela concessionária para interligação de rede de acesso de prestadoras de serviços de telecomunicações serão estabelecidos em Ato específico da Anatel”.

Assustadas, as empresas – por meio da Abrafix – entraram com uma ação na Justiça Federal contra a ação da Anatel. Mas o objetivo do governo prossegue e foi admitido na semana passada, durante o 54º Painel Telebrasil, pelo coordenador dos programas de inclusão digital da Presidência, Cezar Alvarez. “O backhaul terá preço regulado”, disse Alvarez, para emendar com um aviso às operadoras: “Por favor, não calculem mal seus VPLs”, referindo-se ao Valor Presente Líquido, usado como referência para a fixação de custos.

Em março, o gerente geral de competição da SPB da Anatel, José Gonçalves Neto, admitiu à Proteste a intenção de incluir a comunicação de dados nos contratos do STFC. O processo de revisão quinquenal já começou e os novos documentos valerão a partir do próximo ano. A entidade de defesa do consumidor teme a consolidação do subsídio cruzado caso a medida avance – até ingressou com representação no Ministério Público contra a Anatel.

O fato, porém, é que o governo este incentivando essa alteração nos contratos da telefonia fixa. O próprio Alvarez deu uma pista na semana passada de como vai sustentar a ideia: quer utilizar o princípio da atualidade, previsto no Direito Administrativo e um dos balizadores de todas as concessões ou permissões de serviços públicos. A lógica é de que a voz não é mais o serviço relevante do setor de telecomunicações, sendo substituído pela banda larga.

“Com a transformação da banda larga em serviço público, a única questão é termos cuidado na fixação das metas”, afirma um integrante da Casa Civil muito próximo das negociações sobre essa mudança. O zelo faz sentido para que a transformação da internet em serviço público não vire um fardo – afinal, metas de universalização podem ser cobertas com recursos públicos.

A única “barreira” para o plano de transformar a telefonia fixa em concessionária da banda larga é política. É que já se fala em disputa entre a SPB e a Superintendência de Serviços Privados pela responsabilidade sobre a oferta de internet. A SPV tem uma proposta alternativa, que prevê a criação de um novo Serviço Móvel Multimídia.

A ressurreição do som quadrafônico

O som quadrafônico tem muitas nuances e qualidades que só a sua redescoberta poderá revelar. O formato está muito mais ao alcance do que se imagina.


No início da década de 1970, a reprodução do som por Lps ou fitas magnéticas passou por um período muito interessante e, por que não dizer, bastante “romântico”. Tentando sair das limitações do som estereofônico de dois canais e dar uma vida nova ao mercado musical, a indústria fonográfica lançou o som quadrafônico! Infelizmente, o formato entrou em colapso comercial, e lá pelo meio desta mesma década, desapareceu.

Durante a sua permanência no mercado, algumas gravadoras fizeram várias mixagens em quadrafônico, lançadas na época em Lp ou fita magnética, e depois as mesmas matrizes foram usadas para o lançamento de CDs. Já há algum tempo, sites de entusiastas em multicanal vêm se propondo a garimpar os títulos desses discos e depois montar uma lista, a partir da qual se pode pensar em sobre o que fazer para resgatar o sinal de fonte, para depois remasterizá-lo para uma mídia em formato de áudio multicanal mais moderno.

Essas listas são constantemente atualizadas, e os seus proponentes se dão ao trabalho de dizer de que forma elas podem ser aproveitadas nos dias de hoje. Assim, quem achava que o formato estava morto e enterrado há mais de trinta anos atrás se enganou redondamente.

Sinceramente, eu não creio que o usuário que gosta de música e de áudio faça isso por pura nostalgia. Na realidade, existe muita coisa desta época que ficou para trás sem ser devidamente explorada! E mesmo levando-se em conta o primitivismo do processo, comparado com os recursos de hoje, a observação da mixagem quadrafônica não deixa de ser fascinante. Os motivos são explicados a seguir:

O surround do quadrafônico é diferente!

O surround pós 1977 e pós 1992, usados principalmente para o cinema, baseiam-se na dispersão do som no ambiente e na localização e movimentação espacial de sons, na base de efeitos sonoplásticos, respectivamente. Mas, nas primeiras proposições de som multicanal os conceitos de surround eram muito diferentes.

O objetivo de se introduzir o som quadrafônico no lugar do estéreo convencional de dois canais é o de se obter o aumento da ambiência. Isso porque as melhores gravações estereofônicas são aquelas que dão uma sensação ao ouvinte do espaço físico onde o som foi gravado.

Na sala de concerto, o som dos instrumentos se dispersa em todas as direções e como conseqüência o ouvido humano ouve o som direto seguidos dos demais, que se refletem antes nas paredes do auditório, com um ligeiro retardo.

A diferença de percepção entre eles é o que determina a qualidade acústica do ambiente: alguns são mais vivos (com maior quantidade de sons refletidos) e outros são mais abafados, quando então a maior parte dos sons refletidos são absorvidos pelas paredes, como é o caso da maioria dos estúdios de gravação. É na recriação do primeiro desses ambientes que o som quadrafônico pode ser melhor percebido.

O som gravado com a ambiência correta permitirá ao ouvinte distinguir e apreciar em que tipo de local ele foi registrado. E embora seja perfeitamente possível recriar esta sensação de ambiência com a reprodução de apenas dois canais, o aumento para quatro canais, com a contribuição de reproduzir o som ambiente, não deixa de ser uma proposição mais atraente.

A idéia em si não é nova, mesmo na década de 1970. Entretanto, coube ao designer de áudio David Hafler propor um circuito passivo, com o uso de caixas traseiras, capaz de recriar a ambiência derivada de apenas dois canais estereofônicos. Este circuito, que leva o seu nome, circuito Hafler, pode ser construído por qualquer pessoa, com o uso de um ampificador estéreo, fios de alto-falantes e um par de caixas para a traseira da sala.

O mérito deste circuito é a sua simplicidade e relativo baixo custo. Para fazê-lo, liga-se o positivo de cada uma das caixas frontais aos positivos de suas respectivas caixas traseiras. E dentre estas, estende-se um cabo ligando-se os dois negativos. Só isso. Se o usuário quiser, poderá interpolar um potenciômetro em série, com o objetivo de nivelar o volume entre as quatro caixas:

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Ligação em série dos alto-falantes traseiros, no circuito Hafler original, mostrando a inserção de um potenciômetro entre os dois polos negativos dos mesmos.

O circuito Hafler funciona de forma surpreendemente eficiente. E serve, inclusive, para a reprodução de filmes gravados em Dolby Stereo, cujo princípio de funcionamento é semelhante ao das gravações quadrafônicas: sons idênticos e totalmente em fase entre os canais esquerdo e direito são reproduzidos no espaço central das mesmas, e são monaurais. Sons idênticos, porém fora de fase, são reproduzidos no campo espacial criado pelos canais traseiros esquerdo e direito.

O circuito Hafler alcançou enorme reputação entre aficionados, em função não só da simplicidade da sua construção, mas também pela qualidade do seu funcionamento. Ao audiófilo purista, é importante que o som das caixas frontais não sofra qualquer interferência das caixas traseiras. Para este tipo de ouvinte, a simples inserção de um canal central poderá determinar a deterioração da qualidade do som frontal, causada pela possibilidade de destruição da imagem e da reprodução desbalanceada de transientes, com a perda da coerência de fasamento e da localização precisa dos instrumentos ou das vozes. O circuito Hafler, entretanto, dispensa o canal central e permite a calibração de seus componentes, de tal forma que este efeito seja minimizado.

A matriz do som quadrafônico

Embora o ideal para o quadrafônico da década de 1970 era que ele fosse derivado diretamente de quatro canais discretos, de início isso só era possível com o uso de fitas magnéticas, o que foi feito comercialmente pela RCA, com o uso de cartuchos de oito trilhas, no nome comercial de “Quad-8”.

Símbolo padrão usado para a identificação da gravação e reprodução quadrafônicas.

Símbolo padrão usado para a identificação da gravação e reprodução quadrafônicas.

Para levar o quadrafônico ao Lp, bem mais popular que as fitas, a primeira proposição foi a do formato SQ (Stereo Quadraphonic), pela CBS. No Lp, a limitação mais evidente é a presença de apenas dois canais físicos, e assim desses era preciso derivar os outros dois. O formato SQ faz isso com a codificação dos canais traseiros nos da frente, porém 90º fora de fase. Sem a decodificação, o som estéreo é reproduzido sem o efeito surround, o que torna codificação compatível com os sistemas estereofônicos convencionais.

Formatos semelhantes apareceram a seguir, entre eles destacou-se o QS (Quadraphonic Stereo), proposto pela Sansui, numa tentativa de achar soluções de limitações do formato da CBS. O QS é o formato mais próximo do que se convencionou chamar na época de Regular Matrix, seguindo um modelo matemático diferente daquele proposto pelo SQ, e com uma performance alegadamente superior ao mesmo.

Outras variações de matriz foram estabelecidas por formatos como EV-4 (da Electro-Voice) e Dynaquad (da Dynaco). Em todos os casos, a adesão dos estúdios de gravação não foi a mesma, gerando grande indecisão na escolha do usuário pelo formato ideal e o seu equipamento de decodificação.

A mudança do matricial para o discreto

A mudança do quadrafônico em Lp, do formato matricial para o discreto (os quatro canais separados) só veio a partir da introdução do CD-4. Porém, esta mudança só ocorreu tarde demais, e trazendo com ela uma série de problemas. O CD-4 foi desenhado de tal forma a incluir os canais traseiros em faixas de freqüência extremamente elevadas, 45 a 50 kHz, tipicamente.

O CD-4 (Quadradisc) apresentou formidáveis desafios para a sua reprodução, já que a inclusão de alta freqüência em disco de vinil o deixa bastante vulnerável ao desgaste e à eventual destruição da informação gravada. O disco CD-4, por causa disso, não poderia ser tocado com agulhas convencionais, do tipo cônica ou elíptica. A solução foi redesenhar o “footprint” das agulhas para aprofundar o assentamento das mesmas no sulco dos discos. A agulha Shibata foi então introduzida para a reprodução de discos CD-4, mas com um custo ao consumidor bastante elevado.

Diferença de “footprint” entre agulhas fonográficas

Cônica

conica

Elíptica
eliptica

Shibata
shibata

O desgaste e o desaparecimento do disco quadrafônico

Embora haja hoje um consenso que muitos dos discos quadrafônicos soavam bem, até em reprodução estereofônica convencional, o fato é que, em meados do meio da década de 1970 o formato desapareceu do mercado. É possível que a cultura da época tenha impedido a sua adoção pela massa que consumia Lps, ou talvez que não fosse ainda o momento para adoção e instalação de som multicanal dentro de casa.

Mas, outras causas óbvias podem também serem apontadas: primeiro, porque não houve um consenso entre as gravadoras na escolha de um formato específico para o consumidor. Segundo, os formatos matriciais, na forma de Lps, acabaram revelando as suas limitações, como por exemplo, uma separação pobre entre a frente e os canais traseiros (cerca de 3 dB apenas), o que tornava quase nula a correta percepção da ambiência. E terceiro, pela necessidade de aprimoramento do sistema com um investimento mais alto, como foi (e ainda é) o caso das cápsulas dotadas de agulhas Shibata. E aí, quando se chega ao nível de custo do áudio esotérico, o mercado de massa desaparece como que por encanto!

A ressurreição do quadrafônico

Não é preciso ser nenhum expert em áudio, para se poder dar conta dos méritos da proposta do som quadrafônico. E como hoje em dia, qualquer pessoa que monta um home theater, com som multicanal embutido e a custo relativamente mais baixo do que anteriormente, a ressurreição do som quadrafônico e/ou a revisita a antigas matrizes é lógica e intuitiva, além de excitante para os ouvidos.

Com os recursos atuais de reprodução não há mais o que temer quanto às limitações anteriormente citadas, nem quanto ao desgaste das mídias, fitas ou Lps, experimentadas pelos seus antigos usuários.

O processo de recuperação de uma gravação quadrafônica pode ser feito até em discos de vinil bem conservados. Entretanto, para que o trabalho esteja de acordo com os padrões de dinâmica atuais, os melhores resultados têm sido obtidos a partir de CDs remasterizados a partir de matrizes quadrafônicas.

Os projetos dos usuários

Basta dar uma percorrida por fóruns diversos pela Internet, para se perceber a engenhosidade do aficionado. Ele faz o que as gravadoras deveriam estar fazendo! A descoberta da codificação original em quadrafônico é seguida em listas permanentemente atualizadas. E, a partir da edição regular em CD, procede-se a uma reconstituição minuciosa dos originais.

Esta reconstituição é possível porque os discos foram feitos a partir das matrizes em fitas analógicas já codificadas. Com isso, basta saber que tipo de codificação é esta, o que, convenhamos, não é difícil, pelo fato histórico das gravadoras terem escolhido tipos específicos de formatos e editado todos os seus discos Lps somente desta maneira.

A manutenção da codificação quadrafônica em CD só não é factível para o CD-4 ou outros formatos discretos. Com os formatos matriciais, o efeito é idêntico ao dos respectivos Lps Quad. Estes CDs podem ainda serem tocados com um decodificador apropriado, caso haja algum disponível. Para torná-los disponíveis a um maior número de usuários, a solução é a separação prévia do áudio no computador e depois remasterizar o resultado para um disco multicanal, utilizável em qualquer home theater.

Basicamente o que é feito por usuários é a reversão da codificação matricial e a separação em quatro canais distintos. O processo é conseguido com o uso de programas de processamento de áudio e filtros de rotação de fase. Existem scripts já prontos, montados por pessoas experimentadas, mas o processo pode até ser feito manualmente, quando se conhece os passos do que deve ser feito.

Depois de separar os quatro canais, resta a escolha do formato multicanal mais adequado. O formato de eleição, para um trabalho simples e objetivo, é o CD em DTS. Este tipo de disco vinha sendo fabricado desde a década de 1990, e necessita hoje apenas de um leitor de CD, DVD ou Blu-Ray com uma saída ótica ou coaxial, que é conectada a um decodificador DTS apropriado.

A preparação do DTS-CD é feita por um programa específico, e a partir daí pode-se produzir uma imagem, que pode ser queimada em um CD-R. O DTS é um formato 5.1, mas no caso apenas os quatro canais originais do quadrafônico são reproduzidos. A passagem para o DTS não provoca perda significativa, em relação ao PCM usado no CD. Por questões de obediência ao chamado “redbook”, a freqüência de amostragem é mantida em 44.1 kHz em todos os canais.

Os resultados deste tipo de trabalho, se o leitor quiser avaliá-los por si próprio, podem ser baixados dos arquivos disponibilizados pelos seus usuários, para peças de Stravinsky ou Débussy, antes que os links desapareçam! Para queimar um CD-R/RW, pode-se usar o programa IMGBurn, gratuito e altamente recomendável para este e outros fins.

O projeto da Pentatone

A Pentatone é um selo de audiófilo, criado por três executivos da extinta gravadora Philips, na Holanda. A antiga gravadora supriu, durante muitos anos, uma série de discos com o selo Philips Classics, com excelente qualidade de áudio. As suas matrizes quadrafônicas pertencem ao Decca Music Group, tendo sido licenciadas para reedição na Pentatone.

Para a Pentatone, todas as matrizes quadrafônicas desta época são submetidas a um tratamento “vip”: cada canal é transformado em DSD (Direct Stream Digital), e depois mixado sem alterações em um disco SACD híbrido. O processo é chamado de RQR (Remastered Quadro Recordings).

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A vantagem do processo é óbvia: as fitas matrizes são originais de estúdio sem qualquer tipo de codificação quadrafônica, apenas a mixagem se refere ao formato. A passagem para DSD ocorre, portanto, bem antes de se obter qualquer perda ou inconsistência causadas pela codificação. E finalmente, o DSD permite uma amostragem na conversão analógico-digital que nenhum outro processo consegue, preservando da melhor maneira possível os canais originais.

A reprodução dos quatro canais do SACD pode ser feita exatamente como se o mesmo fosse um disco quadrafônico, com a eliminação implícita do processo de decodificação e todas as suas mazelas. O resultado é a descoberta, pelo ouvinte, da excelência do trabalho de captura do áudio feito na década de 1970. Embora o SACD estenda a capacidade de audição para 5.1 canais, somente os canais quadrafônicos são transcritos.

A audição do som quadrafônico

Para quem nunca ouviu quadrafônico, é possível ficar sem saber como ele soa e se o setup de áudio na reprodução está correto. É bom que se diga que a primeira coisa que se percebe na reprodução quadrafônica é o aumento do espaço de audição!

Amplificador quadrafônico Sansui modelo QS-1 (foto cedida por cortesia do Dr. Carlos Fernando Blanco).

Amplificador quadrafônico Sansui modelo QS-1 (foto cedida por cortesia do Dr. Carlos Fernando Blanco).

Tomando-se, inicialmente, como base a formação da orquestra sinfônica, com violinos à esquerda, percussão ao centro, e metais e violoncelos à direita, a reprodução quadrafônica correta não pode destruir a imagem dos diversos instrumentos dispostos ao longo das caixas acústicas frontais. Em outras palavras, o ouvinte tem que ser capaz de localizar esses instrumentos no espaço, tal qual uma gravação estéreo convencional.

A diferença, neste particular, entre dois e quatro canais, é a percepção neste último de um alargamento do palco frontal. Uma vez que sons mais à esquerda “vazam” para o canal surround esquerdo, o mesmo acontecendo do lado direito, porém com a reprodução atrás com amplitude menor do que a da frente, haverá uma tendência de se perceber uma interposição de sons nas laterais da sala. A propósito: proposição de reprodução idêntica foi adotada para a decodificação de programas estéreo convencionais, pela Dolby, no processamento do Dolby ProLogic II/IIx, já comentados anteriormente nesta coluna.

Em gravações com mixagem de música popular, particularmente as de rock progressivo, será possível ouvir instrumentos localizados nos canais traseiros, ora de um lado, ora de outro. Um exemplo deste tipo de mixagem está contido na versão quadrafônica de Tubular Bells, de Mike Oldfield, original de 1973, lançada em SACD híbrido, alguns anos atrás.

De entusiastas para entusiastas

Eu confesso que, desde que eu me entendo por gente, eu nunca notei grande interesse por áudio, pela maior parte das pessoas com quem convivi, e às vezes até mesmo por música. Muito embora a cultura das famílias antigas tenha sido a de oferecer a seus filhos algum tipo de educação musical, como aulas de piano, por exemplo, ela não se traduziu necessariamente no interesse específico da audição dentro de casa. Em outras palavras, me parece até hoje que o interesse por áudio começa pelo interesse por música, mas a recíproca não é verdadeira!

Em anos recentes, foi fácil perceber que o que mais atrapalhou o mercado de massa em se envolver com áudio é a enorme parafernália de equipamentos e formatos, gerando confusão e principalmente desvantagem financeira. Muitas pessoas que eu conheço tiveram enorme dificuldade de passar do Lp para o CD, e já nesta época (circa década de 1980) a indústria fonográfica fora dos grandes centros custou a decolar num formato caro de um disco novo, que muita gente desta área achava desnecessário ou dirigido para uma elite de consumidores.

E nem mesmo depois do virtual abandono do Lp as coisas melhoraram. Na década de 1990, com a introdução do DVD, do DAD (DVD com música em 96 kHz/24 bits), e depois na virada do século, com o SACD e o DVD-Audio, o consumidor continuou confuso, e sem entender o porquê de tantos formatos, para uma coisa só, que é “apenas” ouvir música. E se, no caso, o ouvido do usuário não for muito seletivo, é compreensível que qualquer formato portátil resolva. Daí se pode entender o espalhamento de áudio em AAC ou MP3, para citar alguns, durante os anos que se seguiram.

Em vista disso, tudo era de se esperar que o áudio e a audiofilia como um todo fossem esquecidos e enterrados, mas não é de forma alguma a realidade que se vê. Certamente, que o nicho de antes continua existindo, mas eu creio que, via Internet, as comunidades de entusiastas antes isoladas passaram a ter câmara de ressonância para discutir seus hobbies e tomar iniciativas para o seu cultivo e manutenção.

Talvez essa tenha sido uma forma de sobrevivência à ameaça de extinção da indústria fonográfica. Ao longo das últimas décadas, as grandes gravadoras e as grandes cadeias de lojas de discos desapareceram, tornando este tipo de comércio ainda mais virtual.

A premência de readaptação compeliu e ainda compele os entusiastas em tornar disponíveis novamente gravações que, por direito autoral, não lhes pertencem, mas que deixaram de ver a luz do dia e foram engavetadas em algum depósito, pelos seus legítimos proprietários.

A iniciativa do usuário é, por isso mesmo, ironicamente libertária, reprocessando material gravado cujas gravadoras se desinteressaram em disponibilizar novamente, por motivos de falta de mercado.

É possível que, num futuro mais à frente, esta realidade mude completamente outra vez. Pessoalmente, eu não vejo sentido em não se colocar à venda discos que podem ser facilmente reproduzidos com os equipamentos que qualquer um tem em casa. Mas, talvez o futuro seja mesmo o dos estúdios independentes, cujo menor custo de produção, poderá, quem sabe, reverter o desinteresse do mercado.

Se isso não acontecer, resta ainda a chance de manter vivo o interesse do consumidor que gosta de música e de áudio, e não se importa de gastar um pouco mais por ela.