Segundo projeto, companhias poderiam pagar multa de até 381 mil dólares caso acessassem perfis dos candidatos em redes como o Facebook.
A Alemanha pode ser o primeiro país a proibir que empresas utilizem as redes sociais para buscar informação sobre candidatos disputando uma vaga de emprego.
De acordo com o projeto de lei ainda não discutido pelo Parlamento local, o objetivo é proteger a privacidade das pessoas enquanto estão participando de um processo seletivo.
Se aprovada, a lei seria adotada para redes sociais populares no país como o Facebook, schülerVZ, studiVZ e StayFriends.
No entanto outras mídias como Xing e LinkedIn ainda poderiam ser usadas, já que são voltadas para perfis profissionais.
"As informações acessíveis ao público em geral na web poderão se acessadas pelas corporações, exceto as disponíveis nas redes sociais”, disse Philipp Spauschus, porta-voz do Ministério do Interior, instituição federal da Alemanha.
“O objetivo é vetar que informações privadas tornem-se públicas” disse Spauschus.
Por outro lado, o representante ressaltou que poderá ser difícil fiscalizar o cumprimento da lei.
"A medida pode ser difícil de aplicar, no entanto, espera-se que os gestores – como todas as outras pessoas – cumpram a lei", afirmou.
Segundo o projeto, as companhias que não respeitarem as regras pagariam uma multa de até 381 mil dólares.
A Alemanha tem sido agressiva ao analisar serviços na internet devido às rigorosas leis de privacidade do país. A atual política é um reflexo da intensa vigilância secreta do governo durante o regime nazista.
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