sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Arábia Saudita bloqueia funções do BlackBerry

O governo da Arábia Saudita cumpriu, nesta sexta-feira (6), a ameaça de veto ao sistema de mensagens do BlackBerry.

Segundo o jornal "Bangkok Post", os sauditas afirmaram que não conseguiam usar o serviço por volta do meio-dia (6h, em Brasília).

Divulgação
Crédito: Divulgação Legenda: O BlackBerry Torch 9800, com lançamento anunciado para 12 de agosto pela Research in Motion, fabricante do smartphone
O novo BlackBerry Torch 9800, que será lançado neste mês; smartphones da RIM enfrentam bloqueio na Arábia Saudita

Segundo a Reuters, entretanto, a RIM (Reseach In Motion), fabricante do smartphone, e o governo têm feito progresso em suas negociações sobre a rede de segurança do aparelho.

"A RIM demonstrou, na quinta, um grau de flexibilidade que não existia nos últimos três meses. Está havendo progresso", afirmou uma fonte à Reuters.

O governo canadense também afirmou que negociará com Arábia Saudita e Emirados Árabes --que também já anunciaram intenção de veto ao aparelho-- para definir a questão, que pode prejudicar o crescimento da RIM, maior exportadora do país na área de tecnologia.

A empresa enfrenta pressão para abrir sua rede de segurança para os governos de alguns países. A lista dos países que fazem a exigência que, segundo eles, é em nome da segurança nacional, vem aumentando nos últimos dias.

Além de Arábia e Emirados, a Índia também está em negociações da companhia, e, segundo agências de notícias, tanto o Líbano quanto a Argélia estão estudando a situação e podem se unir à lista.

A secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton afirmou que os EUA também discutirão o assunto com os países que ameaçam o veto.

"Sabemos que há uma questão de segurança, mas também há o direito legítimo do acesso livre à informação. Então, acredito que estaremos focando ambas as questões enquanto progredimos nas discussões", afirmou ela.

As ações da RIM caíram aproximadamente 2% na última quinta-feira (5), e 9% desde que os Emirados Árabes ameaçaram o veto, no último dia 1º.

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