Cada marca tem uma necessidade própria, mas acredito firmemente que há três pilares no qual deva se sustentar suas iniciativas.
Marketing de busca
Foi o grande responsável pela retomada do crescimento da publicidade online, no período pós-“bolha” e hoje é responsável por metade do faturamento publicitário no mercado norte-americano.
Os sites de busca, como ressalta John Batelle no seu livro já clássico e obrigatório A Busca, são um database de intenções, onde as pessoas voluntariamente expressas seus desejos. Por isso, os resultados são bastante impressionantes para a publicidade.
Foi o SEM (search engine marketing) que pavimentou a consolidação das campanhas de performance e popularizou expressões como ROI (return on investment) até então restrita ao mercado de varejo.
No Brasil o mercado ganhou forte impulso com a abertura do escritório local do Google no segundo semestre de 2005. Com a popularização dos acessos via celular, a busca ganha um fôlego extra, já que terá papel predominante em buscas locais através de geolocalização (“o que tem perto de mim?).
Redes sociais
Esqueça a expressão “fazer um viralzinho”. Com a explosão do Orkut a partir de 2005 e mais recentemente a popularização do YouTube, Facebook e Twitter , as mídias sociais ocupam papel de destaque em qualquer estratégia de comunicação.
Os ambientes mencionados hoje são fonte inesgotável de informações sobre seus consumidores, concorrentes e até mesmo sobre a saúde do seu negócio. Aquele comercial bacana que você viu na TV? Corra para o Youtube para revê-lo e enviar aos amigos, que provavelmente já estarão comentando sobre ele no Twitter ou já terão criado uma comunidade no Orkut.
Repense sua estratégia de hot sites, já que uma “Fan Page” no Facebook pode dar muito mais visibilidade e gerar interação muito maior com seus consumidores. Mas lembre-se: nem tudo são flores, já que você precisa estar preparado para lidar com críticas, por isso é fundamental não só monitorar o que acontece nesses ambientes, mas também ter uma estratégia de relações públicas adaptada aos novos tempos.
Mídia visual
A tal da mídia gráfica (odeio esta expressão…) ou display media passa por uma nova revolução. Já abordei aqui neste espaço temas como ad exchanges, ad networks, real time bidding.
O banner mudou, evoluiu e hoje ganha ares de estrela com estas novas tecnologias, que permitem uma compra de mídia muito mais eficiente. A popularização das conexões de alta velocidade incitam os veículos a trabalhar com formatos mais arrojados, com destaque a peças que exibem vídeos, por exemplo.
Tanto a criação quanto a capacidade de medir resultados evoluiu, está mais simples e proporciona melhores resultados. Lembre-se: uma boa campanha visual é um grande gerador de conversa nas redes sociais e faz o volume de busca crescer consideravelmente. Nada substitui o impacto visual na criação de lembrança de marca na cabeça dos consumidores.
Com a fragmentação das audiências sua estratégia deve ir além dos portais – que sem dúvida oferecem um alcance imbatível – e atingir os consumidores com menor dispersão, em sites verticais ou regionais.
Novas ferramentas permitem campanhas cirúrgicas que, combinadas com os dados coletados em seu ambiente próprio – site, loja, fan page, canal do YouTube, etc- garantem resultados muito mais eficientes.
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