quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Escassez de talento é preocupação para 71% dos CEOs locais

Para os próximos três anos, 50% dos executivos apontam a escassez de talentos como fator crítico.

A falta de mão de obra capacitada está preocupando mais os presidentes das companhias do que a adoção de tecnologias para aproveitar as oportunidades com o aquecimento da economia. A constatação é da pesquisa global CEO Study 2010, realizado pela IBM com 1,5 mil empresas, de 33 setores em 60 países, sendo 66 delas brasileiras.

No Brasil, a escassez de talentos é apontada por 71% dos entrevistados. Um número que fica acima da média mundial do estudo, de 58%.

Ao serem questionando sobre os fatores externos que mais vão impactar o crescimento da empresa nos próximos três anos, 50% dos CEOs brasileiros apontaram a competência de pessoas, enquanto que a média global ficou em 37%.

Segundo avaliação lider de serviços em consulotoria da IBM para América Latina, Ricardo Gomez, que conduziu o estudo, os CEOs temem que aconteça um apagão de profissionais no mercado, o que fez com que essa questão passasse a fazer parte do plano estratégico das companhia.

"A falta de mão de obra especializada ganhou mais visibilidade do que a TI, porque muitas empresas já estavam avançadas nessa área e têm bom desenvolvimento tecnológico", explica Gomez, que complementa: "A TI é importante, mas as companhias podem comprá-la, os talentos não."

Liderança
Os CEOs também revelaram que para obterem sucesso no novo cenário econômico precisam ter lideranças criativas, voltadas a estimular as equipes, assumir riscos calculados e com um perfil inovador.

Também entre os requisitos esperados dos líderes está a habilidade de tomar decisões rapidamente, bem como buscar formas alternativas de relacionamento com os clientes.

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