sexta-feira, 1 de outubro de 2010

52% das empresas confiam na terceirização da segurança

Levantamento da PwC, com mais de 12 mil executivos, revela que cerca de 30% das organizações priorizam a terceirização dos recursos. Em 2009, a taxa era de 18%.


Os gestores das áreas de TI e negócios reconhecem que eles não têm a equipe ou o conhecimento para asssegurar seus dados internamente, sem a ajuda de especialistas. Pelo menos, essa é uma das constatações do mais recente estudo global sobre segurança da informação, realizado pela PriceWaterhouseCoopers, em parceria com as revistas CIO e CSO.

No estudo deste ano – que está em sua oitava edição –, dos 12.847 executivos que responderam ao questionário, mais da metade (52%) disse que os fornecedores de serviços terceirizados, ou MSSPs (Manager Security Service Providers), são fundamentais na estratégia de segurança da informação de suas empresas. Enquanto que 19% citaram que provedores terceirizados são relativamente importantes.

O levantamento aponta ainda que mais de 30% das organizações citadas colocam a terceirização de parte ou de todas as funções de segurança como uma prioridade para os próximos 12 meses. O número fica bem acima do estudo realizado há um ano, quando o mesmo volume era de 18%.

Para o principal especialista da divisão de serviços da PriceWaterhouseCoopers, Mark Lobel, o aumento do interesse em terceirizar a segurança está relacionado a uma visão mais estratégica dos departamentos de TI. “O custo de fazer um mau trabalho dentro da empresa é menor do que o valor cobrado por um fornecedor, mas o custo de realizar uma boa segurança internamente é muito mais alto do que o de contratar um provedor externo”, avalia Lobel.

Ainda de acordo com o levantamento, 32% dos entrevistados disseram que utilizam terceiros para ajudá-los a estabelecer padrões e políticas de segurança. Além disso, 24% terceirizam os procedimentos para gestão centralizada da segurança da informação.

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