terça-feira, 19 de outubro de 2010

Google encerra contrato com sete agentes de publicidade na China

O Google informou nesta terça-feira que a rescisão de contratos com sete empresas chinesas de revenda de publicidade será efetiva em 27 de outubro, e analistas dizem que a empresa de pesquisa on-line chinesa Baidu será beneficiada.

O Google, que passou por diversos obstáculos operacionais desde sua disputa com Pequim no início deste ano, disse no final de setembro que poderia encerrar os contratos com as sete empresas na China, sem dar uma razão específica.

"A carta foi enviada e eles em 27 de setembro. Demos a notícia a eles com um mês de antecedência", disse a porta-voz do Google Cindy Qin, confirmando que o fim dos acordos acontece em 27 de outubro.

"Esperamos encontrar novos revendedores para parcerias para que possamos oferecer um serviço ainda melhor para nossos anunciantes", disse Qin.

O Credit Suisse estimou em relatório na segunda-feira que os sete distribuidores de anúncios contribuíram com 1,5 bilhão de iuans (US$ 226 milhões) na receita bruta do Google na China no ano passado, ou cerca de 40% do total.

O Baidu é o líder em serviços de busca na internet na China, com mais de 70% do mercado em receita.

ELOGIOS

Hoje, o responsável de vendas da empresa no país asiático, John Liu, declarou que a China representa para o Google um mercado "único" da internet no mundo, em uma conferência tecnológica em Pequim.

Liu evitou fazer comentários sobre a polêmica entre o buscador americano e o governo chinês no começo do ano por conta da censura de conteúdos e da pirataria cibernética.

O vice-presidente do Google ressaltou que a empresa vai apostar na colaboração com as firmas chinesas.

"Estamos tentando oferecer nossos melhores serviços às companhias", expôs Liu, quem destacou a importância das pequenas e médias empresas no setor tecnológico da China. "Todo mundo pode ser um cliente, um fornecedor, um concorrente e até um sócio."

Ele vaticinou um "novo cenário de competitividade" numa internet que se expandirá em quantidade, pelo aumento exponencial de usuários, e em qualidade, pela melhora dos conteúdos.

Liu previu que, em dez anos, se multiplicará o número de internautas no mundo, do atual 1,8 bilhão para 5 bilhões de pessoas, muitos deles procedentes de potências emergentes.

A China já possui 400 milhões de usuários, mas a taxa de penetração da rede chega a apenas 25% da população, quando nos países desenvolvidos ronda os 70%.

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