Aparelho T-Mobile G2 reinstala aumaticamente o sistema operacional original a qualquer sinal de modificação.
Um dos principais atrativos do Android, o sistema operacional para smartphones desenvolvido pela Google, é o fato de que ele é “aberto”: o código-fonte está livremente disponível, o que leva entusiastas a criar versões modificadas do sistema operacional que contém recursos e otimizações não disponíveis nas versões oficiais.
Para instalar estas versões modificadas é necessário o “root”, ou seja, acesso irrestrito ao sistema operacional do aparelho. O processo varia de aparelho para aparelho (descrevemos alguns métodos em um artigo recente), mas, até o momento, todo smartphone Android podia ser “rooteado” de alguma forma.
Infelizmente isto está mudando. Usuários do fórum XDA-Developers descobriram que o T-Mobile G2 (fabricado pela HTC), que entrou à venda hoje nos EUA, tem uma proteção contra o root. O aparelho reinstala o sistema operacional original do aparelho caso seja detectada alguma modificação nos arquivos do sistema, como a realizada pelo processo de root.
A discussão sobre o HTC G2 no XDA-Developers já tem 40 páginas, ainda sem solução, e todos os métodos de root conhecidos falharam. O “novo recurso” é particularmente controverso se levarmos em conta que o HTC G1, o primeiro Android a chegar ao mercado, era facilmente modificável.
Este é o segundo Android “anti-root” a chegar ao mercado. O Motorola Droid X contém um sistema batizado de “eFuse”, que faz com que o aparelho se recuse a “dar boot” se uma ROM modificada por detectada. O smartphone só volta a funcionar se o software original da Motorola for reinstalado.
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