quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Vitória do Bing sobre o Yahoo pode ser um marco para o mercado de buscas

Mecanismo de pesquisa da Microsoft, o segundo mais utilizado pelos americanos, vê o Google mais próximo após ultrapassar o Yahoo.

A vitória do Bing sobre o Yahoo nos Estados Unidos não deve ser surpresa para quem vem acompanhando o mercado de buscas. No entanto, a marca é simbólica para um mecanismo de pesquisa que tem pouco tempo de vida e cujo maior objetivo é conquistar uma parte do bolo publicitário que o Google controla.

Agora, com o Yahoo fora do caminho, de acordo com o último estudo da Nielsen – segundo comScore e Hitwise ele ainda é o segundo colocado - o plano da Microsoft de fazer com que seu serviço chegue, ao menos, próximo do Google parece um pouco mais realista. O Bing, junto ao MSN e o Windows Live, foi o responsável por 13,9% das buscas feitas no mês de agosto pelos americanos, um crescimento de 30% em um ano. O Yahoo teve 13,1% - queda de 18% em relação a 2009 – e o Google manteve praticamente estático seu domínio, com 65,1% de participação.

Ultimamente, no entanto, a competição só tem se tornado mais interessante à medida que inspira os rivais a criarem novos recursos e serviços. A batalha, na verdade, ocorre em três campos:

Pesquisa convencional
O novo recurso do Google, sua busca em tempo real, que mostra os resultados ao mesmo tempo que se digita os termos, é um ótimo exemplo de como as empresas pretendem diferenciar seus serviços. Atualmente, devemos admitir que, se desconsiderarmos a interface, os mecanismos de pesquisa são muito semelhantes. Há um ano, um programador independente desenvolveu uma solução para o Bing que faz o mesmo que a novidade do Google; será que a Microsoft pretende incorporar algo parecido ao seu produto, ou pensa que não vale pena imitar seu rival?

Pesquisa em dispositivos móveis
A companhia de Mountain View tem uma boa vantagem nessa área por ser o mecanismo de pesquisa padrão tanto no iPhone quanto, como não poderia deixar de ser, no Android. A Microsoft vem tentando equilibrar o jogo ao oferecer aplicativos do Bing para essas plataformas, mas sabe que o que poderá ajudá-la, de fato, é o lançamento do Windows Phone 7. Enquanto isso não ocorre, tenta contornar a situação com, por exemplo, a parceria com a Verizon, que tornará o Bing o buscador principal do novo celular da Samsung, o Facinate, que, ironicamente, porta o sistema operacional da Google.

Recursos
Usar diferentes mecanismos para os diversos serviços que interessem ao usuário pode ser sofrível. Por isso, tanto o Bing como o Google dispõem de recursos paralelos, como mapas, imagens e outras buscas personalizadas. No último mês, a companhia de Mountain View incluiu em seus resultados a movimentação de redes sociais como Twitter e Facebook, enquanto que a Microsoft renovou seu sistema de mapas. Em junho, inclusive, o Bing passou a oferecer músicas e vídeos em streaming em seu portal.

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