quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Cibercrimes preocupam autoridades de segurança no Reino Unido

Para o setor, a propriedade intelectual, comercial e militar está sendo roubada, prejudicando os cidadãos e demais instituições.

Depois de ser saudada como um salvação à economia, a Internet está prestes de se tornar uma ameaça para a futura prosperidade do Reino Unido e de seus aliados, declarou Iain Lobban, diretor da agência de segurança Government Communications Headquarters (GCHQ).

"Detectamos 20 mil e-mails maliciosos dentro dos sistemas do governo a cada mês. Destes, cerca de mil são direcionados especificamente para infectar e se infiltrar em nossos serviços", disse Lobban.

Para ele, a propriedade intelectual, comercial e militar está sendo roubada em "grande escala". Os cidadãos estão sendo atacados em troca de ganhos econômicos e a infra-estrutura fundamental do país está sendo ameaçada. Além disso, segundo avaliação dele, a tecnologia de segurança e as políticas atuais não estão prontas para enfrentar o estágio atual de cibercrimes, comentou.

"O ciberespaço é disputado a cada dia, cada hora, cada minuto, cada segundo", comentou o líder.

Como resultado, alguns projetos voltados para a realização de transações na web terão de ser repensados e a infra-estrutura de segurança totalmente redesenhada.

O discurso ocorreu apenas alguns dias antes do secretário de Relações Exteriores, William Hague, definir os planos do governo britânico para proteger o ciberespaço.

"Essa ideia de que os serviços do Reino Unido enfrentam apenas mil e-mails maliciosos por mês é o mínimo de algumas estimativas, que incluem apenas ataques conhecidos. No entanto, é provável que o Reino Unido esteja mais protegido que a maioria dos demais países", comentou o diretor.

Lobban também citou a intenção de formar parcerias entre diferentes setores da área de tecnologia, desde empresas até as universidades, fornecedores e governos nacionais.

Entretanto é mais fácil dizer isso do que propriamente sanar deficiências estruturais, como as obsoletas arquiteturas de segurança dos PC, que aumentam a vulnerabilidade a botnets, por exemplo.

(John E Dunn)

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