As vendas mundiais de computadores pessoais cresceram mais devagar que o esperado no 3º trimestre, de acordo com dados setoriais, prejudicadas pelo baixo consumo nos Estados Unidos.
O comércio do segmento subiu 11%, para 89,7 milhões de unidades, no período de julho a setembro, de acordo com o grupo de pesquisa IDC. Isso ficou abaixo de sua projeção de 13,5% para o período.
O grupo de pesquisa Gartner estimou, por sua vez, que as vendas de computadores cresceram 7,6%, em termos de volume, ante projeção de 12,7%.
Embora as empresas tenham continuado a investir e a atualizar seus computadores, a hesitação dos consumidores resultou em uma temporada morna de volta às aulas nos EUA.
O mercado se recuperou em setembro, mas isso não bastou.
A IDC informou que o crescimento nos EUA foi de 3,8%, bem abaixo de suas expectativas de quase 11%. As demais regiões atingiram o crescimento projetado, em linhas gerais.
"Julho e agosto foram meses horríveis", disse David Daoud, analista da IDC.
As companhias de maiores vendas, Hewlett-Packard, Acer e Dell, apresentaram desempenhos inferiores à média do mercado no terceiro trimestre, de acordo com a IDC.
Daoud acrescentou que "houve fatores psicológicos envolvidos, com o lançamento do iPad pela Apple e pessoas esperando a chegada de novos produtos ao mercado. Tudo isso contribuiu".
O iPad, um computador portátil semelhante a uma prancheta e com tela de 10 polegadas sensível a toques, prejudicou as vendas dos netbooks mais baratos, que vinham atraindo demanda robusta nos últimos anos, segundo os analistas.
Os dados sobre computadores no terceiro trimestre não incluem vendas do iPad e de outros tablets.
A IDC previu alta de 7,4% nas vendas mundiais de computadores no quarto trimestre.
A HP, maior fabricante mundial de PCs, teve o mais fraco desempenho entre os grandes fornecedores, prejudicada pelo baixo consumo nos EUA e uma queda das vendas na região Ásia-Pacífico.
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