Depois do SearchLabs realizado em julho dessa ano, o Brasil foi chamado de booming market for SEOs em várias matérias ao redor do mundo. Booming market significa, literalmente, um mercado que está bombando. Como resultado, as empresa estão sedentas, carentes de profissionais para realizar o trabalho de otimização de sites para buscadores, como Google, o Bing e o… (segredo).
Os salários começam em 2 mil reais, dependendo do empregador, e chegam fácil à casa dos cinco mil. Mas, onde estão essas vagas que não se encontram em jornais, ou em sites de RH? Elas estão nos eventos, com o TchêSEO, planejado para acontecer no dia 23 em Novo Hamburgo, no RS e organizado por um profissional de SEO que encontrou seu lugar de trabalho justamente em uma dessas convenções. Juliano Torriani, consultor de search da AO5 e idealizador do TchêSEO, conta porque esse tipo de emprego não é divulgado abertamente: “Quem contrata quer mais que receber um cv. Quer olhar na cara do candidato, perceber se ele tem o feeling necessário para função”.
Pouco antes de conversar com Torriani, estive no CoéSEO, no Rio de janeiro, com mais uma boa centena de profissionais de internet e lá também ecoou forte a mensagem: falta mão de obra. Sabendo do valor dos eventos de search como plataforma para angariar bons profissionais, Torriani emenda “se o candidato se deu o trabalho de vir até um congresso ou a uma palestra sobre search, já é um excelente sinal. Mandar email todo mundo sabe. Acontece que a função de analista SEO (jr. ou pleno), de Linkbuilder, ou de redator de conteúdo, demanda mais que um clique. É preciso ser proativo e é esse tipo de gente que vem aos eventos”.
Empresas que procuram por profissionais e não sabem onde encontrar:
É comum os candidatos se sentirem inseguros, podem achar que não sabem tudo e, portanto, não são elegíveis para a função. Quer saber? : Não é preciso saber tudo. É claro que se você nunca viu um código HTML e ainda se confunde com URLs, links e trava na hora de apertar o botão direito do mouse, é melhor procurar outra função. On the other hand, quem tem boas noções de programação e compreende a rede de informações entre o conteúdo de paginas ou tem um pouco de intimidade com ferramentas de mensuração de audiência digital, como o Google Analytics, pode se considerar apto a concorrer a uma das muitas vagas existentes.
O trabalho com search requer além do mencionado acima, a aptidão de trabalhar de maneira metódica e um espírito crítico. Alexandre Kavinski, CEO da i-cherry, cita duas características indesejadas nesses profissionais: Eu não gosto de cara que é pedante (jura que sabe o que não sabe) e aqueles que querem encontrar as repostas para os desafio impostos pela prática da profissão sem realizar testes. Alex Sander Pelati, diretor da AO5 completa a lista com outras qualidades indesejadas nesse tipo de funcionário: acomodação e insegurança.
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